Produced by Rita Farinha, Alberto Manuel Brando Simes and the Online Distributed Proofreading Team at http://www.pgdp.net (This file was produced from images generously made available by National Library of Portugal (Biblioteca Nacional de Portugal).) *Nota de editor:* Devido existncia de erros tipogrficos neste texto, foram tomadas vrias decises quanto verso final. Em caso de dvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final deste livro encontrar a lista de erros corrigidos. Rita Farinha (Maro 2012) BIBLIOTECA DE PEDOLOGIA NACIONAL Dr. ALVES DOS SANTOS Professor da Universidade de Coimbra EDUCAO NOVA AS BASES I O CORPO DA CRIANA (Com 32 figuras, no texto) [Figura] Livrarias Aillaud e Bertrand PARIS--LISBOA Livraria Chardron PRTO Livraria Francisco Alves RIO DE JANEIRO 1919 Educao Nova DO AUTOR: 1) Estatstica (numrica e grfica) _das escolas da 2.^a circunscrio escolar_, Lisboa, 1906, ed. oficial, 1 vol. 2) A nossa escola primria (o que tem sido; o que deve ser), Prto, 1910, 1 vol. 3) Psicologia e pedologia (uma misso scientfica, no estrangeiro), Combra, 1913, 1 fasc. 4) O ensino primrio em portugal (nas suas relaes com a histria geral da Nao), Prto, 1913, 1 vol. 5) O crescimento da criana portuguesa (subsidios para a constituio de uma pedologia nacional), Combra, 1915, 1 vol. 6) Elementos de filosofia scientfica, Combra, 1915; 2.^a ed., Lisboa, 1918, 1 vol. 7) Educao nova (As bases)--_O corpo da criana_--Lisboa, 1919, 1 vol. EM PREPARAO: 8) Educao nova (As bases)--_A mentalidade da criana_--1 vol. BIBLIOTECA DE PEDOLOGIA NACIONAL Dr. ALVES DOS SANTOS Professor da Universidade de Coimbra EDUCAO NOVA AS BASES I O CORPO DA CRIANA (Com 32 figuras, no texto) [Figura] Livrarias Aillaud e Bertrand PARIS--LISBOA Livraria Chardron PRTO Livraria Francisco Alves RIO DE JANEIRO 1919 _Todos os exemplares desta edio teem a rubrica autgrafa do autor_ Educao Nova: As Bases Oh! le bruit des petits pieds de l'enfant! ce bruit lger et doux des gnrations qui arrivent, indcis, incertain comme l'avenir. L'avenir, c'est nous qui le dciderons peut-tre, par la manire dont nous aurons lev les gnrations nouvelles. Preface de _l'Education et hrdit_, I, de M. Guyau Nota Preambular Mero _subsdio_ para a constituo de uma _pedologia nacional_, no tem outras pretenses o presente livro que, no pensamento do seu autor, se destina, tam smente, por agora, a desbravar um terreno, a monte ainda qusi, nos domnios da nossa pedagogia. Os _elementos_, de que nos servimos, longe de serem respigados em _obras estrangeiras_, como de uso corrente, entre ns, derivam de _observaes e experincias_, feitas sobre crianas da nossa terra. Assim, se ir organizando uma _pedologia portuguesa_, tam necessria nossa _educao_. Neste primeiro volume, ocupar-nos hemos do _corpo da criana_, com o fim de investigar as _leis do crescimento_, em Portugal; no segundo[1], estudaremos a _mentalidade da criana_, para conhecer as _energias psquicas_, que so caractersticas do nosso _agrupamento tnico_. Importa ponderar que, em o nosso pas, sem desprimor para ningum, em vez de _scincia_, tem-se feito _literatura pedaggica_... H excepes, bem o sei; mas, de tal guisa, fica confirmada... a _regra_. No ter soado ainda a hora de enveredar pelo caminho das naes cultas?... Introduo On ne connot point l'enfance:... Commencez donc par mieux tudier vos lves car trs-assurment, vous ne les connoissez point. Preface d'_Emile_, III, de J. J. Rousseau. INTRODUO I A criana; sua concepo bio-psquica e social 1.--Como _organismo vivo_ que , a _criana_, do mesmo modo que as _plantas_ e os _animais_, est sujeita s _leis fsico-qumicas_ e _biolgicas_, que regulam a _actividade_ de todos os _sres vivos_, que existem superfcie da terra. Mas, alm da _vida vegetativa_, que pertence s _plantas_, e da _vida sensitiva_, que prpria dos _animais superiores_, possue ainda a _criana_ a _vida intelectual_, apenas partilhada com o _homem_, do qual incessantemente se aproxima, desde o incio da sua _evoluo_. 2.--Por virtude da _vida vegetativa_, a criana _cresce_, isto , _aumenta de volume e de densidade_, medida que se afasta do _nascimento_, de conformidade com as _leis especficas_, que determinam o _ritmo_ e as outras _caractersticas_ dsse _crescimento_. Sob ste aspecto, a _criana_ no tem outra _funo_ seno a de _crescer_, isto , de adquirir um _desenvolvimento somtico_, cujo termo, em _circunstncias normais_, s _hereditariedade_ pertence estabelecer e fixar. 3.--Merc da _vida sensitiva_ que, no sentido rigoroso do trmo, apangio exclusivo dos sres dotados dum _sistema nervoso_, a _criana_ aprende, cada vez com maior eficcia e preciso, a manter com o _meio_, em que tem de viver, o _equilbrio_, de que carece, para a conservao da sua _vida_, isto , a _adaptar-se_. Seja qual fr o conceito que se fizer da _sensao_, como expresso mais simples, e elemento irredutvel da _conscincia_; mas, tendo em vista o _processo evolutivo_ da _diferenciao_ e da _complexidade orgnica_, no padece dvida que o _fenmeno da irritabilidade_, que j se encontra no _mundo vegetal_, de par com os _tropismos das plantas_, pode ajudar a esclarecer o _mistrio_ da _sensibilidade geral_, que os _animais superiores_ tambm usufruem, e por cuja virtude a _criana_ se torna capaz de tirar o mximo proveito das suas _experincias_, em relao ao _mundo externo_[2]. 4.--Finalmente, pela _vida do pensamento_, que se manifesta sempre em perfeita correlao com o _desenvolvimento cerebral_, a criana adquire a _capacidade de reagir_, por um _dinamismo progressivo_, _aco das influncias cosmo-telricas_, subtrando-se a essas e a outras _influncias_, ou atenuando-as, em proveito da sua _individualidade_. Manifestaes desta _vida_ (tambm chamada _de relao_), alm da _espontaneidade_, que torna possvel a resistncia ao _automatismo dos instintos_ e dos _hbitos orgnicos_, so a _reflexo_, que prepara o advento e a consolidao da _personalidade_, e a tendncia de _integrao no meio social_, como uma das bases essenciais do _carcter_[3]. 5.--Importa, porm, advertir que, apesar desta trplice _existncia funcional_, a _vida da criana_, como a do _homem_, no se scinde, nem sofre _solues de continuidade_, antes constitue uma _unidade orgnica_, e uma _concentrao de energias_, que no divergem entre si, seno pelo _mecanismo_, a que do origem, e pelas _tendncias_ e _impulsividades_, que despertam[4]. 6.--V-se, pois, que a _criana_, na integral complexidade dos _elementos_ que a constituem, e na plenitude das _fras_ que a caracterizam, um _organismo_, cuja _estrutura_ e _actividade_ dependem, no smente das _energias fsico-qumicas_, a que todo o _Universo_ est sujeito, como tambm sofrem a influncia de tdas as _leis biolgicas e psquicas_, que interveem, tanto na formao da _conscincia reflexa do homem adulto_, como na _dinamogenia dos instintos_, que engendram a _vida social_[5]. II Scincias da Criana: Pedologia, Psico-pedagogia, Pedagogia experimental; outros ramos da Pedagogia 1.--A _pedagogia moderna_, aceitando a proposta do professor Blum, de Lyon[6], emprega a palavra _pedologia_ para designar a _scincia natural da criana_[7]. Mas a _criana_ pode ser estudada _em si mesma_, sem outro intuito que no seja o de a _conhecermos_, do mesmo modo que o botanista estuda as _plantas_, ou o entomlogo, os _costumes dos animais_. Neste caso, o _estudo_ da criana ser _desinteressado_; e, para ser profcuo, no poder deixar de submeter-se s _regras do mtodo_, que a scincia preconiza para a _investigao_ de no importa que _fenmenos da natureza_. Teremos, ento, a _pedologia pura_ que, sendo o _estudo integral da criana_, compreende: 1) a _biologia infantil_ (conhecimento da _natureza fsica da criana_, em todos os _estdios da sua evoluo_); 2) a _psicologia infantil_ (estudo da _mentalidade da criana_); e 3) a _sociologia infantil_ (estudo da _sociabilidade da criana_). Pelo seu lado, cada um dstes _ramos_ da _pedologia_ subdivide-se ainda em diferentes _captulos_, consoante as necessidades da _especializao scientfica_. Assim, a _biologia infantil_ ou _fisio-pedologia_ inclue o estudo da _anatomia_ e da _fisiologia do embrio_; do _recm-nascido_; e da _criana_, em tdas as _idades do crescimento_[8]. A _psicologia infantil_ ou _psico-pedologia_, consoante descreve os _processos mentais da criana_, ou procura explicar a _sua origem e evoluo_, assim se denomina _estrutural_ ou _esttica_, e _funcional_ ou _dinmica_[9]. A _psico-pedologia estrutural_ deve os seus mais assinalados progressos aos _trabalhos_ de Tiedemann, Sigismund, Kussmaul, Preyer, etc.[10] Quanto _psico-pedologia dinmica_, importa ainda distinguir o estudo dos _processos mentais da criana_, na sua _continuidade vital (gentica)_, ou no seu _funcionamento orgnico (cinemtica)_, como fizeram, alm doutros psiclogos notveis, John Dewey, de Chicago, e o seu discpulo Irving King[11]. 2.--Considerando, porm, a _criana_, sob um _aspecto utilitrio_, isto , estudando-a com _determinados intuitos_, ou para _determinado fim_, da _pedologia aplicada_ que temos de nos socorrer, ou da _pedotecnia_, como agora se diz. Esta tambm sofre divises, conforme incide sobre a _criana doente_, que importa _curar (pediatria)_, ou sobre a _criana delinqente_, que necessrio _regenerar (pedotecnia judiciria)_, ou ainda sobre a _criana_, que nos propomos _educar (pedagogia experimental)_. A _pediatria_ compreende a _higiene infantil_, a _clnica infantil_ e a _psiquiatria infantil_; e a _pedotecnia judiciria_ subdivide-se em _criminologia infantil_, e _profilctica pedolgica_. Resta a _pedagogia experimental_, que se desdobra na _psico-pedagogia_ (_psicologia infantil_ aplicada _pedagogia_), na _higiene escolar_, e na _ortofrenia_ (estudo das _crianas mentalmente anormais_). O _esquma_ que, a seguir, publicamos condensa e mostra as relaes que as _scincias pedolgicas_ manteem, entre si. Como se observa, nsse _quadro_, pelo lugar que nle ocupa, a _pedagogia experimental_ a scincia que aplica ao estudo da _criana normal_ os _princpios_ da _pedologia terica ou pura_, no intuito de a _educar_. 3.--H, porm, outros _ramos da pedagogia_ que, embora na aparncia independentes, todavia, no derivam doutra _fonte_ que no seja da _pedologia_: _scincia comum e geral da criana_. So os seguintes: 1) a _pedagogia filosfica_, que estuda as _questes gerais da pedagogia e da pedologia_ (_conceito e natureza da educao_; _fins_ a que tende; _leis_ que a regulam; _possibilidade e necessidade da educao_; _factores da educao_; e seus _agentes_; _princpios gerais_ e _fundamentais da pedagogia_[12]; 2) a _pedagogia histrica_, que estuda os _sistemas de educao_, _na vida da humanidade_, _atravs da histria_[13]; 3) a _pedagogia propedutica_, ou _arte de educar_ (aprendizagem da _tcnica do ensino_); 4) a _pedagogia escolar_, que se ocupa da _organizao material e pedaggica das escolas_[14]; 5) e, finalmente, a _pedagogia administrativa_, que trata da _administrao e do govrno do ensino_[15]. { _Geral ou Pura_ { _Bio-pedologia_ { _anatomia { (_Desinteressada_){ (_Somtica_) { infantil._ { { { _fisiologia { { { infantil._ { { { { { { _Psico- { _estrutural._ { { -pedologia_ { { { (_Psquica_) { _funcional_ { _gentica._ { { { _cinemtica._ { { _Scio-pedologia._ PEDOLOGIA { { (_Social_) (_Scincia { natural da { { _higiene criana_).[16] { { infantil._ { { _Pediatria_ { _clinica { { (a criana { infantil._ { { doente ou { _psiquiatria { { anormal) { infantil._ { { { _Aplicada ou { _Pedotecnia { _criminologia { Pedotecnia_ { Judiciria_ { infantil._ { (_Intencional_){ (a criana { _profilctica { delinqente) { pedolgica._ { { _Pedagogia { _psico- { _psico- { experimental_ { -pedagogia_ { -diagnstica._ { (a criana s { { { e normal) { { _psico- { { -tcnica._ { { _higiene escolar._ { { _ortofrenia_. III A vida da criana; fases que atravessa durante o crescimento, ou idades da evoluo do organismo humano 1.--A _vida da criana_, tanto sob o ponto de vista _somtico_, como em relao sua _actividade psquica_, varia com a _idade_ e com o _sexo_; e difere, no s _em quantidade_, como tambm e principalmente _em qualidade_, da vida do adulto[17]. A existncia incontestvel desta _diferenciao estrutural e dinmica_ das crianas entre si, e da _criana_ com o _adulto_, levanta o problema dos _factores do desenvolvimento_, e o da _progresso funcional das energias bio-psquicas_, que nle interveem. Em que medida que a _hereditariedade_ e o _meio_ influem na _evoluo da criana_; e porque que o _aparecimento_ e a _aco dos processos psquicos_ esto sujeitos lei do _progresso contnuo_? Dum modo mais geral, pode preguntar-se, se existe alguma relao entre o _desenvolvimento bio-psquico da criana_ e o da _espcie humana_, atravs das _idades geolgicas_; ou se, pelo contrrio, a _doutrina da recapitulao_ carece de _apoio slido_, em que se firme[18]. Ns, remetendo o leitor para os _estudos especializados_, que se referem _interpretao gentica das energias orgnicas do crescimento_, e _apreciao das influncias mesolgicas_, que sbre elas agem[19], passamos enumerao das _fases da vida das crianas_, de conformidade com o _critrio fisiolgico da dentio, combinado com o da maturidade sexual_[20]. 2.--So seis as _idades da evoluo do organismo humano_, desde o incio da _vida extra-uterina_, at _idade adulta_: 1) _recm-nascena_ (at ao fim do _primeiro ms_, depois do _nascimento_); 2) _infncia_ (desde o fim do _primeiro ms_, at aos _trs anos_); 3) _puercia_ (desde os _trs anos_, at aos _sete_); 4) _adolescncia_ (desde os _sete_, at idade que oscila, para os rapazes, _entre os doze e os catorze anos_; para as raparigas, _entre os onze e os treze_); 5) _puberdade_ (desde o _fim da adolescncia_, at a _uma poca_ que, segundo as circunstncias, tambm varia, em relao a cada _sexo_; no indo, porm, entre ns, em regra, alm dos _dezasseis anos_, para os rapazes, e dos _quinze_ para as raparigas); 6) _nubilidade_ (desde os _quinze ou dezasseis_ anos, at aos _vinte_)[21]. 3.--A _recm-nascena_ inicia-se pela _crise_, resultante da passagem da _vida intra-uterina_ do _feto_ para a _vida extra-uterina_; e assinala-se, no _recm-nascido_, pela existncia de _caractersticas_, que importam o mais absoluto _automatismo_[22]. _criana que vem de nascer_, chamou Virchow _um ser espinhal_, para significar, sem dvida, que como um _anencfalo_, que ela se comporta, em todos os seus movimentos. Efectivamente, o _recm-nascido_ uma pura _mquina de reflexas_, que a _necessidade de adaptao ao meio_ exclusivamente acciona, _sob risco de morte_. A _espontaneidade_ s vir com o _funcionamento sensorial_ que, nesta curtssima _idade_, s muito imperfeitamente se manifesta[23]. 4.--A _infncia_ a poca, em que se completa a _primeira dentio_ (os vinte _dentes do leite_)[24]; e em que, ao _ser fisiolgico_, que era a _criana_, se ajunta agora um _ser intelectual_[25]. Compreende duas _fases principais_, indo a _primeira_, desde o incio do _segundo ms_, at aos _catorze ou dezasseis meses_; e a _segunda_, desde a, at aos _trs anos completos_. _Infncia_, quer dizer: _idade em que se no fala_ (de _infans_, _antis_); todavia, a partir dos _doze ou trze mses_, a criana principia j a emitir _sons articulados_; e, desde os _dezoito_ at aos _vinte e quatro_, mostra-se possuidora da _linguagem prpriamente dita_[26]. Alm desta aquisio, tambm pertence _segunda fase da infncia_ a _auto-locomoo_ ou a _marcha_, que entra de ensaiar-se, em regra, nos rapazes, entre os _doze e os dezasseis mses_; e, nas raparigas, entre os _dez e os quinze_[27]. 5.-- terceira _idade do crescimento_ chamou (e com muita propriedade) o nosso Garrett _puercia_ (de _puer_, _[)e]ris_). a _segunda infncia_, dos franceses, que se compreende entre os _trs anos_ e os _sete_ (incio da _segunda dentio_, que apenas se completar, aos _vinte anos_)[28]. Como, em seu lugar, veremos, as _tendncias_ dominantes desta _idade_ so os _jogos_; a _imitao activa_; a _sugestibilidade_; e os _interesses_, que predominam, ligam-se ao _desenvolvimento da vida mental_. 6.--A _fase peri-pubertria_ costuma designar-se pela palavra _adolescncia_ (de _adol[)e]scens_, _[)e]ntis_). [Figura: 10 anos] [Figura: 11 anos] [Figura: 12 anos] Alunos do Colgio Moderno FASE PUBERTRIA [Figura: 14 anos] [Figura: 15 anos] Nesta _idade_, como veremos, a _criana_ principia a _emancipar-se_; a sua _personalidade_ desenha-se, esboa-se[29]; numa palavra, a _natureza_, neste _estdio da evoluo_, cuida de preparar o _individuo_ para a grande _transformao orgnica e psquica_, que vai ser realizada, na idade seguinte. 7.--Essa _idade_ a _puberdade_. Segundo Paul Godin, a _fase pubertria_ o momento do desenvolvimento humano, em que o _poder germinal_ orienta tdas as fras do organismo para a _funo da reproduo_[30]. Outros chamam-lhe a _idade crtica_; o _eixo do crescimento_; e todos so concordes em atribuir os _desequilibrios biolgicos e psquicos_, em que fertil, _convulso orgnica_, produzida pelo _despertar do grmen vivo_, que _dormitava na criana_, desde o dia do _nascimento_. A _puberdade_, cuja apario, entre ns, eu tenho estudado[31], alm dos _efeitos pilares do pbis e das axilas_, da _mudana da voz_ e, no sexo feminino, do aparecimento do _fluxo menstrual_, manifesta-se tambm pelo aumento do _tecido conjuntivo_, pelo engrossamento dos _ossos_, pelo robustecimento dos _msculos_, e pelo mximo de _volume e densidade do crebro_[32]. 8.--A ltima _fase da evoluo_ a _nubilidade_, que muitos identificam j com a _idade adulta_. O _indivduo_, perdendo as _caractersticas infantis_, diferenciou-se, segundo a _lei dos sexos_; e tornou-se definitivamente apto para _viver sobre si_, e para assegurar a _persistncia da espcie_. IV Elementos e subsdios, de que podemos dispor, para a constituio de uma pedologia nacional 1.--De modo anlogo ao que sucede em pases estrangeiros, tambm, entre ns, se h procurado obter (embora com fortuna vria) _factos em primeira mo_, que possam esclarecer os _problemas relativos ao crescimento da criana portuguesa_. Podem considerar-se como _centros de investigao pedolgica_ os seguintes _institutos_: 1) a _Escola-oficina n.^o 1_, de Lisboa, que uma _escola de ensino integral e de preparao profissional_, destinada a _adolescentes_ (dos 7 aos 14 anos)[33]; 2) o _Instituto mdico-pedaggico da Casa Pia_, de Lisboa, dirigido pelo ilustre pedagogista, Dr. Costa Ferreira, que autor de _publicaes_ interessantes sobre _pedologia_; 3) a _Tutoria do Prto_, onde teem sido feitos _exames e observaes antropomtricas e psiquitricas em menores delinqentes_, pelo distinto antropologista, Dr. Mendes Corra; 4) a _Tutoria de Lisboa_, de que foi _juiz presidente_ o Dr. Pedro de Castro[34]; 5) a _Sociedade de estudos pedaggicos_[35]; 6) a _Escola preparatria Rodrigues Sampaio_, de que foi director o consideradssimo professor e eminente pedagogista, Dr. Adolfo Coelho; 7) a _Escola Central de Reforma, de Caxias_, dirigida pelo P.^e Antnio d'Oliveira; 8) o _Laboratrio de psicologia experimental da Faculdade de Letras da Universidade de Combra_, que ns fundmos e dirigimos, por deliberao desta _Faculdade_, que, em 1912, nos mandou Frana e Sua, a fim de estudarmos a organizao dos _laboratrios psicolgicos_, e de adquirirmos os _utenslios_ e _aparelhos necessrios_ para o funcionamento de um, em Combra[36]. 2.--Algumas das _investigaes_, realizadas nestes _Institutos_, tanto sobre _pedometria_, como sobre _psico-fsica dos rgos dos sentidos_, e outros _processos psicomtricos_, foram divulgadas pela _imprensa_; mas o maior nmero das _observaes_ e _experincias pedolgicas_, de que felizmente podemos dispor, tem-se conservado _indito_, merc de vrias causas, entre as quais avulta aquela que se refere carncia de _recursos pecunirios_, para ocorrer s despesas a efectuar com a sua publicao, dada a criminosa _indiferena do Estado_ por esta _ordem de servios_, que tem reputado de _somenos importncia_, visto que ainda se no resolveu a votar as _verbas necessrias_ para a sua _organizao_, como _base essencial_ de todo o _sistema de ensino pblico_ e de tda a _obra de educao nacional_. No _laboratrio de psicologia_ da Universidade de Combra, desde 1912, que se no cessa de _observar_ e _experimentar_ sobre _crianas_ e _adultos_, no intuito de esclarecer alguns dos mais importantes _problemas da psico-fsica_, da _psico-fisiologia_ e da _pedologia_, sendo considervel j o _dossier_ dos _trabalhos realizados_, principalmente na parte que se refere _acuidade sensorial_; _funo mnsica_; _tempos de reaco_; _ergografia_; _sugestibilidade_; _psico-patologia da ateno, da imaginao, da inteligncia_; _sentido cromtico_; _doenas oculares_; _psicologia do testemunho_; _dinamogenia dos sentimentos_; etc.; etc. Universidade de Combra: Laboratrio de Psicologia Experimental [Figura: Sala de conferncias] [Figura: Sala do laboratrio] Os _resultados_ de tdas estas _experincias_ sero devidamente considerados, no presente trabalho (principalmente, no 2.^o volume), de par com as _observaes e estudos_ anlogos feitos nos outros _estabelecimentos_ que indicamos. V Bibliografia portuguesa de assuntos relativos psicologia e pedologia 1.--*Questes gerais de pedagogia e pedologia:* 1) Almeida Garrett, _Da Educao_, 1.^a ed. Londres, 1829; 2) Dr. Adolfo Coelho, _Os elementos tradicionais da educao_, Prto, 1883; 3) Idem, _Questes pedaggicas_ (os exerccios militares na escola), separata do _Instituto_, Combra, 1911; 4) Idem, _A pedagogia do povo portugus_, apud _Portugalia_, V. I, fasc. I; 5) Idem, _O estudo da criana_, apud "_A Tutoria_" (revista mensal defensora da infncia), n.^{os} correspondentes aos anos de 1912 e 1913, Lisboa; 6) Idem, _Educao e Pedagogia_, apud _Boletim da Direco Geral de Instruo Pblica_, Lisboa, 1902, fasc. I-V; 7) Dr. Alves dos Santos, _A nossa escola primria_, Prto, 1910; 8) Idem, _O ensino primrio em Portugal_ (nas suas relaes com a histria geral da Nao), Prto, 1913; 9) Agostinho de Campos, _Educao e Ensino_, Prto, 1911; 10) Idem, _Casa de pais, escola de filhos_, 3.^a ed., Lisboa, 1917; 11) D. Virgnia de Castro e Almeida, _Como devemos criar e educar os nossos filhos_, Lisboa, 1908; 12) Idem, _Como devo governar a minha casa_, Lisboa, 1916; 13) Carneiro de Moura, _A instruo educativa e a organizao geral do Estado_, Lisboa, 1909; 14) Faria de Vasconcelos, _Lies de Pedologia e Pedagogia experimental_, Lisboa; 15) Mrio Fortes, _Manual de educao fisica_, Viseu, 1906; 16) F. Palyart Pinto Ferreira, _Algumas notas pedaggicas_, Lisboa, 1916; 17) Antnio Srgio, _Educao Cvica_, Prto; 18) Lusa Srgio, _O Mtodo Montessori_, Prto; 19) Dr. Mendes Corra, _Crianas delinqentes_, Combra, 1915; 20) P.^e Antnio d'Oliveira, _Criminalidade-Educao_, Lisboa, 1918; 21) J. Augusto Coelho, _Manual Prtico de Pedagogia_, Prto. 2.--*Assuntos especiais, e monografias sobre pedometria e pedotecnia:* 1) Dr. Alves dos Santos, _Psicologia e Pedologia_, Combra, 1913; 2) Idem, _O Crescimento da criana portuguesa_, Combra, 1917; 3) J. Freire de Matos, _Medida da ateno, por meio dos tempos de reaco_, apud _Revista da Universidade de Combra_, vol. IV, n.^{os} 2 e 3; 4) A. C. Barroso da Silveira, _Determinao do valor fsico do adulto_ (memento das mensuraes mais importantes do corpo humano), Lisboa, 1917; 5) Dr. Costa Ferreira, _O pso do corpo da criana_, apud _Archivo de Anatomia e anthropologia_, Lisboa, 1915, vol. 3.^o, n.^o 2; 6) Idem, _Sobre psicologia e pedagogia do gesto_, Lisboa, 1916; 7) Idem, _Sobre umas provas de exame da ateno voluntria visual_, Combra, 1916; 8) Idem, _Agudeza visual e auditiva das crianas_, Lisboa, 1916; 9) Idem, _A viso das cres_, Combra, 1916; 10) Idem, _Auxanometria Militar_, Lisboa, 1917; 11) Idem, _Sobre a pigmentao da ris nalguns escolares portugueses_, Combra, 1918; 12) A. Pires de Lima, _Jogos e canes infantis_, Prto, 1916; 13) Antnio Alfredo Alves, _Jogos infantis_, apud _Revista de Educao_ (boletim da S. E. P.), Lisboa, 1912, n.^o 4; 14) Alberto Pessoa, _A prova testemunhal_, Combra, 1913; 15) Costa Sacadura, _A escrita direita e a escrita inclinada_ (sua influncia na funo respiratria), Lisboa, 1907; 16) Eugnio de Castro Rodrigues, _Mthodes d'enseignement dans les coles primaires_, Lisboa, 1900; 17) Salvador Marques, _Algumas palavras em defesa da criana_, Lisboa, 1918; 18) Novais e Sousa, _Assistncia e Maternidade_, Combra, 1915; 19) Costa Ferreira e Jos Pontes, _Wounded of the war at the Institute of S.^{ta} Isabel_, Lisboa, 1918; 20) A. M. de Lima Carvalho, _A reeducao da fala dos gagos e tatibittes_ (tratado de ortofonia), Combra, 1918; 21) Costa Santos, _Higiene ocular_, Lisboa, 1914; 22) A. Aurlio da Costa Ferreira, _Dois sphygmogramas de gagos_, Lisboa, 1918. Pedologia Somtica La nature a, pour fortifier le corps et le faire crotre, des moyens qu'on ne doit jamais contrarier. Livre II, 99, d'_Emile_, de J. J. Rousseau Pedologia Somtica *(O Corpo da Criana)* CAPTULO I Fases da vida dos organismos. Crescimento; suas espcies; e modos de o estudar. Leis do crescimento; e factores que o modificam. 1.--Existem na _vida dos sres organizados_ (cada vez mais acentuadamente, medida que da _planta_ se passa ao _animal_ e dste ao _homem_) tres _fases_ ou _perodos_ (de desigual extenso) que, por suas _caractersticas essenciais_, se tornam _dissemelhantes_ e _irredutveis_ uns aos outros: 1) _um tempo de crescimento_ (anabolia), que se efectua, por virtude dum _predomnio da assimilao funcional_ sobre a _desassimilao orgnica_; 2) _uma fase de decadncia_ ou _decrescimento_ (catabolia) determinada, de modo inverso, pela _preponderncia da desassimilao sobre a assimilao_; 3) _um perodo de relativa estabilidade_ ou _equilbrio biolgico_ (probolia), durante o qual o _organismo se reproduz_. Temos, pois, uma _poca construtiva_, de _integrao orgnica_ que, depois da _fase mbrio-fetal_, se realiza durante um tro aproximadamente da _vida humana_ (desde a _nascena_ at _nubilidade_); um _perodo destrutivo_, de _desintegrao biolgica_, que prepara e acompanha a _velhice_ e conduz _morte_; e, finalmente, uma _poca intermediria_, que subsiste, durante a _juventude_ e a _maturidade_. 2.--A _Pedologia_, considerando apenas a primeira fase do _metabolismo humano_, distingue entre o _crescimento normal_ e o _crescimento anormal_; e, em ambos, atende tanto _morfologia_ (desenvolvimento estrutural), como _fisiologia_ (desenvolvimento funcional). Abandonando o estudo do _crescimento anormal_ _pediatria_ e _psiquiatria_; e, reenviando o leitor, em matria de _crescimento normal_, na parte relativa _vida intra-uterina_, para os tratadistas da _embriologia_, restringiremos o nosso trabalho anlise da _ontognese do organismo humano_, desde o _nascimento_ at _idade adulta_. Sob o _aspecto estrutural_, o _corpo da criana_, atravs das _idades de evoluo_, varia, _em funo do tempo_: 1) nas _dimenses_ 2) na _forma_ 3) nas _propores_ 4) nos _elementos_, de que se compe. E, quanto ao _desenvolvimento fisiolgico_, todos sabem que as _funes orgnicas_ divergem com a idade, e que h certos _fenmenos_, cuja manifestao se verifica apenas em _fases_ j avanadas do crescimento. A _criana transforma-se_, pois; isto , adquire as _caractersticas_ da _idade adulta_, por uma srie de _transformaes contnuas_, cuja _sucesso_ determinada, e cujo _aparecimento_ e _limites_ so _funo do tempo_[37]. A _isto_ se chama _crescimento_ que, como veremos, pode ser _absoluto_ ou _relativo_, consoante se referir ao _ritmo da evoluo_, ou s _propores do corpo_, nas diferentes _idades_ desta. 3.--Para estudar a _dinmica do crescimento_, servem-se as _scincias pedolgicas_ da _pedolexia_ (observao da criana) e da _pedometria_ (mensurao da criana). A _anlise_ incide, tanto sobre os _rgos_ e os _sistemas_, como sobre as _funes_; e as _medidas somticas_ devem ser _individuais_, _peridicas_ e _polimtricas_, isto , devem abranger todos os _segmentos do organismo_. o que se designa pela expresso de _mtodo auxanolgico_. Reduzindo a _esquma_ esta _processologia_, temos: { _Pedolexia_ { _Estrutural_ (exame dos _rgos_) { (Observao { { da criana) { _Funcional_ (exame das _funes_) _Investigao { do { crescimento_ { { _Pedometria_ { _craniomtrica_ { (Mensurao { _toracomtrica_ { da criana) { _braquiomtrica_ { _cruriomtrica_ { _pelvimtrica_ 4--Em o nosso pas, as _observaes_ e_ mensuraes_, realizadas no intuito de conhecer as _leis do crescimento_, so pouco numerosas; todavia, algumas existem; e, na verdade, em quantidade bastante, pelo que respeita ao _crescimento absoluto_, cujo _ritmo_, como adiante se ver, reputamos, em relao ao sexo masculino, suficientemente _estabelecido_ e _determinado_. Mas, em matria de _leis do crescimento_, importa separar aquelas que, por sua natureza mesma, se tornam extensivas a _tdas as crianas_, seja qual fr o _meio_ em que vivam, e as _razes antropolgicas_, donde procedam; e aquelas que pertencem exclusivamente s _crianas de cada agregado social_, e no abrangem seno os indivduos que participam dum _gnero de vida_ anlogo, e promanam de uma mesma _origem tnica_. Enumeraremos, entre as primeiras, como mais importantes: 1) a _lei de Buffon_ (a que chamaremos _de contraste_), em virtude da qual o _feto_ cresce, _cada vez mais_, medida que se aproxima do _nascimento_, ao passo que a _criana_ cresce, _cada vez_ menos, medida que se avizinha da _puberdade_; 2) a _lei da periodicidade_, que regula a _sucesso de esfro e repouso_ (relativo), na _dinmica do crescimento_; 3) a _lei da alternncia_, por cuja virtude os _membros do corpo_ (sobretudo, as _pernas_) crescem principalmente antes e durante a _puberdade_, e o _busto_, depois; 4) a _lei das compensaes_, que se revela na _acelerao do crescimento_ de certos _rgos_, em relao a outros _mais desenvolvidos_[38]. segunda categoria pertence, alm da _lei do ritmo_ (modalidade ou manifestao da _lei da periodicidade_), a _lei das propores_, que preside a tda a _dinmica_ do _crescimento relativo_. 5.--Estas _leis_, como _resumo_ e _expresso_, que so, das _relaes_ entre os _fenmenos_ considerados, incluem, tambm no caso presente, o _conceito_ das _causas_ ou dos _factores_ que agem sbre o _crescimento_. Indicaremos: 1) entre os _determinantes fisiolgicos_: a _raa_, a _gestao_, o _sexo_, a _consanguinidade_ e a _alimentao_; 2) dos _factores mesolgicos_: o _meio cosmo-telrico_ (_clima_, _estaes_, _ar livre_, _claustrao_, etc.) e _social_ (_vida citadina_, e _de campo_, _profisses_ e _ocupaes sociais_, etc.); 3) dentre os _agentes patolgicos_: as _doenas_ (crnicas, ou agudas), o _raquitismo_, a _insuficincia tiroidiana_, os _estados neuropticos_, etc.; 4) finalmente, das _causas pedaggicas_: os _exercicios fsicos_, a _gimnstica_, os _jogos_, etc. Cada um dstes _factores_ age, a seu modo, sobre o _mecanismo do crescimento_, robustecendo ou embaraando, consoante as circunstncias, a _energia intra-orgnica_, que a _causa primordial_ de tudo, naquele _mecanismo_[39]. CAPTULO II Crescimento absoluto; sua determinao, em relao criana portuguesa; tabelas de mdias, e respectivas curvas. O ritmo do crescimento em Portugal 1.--Como noutro lugar dissemos[40], o _crescimento absoluto_ (determinvel pelas _medidas sintticas_: altura, pso, permetro torcico) denuncia o _ritmo da evoluo_, que diferente, segundo a _procedncia tnica_, e varia com o _meio_, tanto _fsico_, como _social_. Para o estudo dste _crescimento_, entre ns, e organizao das respectivas _tabelas de mdias_, dispomos de _elementos antropomtricos_, mais do que suficientes, _em quantidade_, e ptimos, _em qualidade_. sses _elementos_, j por ns seriados[41], so os seguintes: 1) _mensuraes_ e _pesagens_ efectuadas, durante um perodo de seis anos, duas vezes em cada ano (novembro e julho), sobre um total de 1.385 indivduos, do sexo masculino, de idades compreendidas entre os dez e os dezoito anos, no antigo _Colgio Militar_, pelo mdico Joo Carlos Mascarenhas de Melo[42]; 2) _mensuraes_ e _pesagens_, de Pedro Ferreira, no extinto _Colgio de Campolide_, durante quatro anos seguidos (1905-1909) sobre 1227 crianas, do sexo masculino, de idades que variam, desde os seis at aos vinte anos[43]; 3) _mensuraes_ e _pesagens_ do dr. Morais Manchego, realizadas em _escolas primrias_, do sul do Pas, sobre 1.829 crianas, do sexo masculino, desde os seis at aos dezanove anos de idade[44]; 4) _mensuraes_ e _pesagens_ efectuadas, na _Maternidade de Lisboa_, sob a direco do falecido professor Alfredo da Costa, desde 1899 a 1904, sobre mais de 2.800 crianas, de ambos os sexos, logo em seguida ao _nascimento_[45]; 5) _pesagens_ de crianas tuteladas pela _Santa Casa da Misericrdia de Lisboa_, em nmero de mais de 100.000, de idades compreendidas entre o _nascimento_ e os doze mses, desde 1907 at 1913[46]. 6) _mensuraes_ e _pesagens_ do dr. Samuel Maia, realizadas em Lisboa, no ano de 1908, sobre 5.912 crianas, de ambos os sexos, de 0 aos 10 anos de idade; 7) _mensuraes_ e _pesagens_ efectuadas, no _liceu de Combra_, durante doze anos (1905-1916), sobre um total de 1.180 alunos, do sexo masculino, de idades variveis entre os dez e os vinte anos; 8) _mensuraes_ e _pesagens_, realizadas, no _Instituto Feminino de Educao e Trabalho_, de Odivelas, sob a direco da mdica D. Adelaide Cabete, durante dois anos consecutivos (1914-1916), sobre 157 alunas; 9) _mensuraes_ e _pesagens_, empreendidas, na _Escola de Alunos Marinheiros do norte_ (Lea de Palmeira) desde 1913 a 1916, sobre 241 alunos, do sexo masculino; 10) finalmente, _mensuraes_ e _pesagens_, realizadas, desde 1912, no _laboratrio psicolgico_ da Faculdade de Letras, de Combra, sobre crianas de diferentes idades e procedncias, como meio de iniciao dos alunos da _Escola Normal Superior_ na prtica da _mensurao antropomtrica_, pelo emprgo do _mtodo auxanolgico_[47]. 2.--De tdas estas _medidas_, aproveitando aquelas que, por suas _caractersticas_, se tornam _comparveis_, organizamos os seguintes _quadros de mdias_ do _crescimento absoluto, normal, da criana portuguesa, desde o nascimento at idade adulta_: 3.--O _quadro n.^o 1_ (Alturas) baseia-se num total de _vinte e uma mil e seiscentas mensuraes_, assim distribudas: 1) _Maternidade de Lisboa_ (ambos os sexos), 2.877; 2) _Samuel Maia_ (ambos os sexos), 8.685; 3) _Colgio de Campolide_ (sexo masculino), 1.221; 4) _Colgio Militar_ (sexo masculino), 1.385; 5) _Morais Manchego_ (sexo masculino), 1.829; 6) _Liceu de Coimbra_ (sexo masculino), 4.731; 7) _Instituto, de Odivelas_ (sexo feminino), 631; 8) _Escola de alunos marinheiros, do norte_ (sexo masculino), 241. QUADRO N.^o 1 ===========================================================================+ Idades | Maternidade | Samuel | Pedro | | de Lisboa | Maia | Ferreira | +-------+-------+-------+-------+-------+-------+ | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | --------------+------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+ Recm-nascido { Nascimento | 50,24 | 49,55 | -- | -- | -- | -- | { 0-1 | -- | -- | 66 | 63 | -- | -- | Infncia { 1-2 | -- | -- | 74 | 72 | -- | -- | { 2-3 | -- | -- | 83 | 81 | -- | -- | Puercia { 3-4 | -- | -- | 89 | 88 | -- | -- | { 4-5 | -- | -- | 96 | 94 | -- | -- | { 5-6 | -- | -- | 109 | 104 | 113,5 | -- | { 6-7 | -- | -- | 110 | 106 | 119,5 | -- | { 7-8 | -- | -- | 111 | 110 | 124 | -- | Adolescncia { 8-9 | -- | -- | 116 | 115 | 129 | -- | { 9-10 | -- | -- | 123 | 122 | 133 | -- | { 10-11 | -- | -- | -- | -- | 138 | -- | { 11-12 | -- | -- | -- | -- | 144 | -- | { 12-13 | -- | -- | -- | -- | 148 | -- | Puberdade { 13-14 | -- | -- | -- | -- | 154,5 | -- | { 14-15 | -- | -- | -- | -- | 160,5 | -- | { 15-16 | -- | -- | -- | -- | 165 | -- | { 16-17 | -- | -- | -- | -- | 165,5 | -- | Nubilidade { 17-18 | -- | -- | -- | -- | 166 | -- | { 18-19 | -- | -- | -- | -- | 169 | -- | { 19-20 | -- | -- | -- | -- | 171 | -- | ===========================================================================+ ===========================================================================+ Idades | Colgio | Morais | Liceu | | Militar | Manchego | de Combra | +-------+-------+-------+-------+-------+-------+ | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | --------------+------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+ Recm-nascido | Nascimento | -- | -- | -- | -- | -- | -- | | 0-1 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | Infncia | 1-2 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | | 2-3 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | Puercia | 3-4 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | | 4-5 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | | 5-6 | -- | -- | 108 | -- | -- | -- | | 6-7 | -- | -- | 114 | -- | -- | -- | | 7-8 | -- | -- | 119 | -- | -- | -- | Adolescncia | 8-9 | -- | -- | 124 | -- | -- | -- | | 9-10 | 132 | -- | 127 | -- | -- | -- | | 10-11 | 135 | -- | 131 | -- | 132 | -- | | 11-12 | 139 | -- | 135 | -- | 136 | -- | | 12-13 | 143 | -- | 139 | -- | 139 | -- | Puberdade | 13-14 | 150 | -- | 147 | -- | 143 | -- | | 14-15 | 157 | -- | 149 | -- | 153 | -- | | 15-16 | 162 | -- | 156 | -- | 159 | -- | | 16-17 | 163 | -- | 161 | -- | 164 | -- | Nubilidade | 17-18 | 165 | -- | 163 | -- | 165 | -- | | 18-19 | 169 | -- | 165 | -- | 166 | -- | | 19-20 | -- | -- | -- | -- | 168 | -- | ===========================================================================+ =========================================================================== Idades | Instituto | Alunos | | feminino | Marinheiros | Mdias gerais | de Odivelas | | +-------+---- --+-------+-------+--------------- | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. --------------+------------+-------+-------+-------+-------+-------+------- Recm-nascido | Nascimento | -- | -- | -- | -- | 50,24| 49,55 | 0-1 | -- | -- | -- | -- | 66 | 63 Infncia | 1-2 | -- | -- | -- | -- | 74 | 72 | 2-3 | -- | -- | -- | -- | 83 | 81 Puercia | 3-4 | -- | -- | -- | -- | 89 | 88 | 4-5 | -- | -- | -- | -- | 96 | 94 | 5-6 | -- | -- | -- | -- | 110 | 104 | 6-7 | -- | -- | -- | -- | 114,5 | 106 | 7-8 | -- | 117 | -- | -- | 118 | 113,5 | 8-9 | -- | 120,5 | -- | -- | 123 | 117,7 | 9-10 | -- | 125 | -- | -- | 128,7 | 123,5 | 10-11 | -- | 129 | -- | -- | 134 | 129 | 11-12 | -- | 134,5 | -- | -- | 138,5 | 134,5 | 12-13 | -- | 141,5 | -- | -- | 142 | 141,5 Puberdade | 13-14 | -- | 148 | -- | -- | 148,6 | 148 | 14-15 | -- | 152 | -- | -- | 154,8 | 152 | 15-16 | -- | 152,8 | -- | -- | 160,5 | 152,8 | 16-17 | -- | 154 | 161 | -- | 162,9 | 154 Nubilidade | 17-18 | -- | 153,7 | 161,2 | -- | 164 | 153,7 | 18-19 | -- | 151 | 161,3 | -- | 166 | 151 | 19-20 | -- | 154 | 161,5 | -- | 166,8 | 154 =========================================================================== O _quadro n.^o 2_ (Pso) foi elaborado, em presena dos _documentos_ que acusam o elevado nmero de _cento e dezassete mil e dez pesagens_, efectuadas nos seguintes _Institutos_: 1) _Maternidade de Lisboa_ (ambos os sexos), 2.549 pesagens; 2) _Misericrdia de Lisboa_ (ambos os sexos), 100.824; 3) _Colgio Militar_ (sexo masculino), 3.034; 4) _Colgio de Campolide_ (sexo masculino), 1.214; 5) _Morais Manchego_ (sexo masculino), 1.271; 6) _Liceu de Coimbra_ (sexo masculino), 2.370; 7) _Samuel Maia_ (ambos os sexos), 4.878; 8) _Instituto Feminino, de Odivelas_ (sexo feminino), 633; 9) _Escola de alunos marinheiros_ (sexo masculino), 237. QUADRO N.^o 2 ============================================================+ | Maternidade | Misericrdia | Colgio | | de Lisboa | de Lisboa | Militar | Idades +-------+-------+-------+-------+-------+-------+ | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | ------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+ Nascimento | 3.236 | 3.103 | -- | -- | -- | -- | 0-1 | -- | -- | 7.500?| -- | -- | -- | 1-2 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 2-3 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 3-4 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 4-5 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 5-6 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 6-7 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 7-8 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 8-9 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 9-10 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 10-11 | -- | -- | -- | -- | 29.000| -- | 11-12 | -- | -- | -- | -- | 30.500| -- | 12-13 | -- | -- | -- | -- | 33.000| -- | 13-14 | -- | -- | -- | -- | 36.500| -- | 14-15 | -- | -- | -- | -- | 42.000| -- | 15-16 | -- | -- | -- | -- | 47.000| -- | 16-17 | -- | -- | -- | -- | 51.500| -- | 17-18 | -- | -- | -- | -- | 53.000| -- | 18-19 | -- | -- | -- | -- | 55.500| -- | 19-20 | -- | -- | -- | -- | 58.500| -- | 20-21 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | ============================================================+ ============================================================+ | Colgio de | Morais | Samuel | | Campolide | Manchego | Maia | Idades +-------+-------+-------+-------+-------+-------+ | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | ------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+ Nascimento | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 0-1 | -- | -- | -- | -- | 7.500| 7.000| 1-2 | -- | -- | -- | -- | 7.000| 8.700| 2-3 | -- | -- | -- | -- | 11.700| 11.250| 3-4 | -- | -- | -- | -- | 13.600| 14.550| 4-5 | -- | -- | -- | -- | 12.900| 14.290| 5-6 | -- | -- | -- | -- | 13.800| 15.700| 6-7 | 20.400| -- | -- | -- | 17.450| 16.450| 7-8 | 23.400| -- | -- | -- | 19.500| 18.140| 8-9 | 25.200| -- | -- | -- | 20.700| 20.950| 9-10 | 27.500| -- | -- | -- | 22.900| 23.250| 10-11 | 29.600| -- | 26.260| -- | -- | -- | 11-12 | 31.600| -- | 28.390| -- | -- | -- | 12-13 | 35.200| -- | 30.880| -- | -- | -- | 13-14 | 39.000| -- | 32.350| -- | -- | -- | 14-15 | 44.600| -- | 35.630| -- | -- | -- | 15-16 | 50.300| -- | 39.580| -- | -- | -- | 16-17 | 55.200| -- | 46.430| -- | -- | -- | 17-18 | 56.300| -- | 50.000| -- | -- | -- | 18-19 | 59.100| -- | 52.910| -- | -- | -- | 19-20 | 60.500| -- | 54.500| -- | -- | -- | 20-21 | 60.500| -- | -- | -- | -- | -- | ============================================================+ QUADRO N.^o 2 (_Continuao_) ============================================================================= | Liceu de | Instituto | Alunos | Mdias gerais | Combra | feminino | Marinheiros | | | de Odivelas | | Idades +-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------+------- | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. ------------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+--------+------- Nascimento | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 3.236 | 3.103 0-1 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 7.500 | 7.000 1-2 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 7.900 | 8.700 2-3 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 11.700 | 11.250 3-4 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 13.600 | 14.550 4-5 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 12.900 | 14.260 5-6 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 13.800 | 15.700 6-7 | -- | -- | -- | -- | -- | -- | 18.900 | 16.450 7-8 | -- | -- | -- | 21.687| -- | -- | 21.450 | 16.913 8-9 | -- | -- | -- | 23.225| -- | -- | 22.950 | 22.087 9-10 | -- | -- | -- | 24.480| -- | -- | 25.200 | 23.865 10-11 | 28.000| -- | -- | 26.573| -- | -- | 28.200 | 26.573 11-12 | 30.000| -- | -- | 30.170| -- | -- | 30.100 | 30.170 12-13 | 33.000| -- | -- | 36.302| -- | -- | 33.000 | 36.302 13-14 | 37.000| -- | -- | 42.239| -- | -- | 36.200 | 42.239 14-15 | 42.000| -- | -- | 46.510| -- | -- | 41.050 | 46.510 15-16 | 48.500| -- | -- | 49.435| -- | -- | 46.300 | 49.435 16-17 | 53.000| -- | -- | 50.402| 52.500| -- | 52.000 | 50.402 17-18 | 55.000| -- | -- | 51.100| 53.500| -- | 53.500 | 51.100 18-19 | 57.500| -- | -- | 51.372| 54.000| -- | 55.125 | 51.372 19-20 | 60.000| -- | -- | 50.000| 55.000| -- | 56.675 | 50.000 20-21 | 60.500| -- | -- | -- | -- | -- | 60.500 | -- ============================================================================= Finalmente, para a elaborao do _quadro n.^o 3_ (Permetro torcico), cujas mdias so a _expresso sinttica_ de _sete mil mensuraes_, contriburam os seguintes _estabelecimentos_: 1) _Colgio Militar_ (sexo masculino), com 1.385; 2) _Colgio de Campolide_ (sexo masculino), com 1.223; 3) _Liceu de Combra_ (sexo masculino), com 2.225; 4) _Escola de alunos marinheiros_ (sexo masculino), com 2.167. QUADRO N.^o 3 (Sexo masculino) ==================================================================== | Colgio | Colgio | Liceu | Escola | Mdias Idades | Militar | de | de | de Alunos | gerais | | Campolide | Coimbra | Marinheiros | ----------+----------+------------+---------+-------------+--------- 6-7 | -- | 57,3 | -- | -- | 57,3 7-8 | -- | 59,3 | -- | -- | 59,3 8-9 | -- | 59,3 | -- | -- | 59,3 9-10 | -- | 60,7 | -- | -- | 60,7 10-11 | 62,5 | 61,9 | 61,4 | -- | 61,9 11-12 | 64 | 63,6 | 63 | -- | 63,5 12-13 | 66 | 65,5 | 65,1 | -- | 65,5 13-14 | 69 | 67,8 | 66,9 | -- | 67,9 14-15 | 72 | 71,2 | 67,1 | -- | 70,1 15-16 | 75,5 | 74,7 | 67,8 | -- | 72,6 16-17 | 78,5 | 77,8 | 79,1 | 83 | 79,6 17-18 | 80 | 79,3 | 80,3 | 85 | 81,1 18-19 | 81,5 | 80,8 | 81,2 | 85 | 82,1 19-20 | 82,5 | 81,8 | 82,7 | 85 | 83 20-21 | -- | 82 | 82,6 | -- | 82,3 4.--As condies em que foram _mensuradas_ tdas as crianas, a que estes _quadros_ se referem, assim como a _tcnica_ adoptada nas _mensuraes_, e ainda os _grficos_ que exprimem as respectivas _mdias_; tudo isso se pode ver, pormenorizadamente exposto, descrito e apreciado, em a nossa _monografia_, j citada, sobre o _crescimento da criana portuguesa_. 5.--Mas, alm dos _elementos_ enumerados, podemos acrescentar _outros_, que daqueles no divergem sensivelmente, e so provenientes do _liceu Pedro Nunes_, e do _Colgio Moderno_, de Combra, onde presentemente, com o auxlio dos alunos da _Escola Normal Superior_, nos entregamos a _estudos de pedometria_, no intuito de conhecer e determinar, com preciso, as _leis do crescimento_, em _Portugal_. A seguinte _tabela_ inscreve as mdias das _mensuraes_ realizadas, no referido _liceu_, no ano lectivo de 1914-1915: ======================================================== | N.^o de | | | Ampl. Idades | alunos | Altura | Pso | torcica --------+---------+-----------+-----------+------------- 9 | 12 | 1^{m},327 | 30^{k},5 | 51^{mm} 10 | 50 | 1^{m},342 | 29^{k},57 | 63^{mm} 11 | 89 | 1^{m},390 | 32^{k},21 | 73^{mm} 12 | 99 | 1^{m},431 | 34^{k},97 | 70^{mm} 13 | 97 | 1^{m},467 | 37^{k},96 | 71^{mm} 14 | 133 | 1^{m},526 | 41^{k},46 | 74^{mm} 15 | 102 | 1^{m},576 | 43^{k},39 | 82^{mm} 16 | 82 | 1^{m},629 | 50^{k},34 | 77^{mm} 17 | 46 | 1^{m},698 | 58^{k},19 | 87^{mm} 18 | 23 | 1^{m},689 | 55^{k},17 | 76^{mm},5 19 | 10 | 1^{m},671 | 59^{k},11 | 84^{mm} 20 | 1 | 1^{m},599 | 56^{k} | 110^{mm} 21 | 1 | 1^{m},683 | 47^{k},6 | 80^{mm} --------+---------+-----------+-----------+------------- No captulo imediato, a propsito do _crescimento relativo_, interpretaremos as _notaes_, referentes ao _Colgio Moderno_, que incidem sobre _cento e vinte crianas_, de diferentes idades, tdas do sexo masculino, _observadas e mensuradas_, segundo as prescries do _mtodo auxanolgico_. 6.--A _seriao_ de todos os _elementos_ considerados, assim como o _apuramento das respectivas mdias_, realizado de modo a fazer corresponder, tanto quanto possvel, _realidade_ os resultados do clculo, tornaram possvel o traado dos seguintes _grficos_, que revelam, com suficiente clareza, o _ritmo do crescimento_, entre ns. O primeiro dstes _grficos_ (figura n.^o 1) inscreve as _curvas do crescimento normal, mdio, em altura, da criana portuguesa_ (uma para cada sexo), baseadas, como dissemos, sbre um total de _vinte e uma mil e seiscentas mensuraes_. So _curvas_, estas, denominadas _de grandeza_, que acusam as _variaes da altura_, em _funo do tempo_[48]. A linha horizontal do _diagrama_ (eixo das abcissas) marca o _tempo_ (srie das _idades_); a vertical (eixo das ordenadas) inscreve o _espao_ (variaes mtricas da _estatura_). A simples inspeco do _grfico_ convence imediatamente de que, como nas _observaes_ de Quetelet, em relao Blgica[49], as crianas portuguesas do sexo masculino excedem, em _altura_, durante todo o percurso da sua evoluo, as do sexo feminino. certo que o nmero de _dados antropomtricos_, em que se baseia a _curva_ do crescimento das _raparigas_, orando apenas por um sexto daquele que fundamenta a _curva_ dos _rapazes_, no pode reputar-se suficiente, em ordem a _concluses definitivas_; mas as _mensuraes_ (aos milhares) do dr. Ferraz de Macedo, para o apuramento da _estatura mdia_ em Portugal, acusam, em mdia, na _idade adulta_, em favor do sexo masculino, um excedente que chega a atingir a quantidade aprecivel de dez centmetros[50]. [Figura: Fig. 1] As _diferenas sexuais_, de resto, assim reveladas na _fisionomia_ geral das _curvas_, pelo _paralelismo_ que nelas se mantm, at aos catorze anos, essas diferenas, dizemos, acentuam-se, de modo anlogo, em cada _estdio_ particular e concreto da _evoluo_. Assim, logo _ nascena_, por exemplo, a _estatura_ dos _rapazes_ ultrapassa, em mdia, em um centmetro, aproximadamente, a das _raparigas_; e, a partir dos catorze anos, a disparidade das _alturas_ adquire tais propores, que ns aconselhamos os estudiosos a que usem de uma prudente reserva, relativamente a estas _medidas_. Como _elemento de confronto_, para elucidao completa do assunto, aqui deixamos consignadas, no presente quadrculo, as _notaes_ que se devem aos pedologistas Variot e Chaumet, em relao _criana francesa_: ========================================== | Altura em centmetros Idades +---------------+---------------- | Rapazes | Raparigas ---------+-------+-------+-------+-------- 1-2 | 74,2 | Difer.| 73,6 | Difer. 2-3 | 82,7 | 8,5 | 81,8 | 8,2 3-4 | 89,1 | 6,4 | 88,4 | 6,6 4-5 | 96,8 | 7,6 | 95,8 | 7,4 5-6 | 103,3 | 6,5 | 101,9 | 6,1 6-7 | 109,9 | 6,6 | 108,9 | 7,0 7-8 | 114,4 | 4,5 | 113,8 | 4,9 8-9 | 119,7 | 5,3 | 119,5 | 5,7 9-10 | 125,0 | 5,3 | 124,7 | 4,8 10-11 | 130,3 | 5,3 | 129,5 | 5,2 11-12 | 133,6 | 3,3 | 134,4 | 4,9 12-13 | 137,6 | 4,0 | 141,5 | 7,1 13-14 | 148,1 | 7,5 | 148,6 | 7,1 14-15 | 153,8 | 8,7 | 152,9 | 4,3 15-16 | 159,6 | 5,8 | 154,2 | 1,3 ========================================== So nada menos de quatro os _mximos_ que, nas _curvas_ apresentadas, se observam, atravs das _idades de evoluo_: um, _absoluto_ ou _primrio_, aos dezasseis anos (para o sexo masculino) e aos catorze (para o sexo feminino); e trs, _relativos_ ou _secundrios_: o primeiro (para ambos os sexos) ao cabo dos doze meses, depois do _nascimento_; o segundo (tambm para ambos os sexos), aos seis anos; e o terceiro, aos dez anos (para o sexo masculino) e aos oito (para o sexo feminino). Estes _mximos_ denotam ou marcam, como bvio, no _ritmo_ do crescimento, os perodos mais agudos dste, ou as _fases_ mais intensivas da _energia intra-orgnica_, que o determina. Ponderando tudo, v-se: 1) que a criana portuguesa (d'ambos os sexos) se _desenvolve_ enormemente, durante o primeiro ano de _vida extra-uterina_; 2) que a _marcha_, em seguida, do seu crescimento (ainda que _progressiva_) _se atenua_, desde a, at aos cinco anos, para, de novo (embora por pouco tempo), _se intensificar_, a partir desta _idade_; 3) que se produz, depois, nessa mesma _marcha_, um relativo _afrouxamento_ (mais pronunciado, no sexo feminino), cujo _mnimo_ se verifica, aos oito anos (para os _rapazes_) e aos sete (para as _raparigas_); 4) que o crescimento _aumenta_, em seguida, com moderao, desde esta poca, at aos doze anos (nos _rapazes_) e at aos treze (nas _raparigas_), para, logo imediatamente depois, cair (sobretudo em relao ao sexo masculino) num _abatimento_ brusco e momentneo que, em breve, cessar; 5) finalmente, que, em seguida a esta relativa _quietude fisiolgica_, o crescimento _se acelera_, ainda uma vez mais, com _forte intensidade_, at aos dezasseis anos (para os _rapazes_) e at aos catorze (para as _raparigas_), sucedendo-se, depois, uma definitiva _acalmia_, durante a qual a _criana_ continuar, sem dvida, a _crescer_, at ao termo da sua _evoluo_ (dos vinte aos vinte e cinco anos), mas _insensivelmente_, de modo muito lento e gradual. Para concluirmos a _anlise_ de todos os _elementos_, de que podemos dispor, e cuja _sntese_ se encontra nas _curvas_, que temos considerado, relativamente _estatura da criana portuguesa_, nos diferentes _estdios_ do seu crescimento, resta ainda (para clara inteligncia dos _problemas antropomtricos_, cuja soluo nos interessa) referir os _factos adquiridos_ aos seus _antecedentes naturais_, e procurar _interpret-los_, de conformidade com as _leis da lgica_ e os _princpios da scincia_. A _criana_, quando _nasce_, sofre, pela mudana de _meio_, a rutura dum _equilbro orgnico_, que lhe pe a vida em risco, pelas _perturbaes_, a que d origem, no funcionamento de todos os _rgos_. Il faut, diz Ruyssen, sous peine de mort, que l'enfant s'accommode au milieu[51]. Esta _adaptao_ a novas _condies de existncia_, agravada, qusi sempre, pela _crise genital do recm-nascido_ (puberdade transitria), gera uma _luta_, que determina, pela dinmica da aco, o _desenvolvimento bio-psquico_ da criana, tanto mais _intenso_ e _forte_, quanto maior a _impulso natural_ para um _novo equilbrio_ que, em ordem consolidao das _aquisies realizadas_, substitua _aquele_ que foi comprometido, pela transio brusca e violenta da _vida parasitria_ para a _existncia independente_. No , por isso, de admirar que, durante a _infncia_ (princpio do segundo ano), as _energias do crescimento_ sofram uma _depresso_, que lhes atenue o _poder ascensional_, de que so dotadas; e que se estabelea sse _novo equilbrio provisrio_ que, por sua vez, ao cabo de quatro anos (ento j em plena _puercia_), do mesmo modo, ser sacrificado, em holocausto quelas mesmas energias, que exigem, no _ser_ que lhes est subordinado, novas _combinaes somticas_, e diferentes _propores dos segmentos do seu organismo_. Realizadas, porm, que sejam essas _combinaes_, e atenuada a _crise de expanso_, que as provoca, no h dvida que, consoante se depreende dos _factos_ examinados, mais um _equilbrio_ (o terceiro, segundo a _ordem cronolgica_) se produzir, agora com _estabilidade_ menos precria, do que os anteriores, visto que dever subsistir, at ao fim da _adolescncia_ (aos treze anos, para os _rapazes_; e aos doze, para as _raparigas_), e s desaparecer, com a _crise pubertria_ (de tdas a mais _enrgica_ e _fecunda_ em _transformaes fsicas e mentais_), que sobrevir, por essa ocasio, na _vida instvel e agitada_ da criana. Esta _crise_ durar trs anos, e ser a ltima do crescimento, seguindo-se-lhe o _equilbrio orgnico definitivo_, que s a _doena_ poder comprometer, e a _morte_ lograr destruir. [Figura: CURVAS DO CRESCIMENTO NORMAL, MDIO, EM DENSIDADE (PSO), DA CRIANA PORTUGUESA (117.010 PESAGENS) Fig. 2] 7.--O segundo dos _grficos_ indicados [(agora aqui presente) (figura n.^o 2)] representa, nas respectivas _curvas_ (uma para cada sexo), a _marcha_ do crescimento normal, mdio, em _densidade_ (pso) na _criana portuguesa_. Observando estas _curvas_, reconhece-se, desde logo, que a _fisionomia_ delas sensivelmente diferente da que oferecem as das _estaturas_, que temos examinado. As _raparigas_ (contrriamente ao que sucede, em relao _altura_) apenas so inferiores (em pso) aos _rapazes_, no primeiro ano; desde os seis aos doze anos; e depois dos dezassete anos. Em tdas as outras _idades_, manteem sobre les uma superioridade, que chega a ser surpreendente, pelos catorze anos. Mas as _inflexes_ recprocas das duas _curvas_, que se cruzam e mutuamente se penetram, no so sem _simile_, em pases estrangeiros. Veja-se, por exemplo, a seguinte tabela de Variot e Chaumet, relativa Frana: ============================================ | Pso em quilogramas Idades +----------------+----------------- | Rapazes | Raparigas ---------+--------+-------+--------+-------- 1-2 | 9,500 | Difer.| 9,300 | Difer. 2-3 | 11,700 | 2,2 | 11,400 | 2,1 3-4 | 13,000 | 1,3 | 12,500 | 1,1 4-5 | 14,300 | 1,3 | 13,900 | 1,4 5-6 | 15,900 | 1,6 | 15,200 | 1,3 6-7 | 17,500 | 1,6 | 17,400 | 2,1 7-8 | 19,100 | 1,5 | 19,000 | 1,6 8-9 | 21,100 | 2,1 | 21,200 | 2,2 9-10 | 23,800 | 2,7 | 23,900 | 2,7 10-11 | 25,500 | 1,8 | 26,600 | 2,7 11-12 | 27,700 | 2,1 | 29,000 | 2,4 12-13 | 30,100 | 2,4 | 33,800 | 3,8 13-14 | 35,700 | 5,6 | 38,300 | 4,5 14-15 | 41,900 | 6,2 | 43,200 | 4,0 15-16 | 47,500 | 5,6 | 46,000 | 2,8 ============================================ Todavia, as assinaladas _diferenas sexuais_, e outras, que omitimos, no impedem que, dum modo geral, tanto _rapazes_, como _raparigas_, obedeam s mesmas _leis_, e sofram influncias anlogas. H s uma reserva a fazer, e que, em regra, o crescimento das _raparigas_ _menos irregular nos acidentes_ (comparem-se as duas _curvas_) e qusi sempre _mais precoce_, do que o dos _rapazes_. Foi ste facto, que sugeriu ao Dr. Claparde a idea de comparar a um _match de corrida_ o crescimento dos _dois sexos_: la croissance compare des filles et des garons, diz le, ressemble un match de course; garons et filles partent ensemble, mais celles-ci, un instant devances, prennent bientt les devans, puis leurs concurrents les ratrapent et les dpassent, mais elles les dpassent de nouveau jusqu' ce que, enfin, les garons l'emportent dfinitivement[52]. Examinem-se as nossas _curvas_, e ver-se h que, com leves e acidentais modificaes, precisamente o que se verifica na _dinmica_ do crescimento portugus. Nota-se assim que, nesta _dinmica_, so trs as principais _fases_ do _crescimento enrgico_, _mximo_, em _densidade_: 1) durante o primeiro ano (em ambos os sexos); 2) pelos seis anos (para os _rapazes_) e pelos oito (para as _raparigas_); 3) pelos quinze, aproximadamente (nos _rapazes_), e pelos doze (nas _raparigas_). A primeira _crise_ (e talvez a segunda) constituem, na opinio de Camerer, uma continuao da excessiva _energia fetal_ do crescimento; quanto ltima, a sua _explicao adequada_ encontra-se no _advento_ e na _instalao_ da _Puberdade_[53]. 8.--Para concluso desta primeira parte do nosso estudo (crescimento _absoluto_ da criana portuguesa), resta apresentar o _grfico_ da _curva_, relativa ao _permetro torcico_, que o que, a seguir, na pgina imediata (fig. n.^o 3), publicamos. Esta _curva_ pertence ao _sexo masculino_; no abrange a srie tda das _idades infantis_; e apenas se baseia num total de sete mil _mensuraes_; contudo, no deixamos de reputar _suficiente_ sse nmero para, sobre le, estabelecer alguns _princpios_, e formular determinadas _concluses_. [Figura: CURVA DO PERMETRO TORCICO (7.000 MENSURAES). Fig. 3] Como geralmente se sabe, o _permetro torcico_ (_medida sinttica_ da _espessura_ e da _largura_ do trax) maior ou menor, consoante a _criana_ j entrou na _puberdade_, ou ainda permanece nas _fases inferiores da evoluo_[54]. Ora, as _notaes_, que constituem a presente _curva_, no fazem excepo quela _regra_; alm disso, como veremos, em lugar prprio, as outras _dimenses somticas_, que lhes correspondem, acham-se na _razo inversa_ das _projeces verticais_, com que coincidem. ste _facto_ e outros anlogos, que estabeleceremos, serviro para demonstrar a absoluta veracidade destas palavras de Pierre Mendousse: Chacun sait qu'entre le corps d'un petit enfant et celui d'un adulte il y a des diffrences non seulement dans la grandeur totale, mais aussi dans les proportions des diverses parties. Depuis le moment de la naissance, chacune de celles-ci semble crotre sinon pour son propre compte, du moins suivant un rythme plus ou moins acclr, d'o rsulte pour chaque ge un canon spcial de la forme humaine, variable d'ailleurs dans une certaine mesure suivant la race, l'tat de sant, la nourriture, etc. Dans ce progrs continu, l'avnement de la pubert dtermine non seulement un accroissement de vitesse, mais sourtout des variations plus rapides qu'auparavant dans les proportions extrieures et plus encore dans le volume et le poids des organes, dont les uns semblent s'hypertrophier, pendant que les autres se dveloppent moins vite ou s'atrophient, de sorte que l'tat cnesthsique de l'adolescent subit de profondes modifications, parfois douloureuses j'usqu' la dfaillance, en particulier lorsque, vers les dix-huit ans, la croissance s'tant ralentie, un nouvel tat d'quilibre s'tablit entre les systmes organiques devenus adultes. Para _confronto_ elucidativo, aqui reproduzimos a _tabela de Pagliani_[55], com as suas duas sries de medidas, relativas _capacidade vital_ e _circunferncia torcica_: ======================================== Idades | Capacidade | Circunferncia | vital | torcica ---------+------------+----------------- 10 | 1660 | 61 11 | 1700 | 61,2 12 | 1860 | 62,8 13 | 2045 | 65,2 14 | 2100 | 66,4 15 | *2445* | *69,5* 16 | 2485 | 70,3 17 | 2660 | 71,6 18 | 3115 | 72,6 ======================================== Observando, agora, a _fisionomia_ geral da _evoluo torcica_, tal como se esboa, em o nosso _grfico_, a partir do _plano horizontal_, existente entre os oito e os nove anos, nota-se, desde logo, uma pronunciada _ascenso_ da _curva_, que adquire gradual e progressiva intensidade, medida que a _criana_ se vai aproximando do _fim natural_, para que tende. Logo, porm, que ste _movimento ascensional_ atinge os quinze anos (_fase pubertria_), a sua _acelerao_ torna-se tam _brusca_ e _rpida_, que qusi se confunde com a _vertical_ o fragmento de _curva_, que a exprime. Chega, depois, o _mximo_ (aos dezassete anos); e, conquanto (at _idade adulta_) o trax continue sempre a _crescer_ mais, do que a _estatura_[56], todavia, da por diante, nenhuma _variao_ dsse _crescimento_ igualar jamais aquelas que, at l, se produziram. CAPITULO III Insuficincia do estudo do crescimento absoluto para a soluo de todos os problemas antropomtricos. Crescimento relativo ou segmentar; sua determinao, tanto sinttica, como analtica, pelo confronto dos respectivos elementos. 1.--A determinao do _ritmo do crescimento_ no basta em _Pedologia_, porque, como vimos, h _outras leis_ que as _medidas sintticas_ no revelam. A _estatura_, como sntese que das _alturas segmentares do corpo_ acima do solo, _valer o que valrem estas_; por si s, essa _medida_ apenas significa que tal pessoa _grande_ ou _pequena_, o que de importncia mnima, em _pedometria_; e, s vezes, at de _valor negativo_, como suceder, por exemplo, nos casos de _gigantismo com infantilismo_, em que a _estatura cresce, custa doutras dimenses essenciais_ (largura, grossura, espessura) _do slido humano_[57]. Pelo seu lado, o _pso_ nem sempre deve ser considerado, como exprimindo um _valor activo_ nos fenmenos do crescimento, pois pode suceder que, em vez de uma _densidade muscular_, acuse uma _densidade adiposa_, a qual, como bvio, no passa de uma _reserva_ e, s vezes, at dum _obstculo_ seqncia normal daqueles fenmenos. No h dvida que a _medida do pso_, em circunstncias normais e, sobretudo, _a da sua evoluo_, constituem um meio excelente de avaliar da _sade_ e do _estado de nutrio_ da criana; a verdade, porm, que no sse o nico _problema mtrico_ a esclarecer: outros h que o _pso_, s por si, no resolve. [Figura: Fig. 4] Finalmente, o _permetro torcico_ (medida de valor aprecivel, quando relacionada com outras medidas) presta-se tambm a _interpretaes errneas_, por isso mesmo que pode representar, sob a _mscara da gordura_, um _falso volume_ do organismo. A concluso impe-se, em relao a _cada uma_ das mensuraes indicadas, considerada _de per si_; mas h casos, em que nem _tdas juntas_ inspiraro maior confiana. Examine-se, por exemplo, ste _retardatrio_ (figura n.^o 4), de quinze anos e meio de idade, o qual, a julgar pela _altura_ (qusi de adulto), pelo _pso_ (relativamente enorme), e pelo _permetro torcico_ (considervel), se deveria reputar em _ptimas condies de crescimento_; e, todavia, no se trata seno de uma _pobre criana_ que, hora das suas mensuraes, no havia ainda feito a _puberdade_, nem talvez jamais a chegasse a fazer!...[58]. um caso tpico de _infantilismo total_, tanto somtico, como psquico. A investigao scientfica do crescimento descobriu que uma das _leis_ mais importantes _dste_ a das _propores_. O vigor do _organismo humano_ e o seu desenvolvimento normal, atravs das _idades de evoluo_ (infncia, puercia, adolescncia, puberdade, nubilidade) no dependem smente do aumento, em _altura_, _grossura_, e _densidade_; mas tambm e principalmente das _dimenses relativas_ de todos os _segmentos_, que constituem sse organismo. No possvel elaborar, acertadamente, um _quadro de mdias_, considerando apenas as _medidas_ enumeradas; o que importa _pesquizar_ a frmula especfica do _nosso crescimento_, construir o _cnon antropomtrico_ da criana portuguesa, _em tdas as idades, e de ambos os sexos_. Achado sse _padro_, por le ser aferido o crescimento, sendo ento fcil _defin-lo_ e _julg-lo_, com absoluta segurana. 2.--Os _antigos_ falaram, por vezes, das _propores do corpo humano_, nas diferentes _fases_ da sua evoluo; a verdade, porm, que s a _scincia contempornea_ logrou resolver o problema[59]. Sem querermos aprofundar agora ste assunto, basta ponderar que, depois dos _trabalhos definitivos_ de Manouvrier[60], no possvel continuar a crr nas _curiosas fices_ de Stratz que, havendo adoptado o _critrio_ de Vitrvio, afirmava incluir-se, oito vezes, a _cabea_, na estatura do _adulto_; sete, na do _pbere_; seis, na do _adolescente_; cinco, na do _infante_; e quatro, na do _recm-nascido_[3]. No h de ser um _segmento do corpo humano_ a _medida comum_ das _dimenses reaes_ dste; mas uma _unidade mtrica exterior_: o _milmetro_, como se acha estabelecido, em _pedometria_. Seguindo na _esteira desta orientao_, e estabelecendo, desde j, o confronto das _medidas sintticas_, de que dispomos, no padece dvida, que o _crescimento relativo da criana portuguesa_ denuncia, na sua _marcha progressiva_, uma clara influncia da _lei da alternncia_, e no se afasta sensivelmente das _normas_, a que se atende, em _pedologia_. Comparando, por exemplo, a _curva_ da _altura_ com as _curvas_ do _pso_ (figura n.^o 5) e do _permetro torcico_ (figura n.^o 6), reconhece-se, desde logo, que, em relao ao sexo masculino, tanto a _densidade_, como a _grossura_ do organismo, s ultrapassam a _altura_, depois dos quinze anos, que a poca, em que as _dimenses horizontais_ entram de contribuir mais, do que as _verticais_ para o _crescimento_ do _slido humano_. Pelo que temos observado, ininterruptamente, a partir de 1903, a _puberdade masculina_ faz-se, em regra, entre ns, desde os catorze at aos dezasseis anos, e a _feminina_, desde os doze at aos catorze[62]. Normalmente, os _primeiros sinais da puberdade_ (P.^1) aparecem, no _sexo masculino_, pelos treze ou treze anos e meio; no _sexo feminino_, pelos onze ou onze e meio; e a sua _instalao definitiva_ (P.^3 A.^1), respectivamente, pelos catorze e doze anos. Alm disso, importa notar que o _encerramento da fase pubertria_ (P.^5 A.^{3, 4 ou 5}) se realiza sempre, ao cabo de dois anos, volvidos sbre aquela _instalao_[63]. [Figura: Fig. 5] Examinando o _grfico_ da figura 5, v-se que efectivamente o _aumento progressivo do pso_ se intensifica, a partir dos catorze anos; e que precisamente aos dezasseis (P.^5 A.^5) que a respectiva _curva_ adquire sbre a da _estatura_ uma _ascendncia_, que jamais cessar[64]. Mas natural; porque, como se depreende do _grfico n.^o 6_, a _criana_, principiando a _engrossar_, em _progresso intensiva_, dos quinze para os dezasseis anos (_instalao definitiva_, ou j _encerramento da puberdade_), claro est que aumentar de _densidade_; donde resulta o _paralelismo_, ou a _semelhana fisionmica_ das duas _curvas_ (_pso_ e _permetro torcico_). Em contraprova, examine-se ainda o _grfico_ da figura n.^o 7, que inscreve (para confronto) as _curvas_ do _pso_ e do _permetro torcico_. Depois dos nove ou dez anos, essas _curvas_ caminham qusi paralelamente (como no podia deixar de ser); e, s depois dos dezassete anos, em que atingido o _mximo absoluto comum_, que surgem _inflexes_, cuja _natureza_ importa _pediatria_ explicar. Em os nossos _exemplares de observao e estudo_, h um (do sexo feminino), em que se realizam, com notvel preciso, as _leis_, a que nos temos referido. O _crescimento_, em _altura_, como se pode verificar, em face do _grfico_ da figura n.^o 8, acusa, pelos treze anos, um _aumento considervel_, que teve o seu _incio_, por ocasio do _aparecimento_ e _instalao da puberdade_; e podemos acrescentar que essa _progresso no afrouxou ainda_, at a ste momento[65]. Mas no constituem os _factos_ aduzidos todo o _material_, de que seja possvel dispor, para a organizao scientfica dos _cnones antropomtricos_ das _idades evolutivas da criana portuguesa_. [Figura: Fig. 6] [Figura: Fig. 7] [Figura: Fig. 8] Temos _medidas segmentares_, que podem aproveitar a sse fim; e vamos apreci-las, no captulo imediato. CAPTULO IV Medidas segmentares para avaliao do crescimento relativo, ou das propores do corpo, nas idades de evoluo. Cnones antropomtricos da criana portuguesa 1.--O estudo das _propores mtricas do corpo humano, desde o nascimento, at idade adulta_, exige que se considerem _trs ordens de segmentos_: 1) _projeces verticais_; 2) _dimetros_; 3) _permetros ou circunferncias_. Dos _elementos_ da primeira categoria, interessam-nos, de modo especial, em relao ao _eixo do corpo_, as _alturas da cabea e do tronco_; e, em relao aos _apndices_, as _dimenses_ (no seu conjunto) do _membro torcico_ e do _membro abdominal_. Como, em o nosso pas, no existem (que ns saibamos) _mensuraes_ das referidas _alturas_, procuramos, ao presente, obt-las, em _quantidade_ e _qualidade_ suficiente, sobre alunos do _Colgio Moderno_[66]. segunda categoria pertencem os _dimetros_, tanto _cranianos_, como _torcicos_, e _plvicos_; mas de tdas estas _dimenses horizontais_ algumas _medidas_ possumos, em condies de serem utilizadas; podendo dizer-se o mesmo, em relao aos _elementos_ da ltima classe: _permetros_, quer _cranianos_, quer _torcicos_, e ainda _plvicos_. As _tabelas_ que, a seguir, publicamos consubstanciam todos sses _elementos_: TABELA N.^o 1 (_Maternidade de Lisboa_)[67] =================================================================== Nmero de mensuraes | Dimetros cranianos | Permetros cranianos ----------+-----------+----------+----------+---------------------- S. M. | S. F. | O F[68] | B P[68] | S O F[68] ----------+-----------+----------+----------+---------------------- 1491 | 1386 | 11,58 | 9,35 | 32,78 =================================================================== Estas _mensuraes_ (tabela n.^o 1) foram feitas _imediatamente depois do nascimento_, sobre crianas que satisfaziam s _condies_ seguintes: 1) d'tre ns vivants; 2) d'tre ns par le sommet; 3) d'avoir t dgags en OP.; 4) d'tre des enfants terme. Quanto ao seu _valor antropolgico_, no so essas _medidas ceflicas_ de natureza a inspirar-nos uma _grande confiana_, porquanto, como o prprio autor diz: "la prise des mesures cphaliques est encore plus difficile que celle des longueurs. D'abord, il est impossible qu'elles soient, toutes, prises par la mme personne, quand on opre sur un grand nombre d'enfants, comme nous le faisons; puis, il faut compter avec la difficult inhrente l'opration, quand il s'agit d'un enfant vivant, comme c'est notre cas, la difficult d'employer un instrument de prcision, et encore la difficult de bien tablir, pour tous les cas, les mmes points de repre, en les marquant toujours d'une manire identique et irrprochable. _Aussi, nos mesures ne prtendent gure la rigueur d'une tude anthropomtrique. Nous avons tout simplement cherch tablir quelle serait, peu prs, la grandeur de la tte foetale, tout de suite aprs la naissance_, pour obtenir, autant que possible, une ide de la grandeur des diamtres de l'ovoide cphalique du foetus, l'occasion de sa descente par la filire gnitale[69]. Nem para admirar que assim seja, por isso mesmo que a iniciativa das duas mil oitocentas e setenta e sete _mensuraes_, cujas _mdias_ a mencionada _tabela_ exprime, no tinha um _fim antropolgico, mas tam smente obsttrico_. Todavia, no so para rejeitar, _in limine_, tam numerosas _observaes_; antes supomos muito conveniente a sua _seriao, como subsdio para a avaliao indirecta da capacidade craniana do recm-nascido; e, portanto, do volume e pso do seu crebro_[70]. TABELA N.^o 2 (_Observaes de Costa Sacadura_)[71] ================================================================= Nmero de | Dimetros | Permetros mensuraes | cranianos | cranianos --------+-------+---------------+---------------+---------------- S. M. | S. F. | O F | B. P. | S O F --------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+-------- | | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. 256 | 273 +-------+-------+-------+-------+-------+-------- | | 11,22 | 10,96 | 8,92 | 8,87 | 32,51 | 32,33 --------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+-------- Mdias sem | | | distino | 11,09 | 8,89 | 32,42 de sexo | | | ================================================================= As _mdias_ da tabela n.^o 2 resultam de clculos efectuados sobre quinhentas e vinte e nove _mensuraes_ de _dimetros_ e _permetros cranianos_ de _recm-nascidos_, vivos, d'ambos os sexos, na _Maternidade de Lisboa_, em 1904, pelo chefe de clnica dsse estabelecimento, dr. Costa Sacadura. Essas _mensuraes_, de rigor absoluto, quanto ao _processo tcnico_, tambm foram feitas logo nascena, como as da tabela n.^o 1; e, conquanto se destinassem a servir _intuitos exclusivamente clnicos_, todavia, nada obsta a que as aproveitemos (pelo menos _O F_, _B P_ e _S O F_, para o nosso _fim antropolgico_: _determinao do ndice ceflico do recm-nascido portugus_. certo que, pela _ocasio_ em que foram tomadas, essas medidas exprimem _dimenses de uma cabea, que pode ter sido deformada pelo trabalho do parto_; mas tambm no padece dvida, que sse facto carece de eficcia para invalidar aquela _determinao_, porquanto, em _matria de cfalometria do recm-nascido_, no se pode contar com _certezas_; mas tam smente com _aproximaes_[72]. Como se depreende da presente tabela (n.^o 3), as _mdias_ das respectivas _dimenses ceflicas_, derivam de 49 _observaes_, realizadas no _hospital geral de Santo Antnio_, do Prto, pelo dr. Manuel lvares Pereira Carneiro Leal. TABELA N.^o 3 (_Observaes de Manuel Carneiro Leal_)[73] ================================================================= Nmero de | Dimetros | Permetros mensuraes | cranianos | cranianos --------+-------+---------------+---------------+---------------- S. M. | S. F. | O F | B. P. | S O F --------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+-------- | | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. | S. M. | S. F. 23 | 25 +-------+-------+-------+-------+-------+-------- | | 11,6 | 11,2 | 9,2 | 9,1 | 32,9 | 32,2 --------+-------+-------+-------+-------+-------+-------+-------- Mdias sem | | | distino | 11,4 | 9,1 | 32,5 de sexo | | | ================================================================= Dessas _mensuraes_, excluem-se as que se referem a _nados-mortos_; mas consideram-se as que pertencem a _recm-nascidos de fraca viabilidade_[74]. Aproximando agora as _mdias_ de tdas as _dimenses_, que os trs _mapas_ apresentados consubstanciam, podemos organizar o _quadro geral_ (n.^o 4) das _medidas ceflicas_ do _recm-nascido portugus, baseado em trs mil quatrocentas e cinqenta mensuraes, absolutamente comparveis_, porquanto, a-pesar-de realizadas por _vrias pessoas_, todavia, nem deixou de ser a mesma a _tcnica_ empregada, nem foram diferentes as _circunstncias_, em que se operou. QUADRO N.^o 4 (_Dimetro e Permetro craniano do recm-nascido portugus_) ================================================================= | | Dimetros | Permetros Nmero | Nomes | cranianos | cranianos de | dos +---------+--------+------------ observaes | observadores | O F | B P | S O F --------------+------------------+---------+--------+------------ 2877 | Alfredo da Costa | 11,58 | 9,35 | 32,78 529 | Costa Sacadura | 11,09 | 8,89 | 32,42 48 | Carneiro Leal | 11,40 | 9,10 | 32,50 --------------+------------------+---------+--------+------------ Mdias gerais (centmetros) | *11,35* | *9,11* | *32,56* ================================================================= O _ndice ceflico mdio dos portugueses_, segundo as _observaes_ de Ferraz de Macedo[75], Costa Ferreira[76], lvaro Basto[77], Sant'Ana Marques[78] e Fonseca Cardoso[79], de 76,4, no _vivo_, e de 74,5, no _crnio_. Mas ste _ndice_ (apenas varivel entre 78,7 e 75,2, nos 17 _distritos_) o do _adulto_[80]. Que saibamos, no existem, em o nosso pas, quaisquer _trabalhos_ sobre o _ndice ceflico da criana portuguesa, nas diferentes idades da sua evoluo_, a comear no _recm-nascido_; crmos, todavia, que os _elementos_, constantes do _quadro_ n.^o 4, no podero deixar de reputar-se _suficientes_ para legitimarem a adopo (ao menos, _a ttulo provisrio_) da _expresso_ 80,2, como _valor mdio_ do referido _ndice_, em relao ao _recm-nascido_[81]. 2.--Prosseguindo, apresentamos agora a seguinte _tabela_ (n.^o 4), que condensa os _resultados_ (absolutamente inditos) das _observaes_ feitas no _Liceu de Combra_, nas _circunstncias_ que j indicmos, a propsito da _estatura_. A _mdia_ do _ndice ceflico_, correspondente a cada uma das _idades_ consideradas, figura numa coluna desta _tabela_. TABELA N.^o 4 (_Dimetros cranianos, de alunos do Liceu de Coimbra_) =============================================+ | | | | Antero-posterior mximo | | | | | Idades +--------------+--------------+ Mdia | | | | | | | | |12-15|16-19|20-23|24-27|28-31| | | | | | | | | -------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+ | | | | | | | 10-11 | --- | 60 | 3 | --- | --- | 17,6 | 11-12 | --- | 120 | 13 | --- | --- | 17,8 | 12-13 | --- | 163 | 10 | --- | --- | 17,7 | 13-14 | --- | 144 | 13 | --- | --- | 17,8 | 14-15 | --- | 128 | 20 | --- | --- | 18 | 15-16 | --- | 101 | 39 | --- | --- | 18,6 | 16-17 | --- | 96 | 60 | --- | --- | 19 | 17-18 | --- | 80 | 62 | 1 | --- | 19,2 | 18-19 | --- | 59 | 61 | --- | --- | 19,5 | 19-20 | --- | 31 | 38 | --- | --- | 19,5 | 20-21 | --- | 20 | 23 | --- | --- | 19,6 | | | | | | | | =============================================+ ================================================================ | | | | Transverso mximo | | | | | Idades +--------------+--------------+ Mdia | ndice ceflico | | | | | | | |12-14|15-17|18-20|21-23|24-26| | | | | | | | | -------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+------------------ | | | | | | | 10-11 | 50 | 17 | --- | --- | --- | 13,7 | 77,8 11-12 | 102 | 31 | --- | --- | --- | 13,6 | 76,2 12-13 | 123 | 50 | --- | --- | --- | 13,8 | 77,9 13-14 | 102 | 55 | --- | --- | --- | 14 | 78,7 14-15 | 86 | 58 | 4 | --- | --- | 14,3 | 79,4 15-16 | 52 | 88 | --- | --- | --- | 14,8 | 79 16-17 | 60 | 96 | --- | --- | --- | 14,8 | 77,8 17-18 | 50 | 93 | --- | --- | --- | 14,9 | 77,6 18-19 | 36 | 84 | --- | --- | --- | 15 | 76,9 19-20 | 20 | 49 | --- | --- | --- | 15,1 | 77,5 20-21 | 14 | 29 | --- | --- | --- | 15 | 76,5 | | | | | | | ================================================================ [Figura: POLGONO DE VARIAO DO _INDICE CEFLICO_, EM RELAO IDADE Fig. 9] Consoante se depreende dos _valores_ expressos na _tabela_ n.^o 4, a _forma craniana_ que subsiste nos alunos do liceu de Combra, _em tdas as idades da sua evoluo, a partir dos dez anos_, a _mesaticfala_, segundo a nomenclatura de Topinard[82]. De facto, basta reparar no _grfico_ da figura n.^o 9 para, desde logo, reconhecer que os _valores extremos_, registados (76,2--79,4), no deixam de pertencer mesma _classe de ndices_, que ocupa a _posio mdia_ entre a _dolicocefalia_ e a _braquicefalia_. ste _facto_, que fecundo em conseqncias, para o _estudo ntropo-sociolgico_ do nosso _grupo tnico_[83], acha-se plenamente confirmado pelas _observaes_ realizadas na _Escola de alunos marinheiros do Norte_. Essas _observaes_ constam do _mapa_ ou _tabela_ n.^o 5 que, a seguir, publicamos: TABELA N.^o 5 (_Alunos marinheiros_) =============================================================================== | Dimetros cranianos | +-------------------------------+-------------------------------+ ndice Idades| Anos 1913-1914 | Anos 1914-1915 |ceflico +-------------------------------+-------------------------------+ | Antero-posterior | Transverso | Antero-posterior | Transverso | ------+------------------+------------+------------------+------------+-------- | | | | | 16-17 | 18,3 | 14,5 | 19,1 | 14,7 | 78 17-18 | 19,2 | 14,7 | 19,2 | 14,6 | 76 18-19 | 19 | 14,5 | 19,3 | 14,5 | 75,5 19-20 | -- | -- | 20 | 15 | 75 | | | | | =============================================================================== Confrontando os _ndices ceflicos_ desta _tabela_ (n.^o 5) com aqueles que lhes correspondem, na _tabela_ n.^o 4 (liceu de Combra), notam-se, sem dvida, _diferenas considerveis_; mas importa ponderar, que _essas diferenas no so tamanhas, como primeira vista poderia parecer, visto que elas no importam nos_ *adolescentes*, _a que se referem, uma mudana de classe, quanto forma craniana, que se mantm mesaticfala_. Com relao a _medidas ceflicas_, devemos registar ainda o _perimetro craniano_, medido, na _Escola de alunos marinheiros_, durante dois anos consecutivos, em mais de cento e cinqenta rapazes. A seguinte _tabela_ (n.^o 6) condensa as respectivas _mensuraes_. E, da mesma _procedncia_, podemos ainda mencionar (em matria de _dimenses horizontais_) as _notaes_, que se referem ao _permetro_ e aos _dimetros da bacia_ dos alunos considerados, as quais se acham sintetizadas nas _mdias_ das _tabelas_ (n.^{os} 7 e 8) que, a seguir, publicamos: TABELA N.^o 6 (_Alunos marinheiros_) ====================================================== | Permetro craniano | Idades +----------------+----------------+ Mdias | Ano 1913-1914 | Ano 1914-1915 | -------+----------------+----------------+------------ | | | 16-17 | 55 | 55,5 | 55,2 17-18 | 54,9 | 55,3 | 55,1 18-19 | 54,6 | 55,7 | 55,1 19-20 | 56 | -- | 56 | | | ====================================================== TABELA N.^o 7 (_Alunos marinheiros_) =============================== | Permetro plvico Idades +----------------------- | Ano 1914-1915 -------+----------------------- | 16-17 | 78,5 17-18 | 79,3 18-19 | 80,2 19-20 | 83 | =============================== TABELA N.^o 8 (_Alunos marinheiros_) =============================================================================== | Dimetros plvicos | +---------------------------------+-----------------------------+ndice Idades| Anos 1913-1914 | Anos 1914-1915 |plvico +---------------------+-----------+-----------------+-----------+ | Antero-posterior[84]| Transverso| Antero-posterior| Transverso| ------+---------------------+-----------+-----------------+-----------+-------- | | | | | 16-17 | 17,7 | 25,2 | 18,8 | 26,4 | 70,7 17-18 | 18,5 | 25,9 | 19,3 | 26,5 | 72,1 18-19 | 20,5 | 26,3 | 20 | 26,8 | 76,2 19-20 | 20,6 | 26,6 | 20,3 | 27 | 76,2 | | | | | =============================================================================== 3.--Um dos _elementos_ mais importantes para a avaliao das _propores do corpo humano_ aquele que deriva das _mensuraes diametrais do tronco_, isto , dos _dimetros plvicos_ (j considerados), e dos _dimetros torcicos_[85]. As _tabelas_ n.^{os} 9, 10 e 11 que, a seguir, publicamos, resumem as _mensuraes comparveis_ dos _dimetros torcicos_ de _crianas_, pertencentes ao _liceu de Combra_, ao extinto _colgio de Campolide_, e _escola de alunos marinheiros do norte_[86]. TABELA N.^o 9 (_Liceu de Coimbra_) (Dimetros torcicos) ============================================== | Dimetro ntero-posterior | | Idades +-----+-----+-----+-----+-----+ Mdias| |12-15|16-19|20-23|24-27|28-31| | -------+-----+-----+-----+-----+-----+-------+ | | | | | | | 10-11 | 133 | 8 | 1 | --- | --- | 13,7 | 11-12 | 141 | 34 | --- | --- | --- | 13,9 | 12-13 | 100 | 46 | --- | --- | --- | 14,7 | 13-14 | 65 | 80 | 3 | --- | --- | 15,8 | 14-15 | 20 | 85 | --- | --- | --- | 16,7 | 15-16 | 10 | 100 | 90 | --- | --- | 19,1 | 16-17 | 8 | 80 | 100 | 47 | --- | 20,6 | 17-18 | 5 | 40 | 100 | 30 | --- | 21 | 18-19 | --- | 37 | 98 | 35 | --- | 21,4 | 19-20 | --- | 5 | 70 | 20 | --- | 22,1 | 20-21 | --- | --- | 60 | 17 | 15 | 22,5 | | | | | | | | ============================================== =============================================================================== | Dimetro transverso | |ndice torcico Idades +-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+Mdias|(sem fraces) |12-14|15-17|18-20|21-23|24-26|27-29|30-32|33-35| | -------+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+-----+------+---------------- | | | | | | | | | | 10-11 | -- | -- | 120 | 22 | -- | -- | -- | -- | 19,4 | 141 11-12 | -- | -- | 126 | 43 | 6 | -- | -- | -- | 19,9 | 143 12-13 | -- | -- | 100 | 20 | 26 | -- | -- | -- | 20,4 | 138 13-14 | -- | 3 | 3 | 132 | 10 | -- | -- | -- | 22 | 139 14-15 | -- | -- | 7 | 72 | 26 | -- | -- | -- | 22,5 | 134 15-16 | -- | -- | -- | 15 | 113 | 60 | 12 | -- | 26 | 136 16-17 | -- | -- | 2 | 9 | 60 | 103 | 61 | -- | 27,2 | 136 17-18 | -- | -- | -- | -- | 44 | 124 | 7 | -- | 27,3 | 134 18-19 | -- | -- | -- | 2 | 12 | 130 | 26 | -- | 28 | 130 19-20 | -- | -- | -- | -- | 11 | 70 | 14 | -- | 29 | 131 20-21 | -- | -- | -- | -- | 8 | 50 | 34 | -- | 29,8 | 132 | | | | | | | | | | =============================================================================== TABELA N.^o 10 (_Colgio de Campolide_) (Dimetros torcicos) =================================================================== | Dimetro | Dimetro | ndice Idades | ntero-posterior | transverso | torcico | (mdias) | (mdias) | (sem fraces) ---------+------------------+------------------+------------------- | | | 6-7 | 14,4 | 20 | 138 7-8 | 15,4 | 19,5 | 126 8-9 | 15,2 | 19,5 | 128 9-10 | 15,7 | 19,7 | 125 10-11 | 15,7 | 20,5 | 130 11-12 | 16 | 21,1 | 132 12-13 | 16,6 | 21,6 | 130 13-14 | 17 | 22,4 | 132 14-15 | 17,6 | 23,4 | 132 15-16 | 18,4 | 24,7 | 134 16-17 | 18,9 | 25,6 | 146 17-18 | 19,4 | 26 | 134 18-19 | 19,4 | 26,4 | 136 19-20 | 20 | 26,5 | 132 20-21 | 18,4 | 27 | 146 | | | =================================================================== TABELA N.^o 11 (_Alunos marinheiros_) (Dimetros torcicos) ========================================================= | Dimetro | Dimetro | | ntero-posterior | transverso | Idades +-----------+-----------+-----------+-----------+ | Anos | Anos | Anos | Anos | | 1913-1914 | 1914-1915 | 1913-1914 | 1914-1915 | --------+-----------+-----------+-----------+-----------+ | | | | | 16-17 | 19,5 | 19,7 | 25 | 25,8 | 17-18 | 20,2 | 19,7 | 26,1 | 26,3 | 18-19 | 19,3 | 20 | 26,4 | 26,6 | 19-20 | 19 | 20 | 27 | 26,5 | | | | | | ========================================================= ================================================= | Ant. post. | Transv. | ndices Idades +------------+----------+ torcicos | Mdias | (sem fraces) --------+------------+----------+---------------- | | | 16-17 | 19,6 | 25,4 | 129 17-18 | 19,9 | 26,2 | 131 18-19 | 19,6 | 26,5 | 135 19-20 | 19,5 | 26,7 | 136 | | | ================================================= De cada uma destas trs _tabelas_ (n.^{os} 9, 10 e 11) extramos as _notaes_, com que organizmos o _quadro n.^o 5_, no intuito de aproximar todos os _elementos_ considerados, e obter _mdias gerais_, no smente das respectivas _mensuraes_, como dos _ndices_, a que elas do origem[87]. A _tcnica_, adoptada nas _observaes_, foi anloga para todos os _observadores_: _compasso de espessura de Broca_, com as _pontas_ apoiadas, respectivamente, _altura da extremidade inferior do esterno_, e sobre a _salincia ssea posterior_, do mesmo plano horizontal (_dimetro ntero-posterior_); e, no mesmo _plano xifo-esternal_, sobre as _convexidades costais_ (_dimetro transverso_)[88]. QUADRO N.^o 5 (_Dimetros e ndices torcicos_) (mdias gerais) ============================================== | Dimetro ntero-posterior | +----------+------------+-------------+ Idades | Liceu de | Colgio de | Alunos | | Coimbra | Campolide | marinheiros | -------+----------+------------+-------------+ | | | | 6-7 | -- | 14,4 | -- | 7-8 | -- | 15,4 | -- | 8-9 | -- | 15,2 | -- | 9-10 | -- | 15,7 | -- | 10-11 | 13,7 | 15,7 | -- | 11-12 | 13,9 | 16 | -- | 12-13 | 14,7 | 16,6 | -- | 13-14 | 15,8 | 17 | -- | 14-15 | 16,7 | 17,6 | -- | 15-16 | 19,1 | 18,4 | -- | 16-17 | 20,6 | 18,9 | 19,6 | 17-18 | 21 | 19,4 | 19,9 | 18-19 | 21,4 | 19,4 | 19,6 | 19-20 | 22,1 | 20 | 19,5 | 20-21 | 22,5 | 18,4 | -- | | | | | ============================================== ======================================================== | Dimetro transverso | +-------------------------------------+ ndice Idades | Liceu de | Colgio de | Alunos | tarcico | Coimbra | Campolide | marinheiros | -------+----------+------------+-------------+---------- | | | | 6-7 | -- | 20 | -- | 138 7-8 | -- | 19,5 | -- | 126 8-9 | -- | 19,5 | -- | 128 9-10 | -- | 19,7 | -- | 125 10-11 | 19,4 | 20,5 | -- | 135 11-12 | 19,9 | 21,1 | -- | 137 12-13 | 20,4 | 21,6 | -- | 134 13-14 | 22 | 22,4 | -- | 135 14-15 | 22,5 | 23,4 | -- | 133 15-16 | 26 | 24,7 | -- | 135 16-17 | 27,2 | 25,6 | 25,4 | 137 17-18 | 27,3 | 26 | 26,2 | 133 18-19 | 28 | 26,4 | 26,5 | 133 19-20 | 29 | 26,5 | 26,7 | 133 20-21 | 29,8 | 27 | -- | 139 | | | | ======================================================== Para boa inteligncia dos _valores mtricos_, constantes do _quadro_ n.^o 5, e sua legtima interpretao, construmos o presente _grfico_ (figura n.^o 10), pelo qual se v (se o confrontarmos com os _grficos_ das figuras n.^{os} 1 e 2), que os 15-16 anos constituem, como que o _eixo da evoluo_ _somtica_, por isso mesmo que assinalam uma _profunda modificao_ no _sistema_ ou no _ritmo_ dessa _evoluo_. [Figura: Fig. 10] De facto, antes dessa _idade_ (coincidente com a _instalao da puberdade_), o que mais _aumenta_ no organismo so as _dimenses verticais_ (_alturas_), ao passo que, depois, o que sobretudo concorre para o _crescimento_ so as _dimenses horizontais_ (_larguras_, _espessuras_, _grossuras_). Fica, assim, mais uma vez demonstrado, pelos _factos_, que a _lei da alternncia_ (como expresso da _lei das propores_) efectivamente o _grande princpio regulador_ de tda a _energtica do crescimento_[89]. 4.--Com os _elementos_ enumerados e sumriamente descritos, nas pginas precedentes, podemos agora organizar os *cnones antropomtricos da criana portuguesa*, _em tdas as idades da sua evoluo somtica_: 1) _nascena_; 2) _infncia_; 3) _puercia_; 4) _adolescncia_; 5) _puberdade_; e 6) _nubilidade_ ou _idade adulta_. As _percentagens_ dstes _cnones_, assim como os seus _valores numricos absolutos_ (expressos em centmetros) so sempre calculados sobre as _mdias_ das respectivas _mensuraes_. Na falta destas (infelizmente, freqente), recorre-se a _valores_ de _tabelas estrangeiras_, organizadas com _elementos_ colhidos em _meios_, tanto quanto possvel, assimilveis ao nosso. 1) Cnon antropomtrico da Idade adulta A Projeces verticais (_altura dos segmentos_)[90] ============================================================================= | Sexo masculino | Partes do corpo +-----------------------------+ | Percentagem | Valor mtrico | | | absoluto[91] | ----------------------------------------------+-------------+---------------+ { 1) _Cabea_[92] | 13,3% | 22^{cm},18 | { 2) _Pescoo_[93] | 4,2% | 7^{cm},10 | I. _Busto._ { 3) _Trax_[94] { | | { 4) _Ventre_[95] { 35% | 58^{cm},38 | { 5) _Bacia_[96] { | | ----------------------------------------------+-------------+---------------+ { 1) Espdua { | | { 2) Brao { 19,5% | 32^{cm},53 | { _Superior_ { 3) Cotovlo { | | { (torcico)[97] { | | | { { 4) Antebrao { 14% | 23^{cm},45 | { { 5) Punho { | | { { | | | { { 6) Mo { 11,5% | 19^{cm},19 | II. _Membros_ { | | | { { 1) Anca { | | { { 2) Cxa { 20% | 33^{cm},36 | { { 3) Joelho { | | { _Inferior_ { | | | { (abdominal)[98]{ 4) Perna { 23% | 38^{cm},36 | { 5) Tornozlo { | | { | | | { 6) P { 4,5% | 7^{cm},61 | ============================================================================= ============================================================================= | Sexo feminino Partes do corpo +------------------------------ | Percentagem | Valor mtrico | | absoluto ----------------------------------------------+-------------+---------------- { 1) _Cabea_ { { { 2) _Pescoo_ { { I. _Busto._ { 3) _Trax_ { 53,5% { 82^{cm},39 { 4) _Ventre_ { { { 5) _Bacia_ { { ----------------------------------------------+-------------+---------------- { 1) Espdua { { { 2) Brao { { { _Superior_ { 3) Cotovlo { --- { 69^{cm} { (torcico) { 4) Antebrao { { { { 5) Punho { { { { 6) Mo { { II. _Membros_ { | | { { 1) Anca { { { { 2) Cxa { { { _Inferior_ { 3) Joelho { 46,5% { 71^{cm},61 { (abdominal) { 4) Perna { { { 5) Tornozlo { { { 6) P { { ============================================================================= B Permetros (_grossura_ dos _segmentos_) ========================================================= | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +----------------+----------------- | Sexo masculino | Sexo feminino ----------------------+----------------+----------------- | | I. _Cabea_[99] | 56^{cm} | 53^{cm} II. _Tronco_[100] | 83^{cm} | 85^{cm} III. _Brao_[101] | 31^{cm} | -- IV. _Antebrao_[102] | 27^{cm} | -- V. _Cxa_[103] | 53^{cm},5 | -- VI. _Perna_[104] | 39^{cm} | -- | | ========================================================= C Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_) =========================================================================== | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +----------------+------------------ | Sexo masculino | Sexo feminino ---------------------------------------+----------------+------------------ | | I. _Cabea_ { _ntero-posterior_[105] | 19^{cm},7 | 18^{cm},6 { _transverso_[106] | 15^{cm} | 14^{cm},7 | | II. _Tronco_ { _ntero-posterior_[107] | 20^{cm},4 | 18^{cm},5 { _transverso_[108] | 28^{cm},4 | 24^{cm},8 | | III. _Bacia_ { _ntero-posterior_[109] | 20^{cm},5 | 20^{cm} { _transverso_[110] | 26^{cm} | 27^{cm} | | =========================================================================== D Outras MEDIDAS: ======================================================================== | | |Sexo masculino | Sexo feminino ---------------------------------------+---------------+---------------- | | {_de todo o corpo_ | 66 quil. | 52 quil. _Densidade_ (pso) {_do crebro_ | 1 quil., 360 | 1 quil., 200 {_do crebro, em | | relao ao corpo_ | 2% | ---------------------------------------+---------------+---------------- | | _ndice ceflico_ | 76,4 | 75,7 _ndices torcicos_ {1.^o | 139 | 133 {2.^o | 50 | 55 _ndice plvico_[111] | 78 | 74 | | ======================================================================= A presente _sntese grfica_ (_figura_ n.^o 11) representa o _corpo humano_, na _idade adulta_, segundo as _propores_ do antropologista Topinard[112]; e as _figuras_ seguintes (n.^{os} 12, 13, 14 e 15) resumem (de conformidade com os _elementos_ considerados) as _propores do corpo da criana portuguesa, nas diferentes idades da sua evoluo_. So _expresses grficas_ dos _cnones antropomtricos_ (em parte, conjecturais) que elaboramos, sob _forma numrica_[113]. Resta agora, para complemento do nosso _estudo_, determinar as _caractersticas mentais e morais_ de cada uma daquelas _idades_, em ordem a fazer corresponder aos _cnones somticos_ que as exprimem, os _cnones psquicos_, por que se revelam. A _psicologia do homem portugus_ tem sido estudada, com fortuna vria, por nacionais e estrangeiros[114]. Ns, remetendo o leitor para as _obras_ especiais, apenas observaremos que o _adulto lusitano_ (e sempre foi) o que se pode chamar um _tipo equilibrado_: inteligente, afvel, laborioso, sbrio; mas, ao mesmo tempo, pouco tenaz nas suas _iniciativas_, e um tanto supersticioso e fatalista. [Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA IDADE ADULTA Fig. 11] Para explicar a poca de _Quatrocentos_, falou-se do _afrro ao solo_ do _homem do Norte_, do mesmo modo que, para interpretar _Quinhentos_, se invocou o _urbanismo_, a versatilidade e o _esprito de aventura_ do _homem do Sul_[115]; a verdade, porm, que, nem mesmo em relao ao _Passado_, essa distino pode subsistir, porquanto, no s o _Brasil_ um produto do _Norte_, como at, na prpria _emprsa da ndia_, a participao dste insofismvel. Sem a _superstio das origens_, embora com respeito absoluto pela _hereditariedade_, entendemos que do _Presente_ que importa curar; e, desde ento, ningum contestar que a qualidade primacial da _gens lusa_ a _maleabilidade_, ou seja sse admirvel _poder ou capacidade de adaptao_, que torna os portugueses _cosmopolitas_, e os habilita a assimilar, com proveito e facilidade, os produtos da _civilizao_. 2) Cnon antropomtrico do Recm-nascido (Durante o _primeiro ms_) A Projeces verticais (_altura dos segmentos_)[116] =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------+-------- +-----------+-------- Partes do corpo | | Valor | | Valor |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico | |absoluto | |absoluto ------------------------------------+-----------+---------+-----------+-------- | | | | {_Cabea_ | 23%[117] |11^{cm},5| -- | -- I. _Busto_ {_Pesco_ } | | | {_Tronco_ } 43%[118] |21^{cm},5| -- | -- | | | | ------------------------------------+-----------+---------+-----------+-------- | | | | {_Superior_ | | | | { (torcico)[119] | 34% |17^{cm} | -- | -- II. _Membros_ { | | | | {_Inferior_ | | | | { (abdominal)[120] | 34% |17^{cm} | -- | -- | | | | =============================================================================== B Permetros (_grossura_ dos _segmentos_) ================================================================== | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +---------------+--------------- | Sexo masculino| Sexo feminino ----------------------------------+---------------+--------------- | | I. _Cabea_ (Permetro craniano) | 32^{cm},56 | -- II. _Tronco_ (Permetro torcico) | 33^{cm} | -- | | ================================================================== C Dimetros (_espessura e largura dos segmentos_) ======================================================================= | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +-----------------+---------------- | Sexo masculino | Sexo feminino ------------------------------------+-----------------+---------------- | | { _ntero-posterior mximo_ | 11^{cm},35 | -- _Cabea_{ | | { _transverso_ | 9^{cm},11 | -- | | ======================================================================= D Outras MEDIDAS: ============================================================================= | Sexo masculino | Sexo feminino +----------------+--------------- | | { _de todo o corpo_ | 3^{quil.},236 | 3^{quil.},103 { _do crebro_ | 350^{gr}. | 290^{gr}. _Densidade_ (pso){ _do crebro em relao_ | | { _ao corpo_ | 11% | -- --------------------------------------------+----------------+--------------- _ndice ceflico_ | 80,2 | -- | | { 1.^o[121] | 100 | -- _ndices torcicos_{ | | { 2.^o[122] | 66 | -- | | ============================================================================= Conformao geral do recm-nascido[123]: 1) _Cabea volumosa._ (Na _cabea_, o que mais avulta o _crnio_; a _face_ pouco desenvolvida); 2) _Tronco cilindrico._ (Os dimetros do _trax_ so iguais); 3) _Pernas curtas._ _criana que vem de nascer_, chamou Virchow _um ser espinhal_; e com razo, porque, embora ela possua um _crebro_, j bastante desenvolvido[124], todavia, em tda a _dinmica da sua vida_, no existe _acto_, que possa furtar-se ao mais completo e perfeito _automatismo_[125]. [Figura: CNON ANTROPOMTRICO DO RECM-NASCIDO Fig. 12] Se fsse lcito falar de uma _psicologia_ do _recm-nascido_, seria para lhe reduzir a _conscincia embrionria_ _cenestesia_ (sensaes viscerais) e ao _instinto de nutrio_[126]. De facto, _hora da nascena_, a _criana_ (como os _anencfalos_) no passa dum _reactivo_ (sem _espontaneidade_) s excitaes do _mundo externo_; e, por muito tempo ainda, ficar uma perfeita _mquina de absorpo_, destinada a servir, qusi exclusivamente, as necessidades da _vida vegetativa_[127]. No se torna, portanto, muito difcil descobrir a _frmula psquica do recm-nascido_: _une bouche qui vagit et qui absorbe_, como escreveu o director do _Instituto de psicologia zoolgica_, de Paris[128]. 3) Cnon antropomtrico da Infncia (Pelos _trs anos_) A Projeces verticais (_altura_ dos _segmentos_)[129] =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------+-------- +-----------+--------- Partes do corpo | | Valor | | Valor |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico | |absoluto | |absoluto -----------------------------------+-----------+---------+-----------+--------- | | | | {_Cabea_ | 20% |16^{cm},6| -- |16^{cm},6 I. _Busto_ {_Pesco_ } | | | {_Tronco_ } 42% |34^{cm},8| -- |34^{cm} | | | | -----------------------------------+-----------+---------+-----------+--------- | | | | {_Superior_ | | | | { (torcico) | 37% |30^{cm},7| -- |29^{cm},9 II. _Membros_ { | | | | {_Inferior_ | | | | { (abdominal) | 38% |31^{cm},6| -- |30^{cm},8 | | | | =============================================================================== B Permetros (_grossura_ dos _segmentos_) ================================================================== | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +---------------+--------------- | Sexo masculino| Sexo feminino ----------------------------------+---------------+--------------- | | I. _Cabea_ (Permetro craniano) | 48^{cm} | -- II. _Tronco_ (Permetro torcico) | 50^{cm} | -- | | ================================================================== C Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_) ======================================================================= | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +-----------------+---------------- | Sexo masculino | Sexo feminino ------------------------------------+-----------------+---------------- | | { _ntero-posterior mximo_ | 16^{cm},7 | -- _Cabea_{ | | { _transverso_ | 13^{cm},4 | -- | | ======================================================================= D Outras MEDIDAS: =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------------+---------------- | | { _de todo o corpo_ | 11^{quil.},700 | 11^{quil.},250 { _do crebro_ | 800^{gr}. | 780^{gr}. _Densidade_ (pso){ _do crebro em relao_ | | { _ao corpo_ | 7% | -- --------------------------------------------+-----------------+---------------- _ndice ceflico_ | 80 | -- | | { 1.^o | -- | -- _ndices torcicos_{ | | { 2.^o | 60 | -- | | ============================================================================== J. J. Rousseau exps, no seu _Emlio_, tdas as _ideas essenciais_ boa organizao dum _cnon psquico da infncia_. Diz le: Les premires sensations des enfants sont purement affectives; ils n'aperoivent que le plaisir et la douleur. Ne pouvant ni marcher ni saisir, ils ont besoin de beaucoup de temps pour se former, peu peu, les sensations reprsentatives qui leur montrent les objets hors d'eux-mmes; mais en attendant que ces objets s'tendent, s'loignent pour ainsi dire de leurs yeux, et prennent pour eux des dimensions et des figures, le retour des sensations affectives commence les soumettre l'empire de l'habitude; on voit leurs yeux se tourner sans cesse vers la lumire...[130]. [Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA INFNCIA Fig. 13] A _idade infantil_ (at aos trs anos) ser tda preenchida pela _aquisio de hbitos_, que tornem possvel e rpida a _faculdade de adaptao_. O _infante_ no j smente _uma bca que absorve_; mas tambm uma _actividade que se exerce_, no sentido de promover e assegurar o seu _equilbrio com o meio_. So _molas reais_ da _dinmica infantil_ o _prazer_ e a _dr_; e a stes _estimulantes_ da _evoluo orgnica_, se deve qusi tda a _frmula psquica da infncia_, que anloga do _animal superior_[131]. No ser, pois, de admirar que as _aquisies mentais_ das crianas desta _idade_ se subordinem _ lei da recorrncia_, que o grande _princpio regulador_ de tda a _vida representativa_[132]. Em resumo, a _psicologia da infncia_, longe de confinar-se no _mecanismo dos instintos_, ultrapassa a prpria _esfera da afectividade_, e compreende j as manifestaes complexas da _percepo_ e da _associao_[133]. 4) Cnon antropomtrico da Puercia (Pelos _sete anos_) A Projeces verticais (_altura_ dos _segmentos_)[134] =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------+-------- +-----------+--------- Partes do corpo | | Valor | | Valor |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico | |absoluto | |absoluto -----------------------------------+-----------+---------+-----------+--------- | | | | {_Cabea_ | 16% |18^{cm},3| -- |16^{cm},9 I. _Busto_ {_Pesco_ } | | | {_Tronco_ } 40% |45^{cm},8| -- |42^{cm},4 | | | | -----------------------------------+-----------+---------+-----------+--------- | | | | {_Superior_ | | | | { (torcico) | 42% |48^{cm} | -- |44^{cm},5 II. _Membros_ { | | | | {_Inferior_ | | | | { (abdominal) | 44% |50^{cm},4| -- |46^{cm},7 | | | | =============================================================================== B Permetros (_grossura_ dos _segmentos_) ================================================================== | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +---------------+--------------- | Sexo masculino| Sexo feminino ----------------------------------+---------------+--------------- | | I. _Cabea_ (Permetro craniano) | 50^{cm},8 | -- II. _Tronco_ (Permetro torcico) | 50^{cm},3 | -- | | ================================================================== C Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_) ======================================================================= | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +-----------------+---------------- | Sexo masculino | Sexo feminino ------------------------------------+-----------------+---------------- | | { _ntero-posterior mximo_ | 17^{cm},6 | -- _Cabea_{ | | { _transverso_ | 14^{cm} | -- | | { _ntero-posterior_ | 14^{cm},4 | -- _Tronco_{ | | { _transverso_ | 20^{cm} | -- | | ======================================================================= D Outras medidas: =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------------+---------------- | | { _de todo o corpo_ | 18^{quil.},900 | 16^{quil.},450 { _do crebro_ | 1^{quil.},100 | 950^{gr}. _Densidade_ (pso){ _do crebro em relao_ | | { _ao corpo_ | 5% | -- --------------------------------------------+-----------------+---------------- _ndice ceflico_ | 79 | -- | | { 1.^o | 138 | -- _ndices torcicos_{ | | { 2.^o | 51 | -- | | ============================================================================== Na _progressiva diferenciao funcional da criana_, a _puercia_ ocupa um lugar proeminente, porque nesta _idade_ que a _espontaneidade mental_, servida pela _experincia_, abre novos horizontes _vida representativa_; e gera a _idea do eu_, que vai ser a _base da personalidade_[135]. O psiclogo Baldwin caracterizou a _puercia_, chamando-lhe: _perodo de percepo dos objectos_, e de correspondentes _reaces_, por _sugesto_ e _imitao_[136]. [Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA PUERCIA Fig.14] Efectivamente, o que mais domina, nesta poca, so os _intersses perceptivos e glssicos_[137]; alm de que, o desenvolvimento da _ateno espontnea_ e o incio da _ateno voluntria_ (condies essenciais do _raciocnio_) tambm so suas caractersticas. Sintticamente, a _puercia_ representa, na _vida evolutiva_ da criana, a _idade mdia_, ou o _perodo de transio_ (ainda no influenciado pela _lei dos sexos_) entre a _impulsividade dos instintos_, temperada j por uma certa _autonomia da conscincia_, e a _idade crtica do crescimento_, que ser aquela, em que se operar a transformao definitiva do _corpo da criana_ no _organismo do adulto_. 5) Cnon antropomtrico da Puberdade (Pelos _quinze anos_) A Projeces verticais (_altura_ dos _segmentos_)[138] =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------+-------- +-----------+--------- Partes do corpo | | Valor | | Valor |Percentagem| mtrico |Percentagem| mtrico | |absoluto | |absoluto -----------------------------------+-----------+---------+-----------+--------- | | | | {_Cabea_ | 14% |21^{cm},6| -- |21^{cm},2 I. _Busto_ {_Pesco_ } | | | {_Tronco_ } 39% |60^{cm},4| -- |59^{cm},3 | | | | -----------------------------------+-----------+---------+-----------+--------- | | | | {_Superior_ | | | | { (torcico) | 44% |69^{cm},7| -- |68^{cm},4 II. _Membros_ { | | | | {_Inferior_ | | | | { (abdominal) | 47% |72^{cm},8| -- |71^{cm},5 | | | | =============================================================================== B Permetros (_grossura_ dos _segmentos_) ================================================================== | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +---------------+--------------- | Sexo masculino| Sexo feminino ----------------------------------+---------------+--------------- | | I. _Cabea_ | 54^{cm} | 51^{cm} II. _Tronco_ | 72^{cm},6 | 71^{cm},5 III. _Brao_ | 24^{cm},3 | -- IV. _Antebrao_ | 20^{cm} | -- V. _Cxa_ | 44^{cm} | -- VI. _Perna_ | 29^{cm} | -- | | ================================================================== C Dimetros (_espessura_ e _largura_ dos _segmentos_) ======================================================================= | Valores mtricos absolutos Partes do corpo +-----------------+---------------- | Sexo masculino | Sexo feminino ------------------------------------+-----------------+---------------- | | { _ntero-posterior_ | 18^{cm},6 | -- I. _Cabea_ { | | { _transverso_ | 14^{cm},8 | -- | | { _ntero-posterior_ | 19^{cm},1 | -- II. _Tronco_{ | | { _transverso_ | 26^{cm} | -- | | { _ntero-posterior_ | 16^{cm},5 | -- III. _Bacia_{ | | { _transverso_ | 22^{cm} | -- | | ======================================================================= D Outras medidas: =============================================================================== | Sexo masculino | Sexo feminino +-----------------+---------------- | | { _de todo o corpo_ | 46^{quil.},300 | 49^{quil.},435 { _do crebro_ | 1^{quil.},300 | 1000^{gr}. _Densidade_ (pso){ _do crebro, em_ | | { _relao ao corpo_ | 3% | -- --------------------------------------------+-----------------+---------------- _ndice ceflico_ | 79 | -- | | { 1.^o | 136 | -- _ndices torcicos_{ | | { 2.^o | 46 | -- | | _ndice plvico_ | 75 | -- | | ============================================================================== A _adolescncia_ constitue uma poca de _instabilidade orgnica_, que prepara a _criana_ para os _desequilbrios da puberdade_. Nenhum perodo da vida, escreve Mendousse, mais fecundo em surprsas de todo o gnero, porque, ao lado das _faculdades novas_ que comeam a desenhar-se, persistem os _hbitos antigos_, que no querem desaparecer[139]. Daqui, um _conflito de energias_, que lana o _adolescente_ em _perplexidades_, cuja eficincia, por vezes, lhe pode ser funesta. [Figura: CNON ANTROPOMTRICO DA PUBERDADE Fig. 15] Stanley Hall redigiu o _catlogo_ dos _contrastes_ e das _flutuaes mentais e morais da adolescncia_, pelo qual se v que, de facto, a _criana_ desta _idade_ possue uma _vida inadaptada_, que a fonte dos seus _rros_ e da maior parte dos seus _sofrimentos_[140]. Quando a _puberdade_ se aproxima, ento, a _anarquia_ e o _choque_ das _tendncias_, ainda maior. A _criana_, solicitada por _fras estranhas_, cujos efeitos desconhece, sofre dum _desequilbrio_, que lhe no permite adaptar-se, desde logo, s _condies do meio_; e passaro alguns anos, antes que se organizem, em direces definidas, os _novos hbitos mentais_, que as _novas circunstncias_ exigem. A _puberdade_ o _centro do crescimento_; a _idade crtica_, por excelncia; aquela, em que se decide a _sorte_, todo o _futuro_ da _criana_[141]. poca das _grandes transformaes do organismo_; e, sob a influncia da _diferenciao, estdio decisivo da constituio especfica de cada sexo_, a _puberdade_ marca, na marcha da _evoluo_, o momento preciso, em que a _Natureza_ entra de preparar o _ser humano_ para o _exerccio da funo_, de que depende a _perpetuidade da espcie_. Esta a sua _caracterstica fundamental e diferencial_, o _eixo_ sbre que gira toda a _complexa e contraditria psicologia do adolescente_. CAPTULO V Processo bio-qumico do crescimento: osteognese 1.--Como fenmeno do _metabolismo funcional_, o crescimento uma resultante da _sntese assimiladora do organismo_, operada sob a influncia das _leis fsico-qumicas_, que a regulam[141]. Essa _sntese_, porm, no se realiza, da mesma maneira e nas mesmas condies, em relao a todos os _tecidos do organismo_; antes cada _elemento somtico_ cresce, a seu modo, consoante a _estrutura_ que possue e a _funo_ a que se destina. Ora, sendo provvel que _aco osteognica_ se subordine o _crescimento_ de todos os _tecidos_ do organismo, tanto em _macroplastia_ (crescimento vertical), como em _euriplastia_ (crescimento horizontal), do _crescimento sseo_ que nos devemos ocupar. 2.--Principiando pelo _crnio_, todos sabem que a sua _morfologia_ se modifica constantemente, desde a _vida embrionria_, at _velhice_. No incio da _gestao_, o _crnio_ _cartilaginoso_ e _membranoso_; depois, no _estado fetal_, adquire grande nmero de _pontos de ossificao_, de textura diversa, que se vo mutuamente soldando, de modo que, _nascena_, o seu nmero j muito limitado. No , pois, de admirar que a _abbada craniana_ do _recm-nascido_ e a do _infante_ se componham, desde logo, de _ossos_, ligados uns aos outros, por _suturas_ e _fontanelas_[143], cujas principais, em _norma superior_, so a _oblica_ e a _brgmtica_ (vulgo, a _moleirinha_, que fecha completamente, pelos quinze meses); e, em _norma lateral_, a _astsica_[144]. A ossificao, porm, dsses _espaos membranosos_, faz-se com tamanha rapidez que, pelos meados da _infncia_, no existem j seno _suturas_, as quais, por sua vez, tambm vo desaparecendo, pela vida adiante, e de tal sorte que, na _extrema velhice_, o crnio reduz-se a uma _massa ssea_, qusi tam contnua e homognea, como o era o _crnio membranoso do embrio_[145]. 3.--Onde, todavia, se revela melhor o _mecanismo_ do crescimento, na evoluo da _coluna vertebral_ (a princpio, tda ela cartilaginosa) e, sobretudo, no crescimento dos _ossos longos do organismo_. Na extremidade de cada _difise ssea_ existe uma espcie de apndice, chamado _epfise_, que se liga quela, por uma cartilagem, de natureza particular, que os antroplogos designam pelo nome de _cartilagem de conjugao_. Emquanto dura o _perodo de crescimento_ (entre os vinte e os vinte e cinco anos), as _epfises_, normalmente, permanecem separadas da _massa ssea_ que lhes corresponde (difises), pela respectiva _faixa cartilaginosa_, cuja estrutura sede de uma _transformao histo-quimica_[146]; mas, quando aquele perodo se encerra, em obedincia _lei da hereditariedade_, porque as _epfises_ se soldaram s _difises_, ou a _ossificao_ invadiu, em tda a sua espessura, as _cartilagens de conjugao_. [Figura: Fig. 16] As duas _figuras_ que, a seguir, publicamos, extradas da Obra de Launois, j citada, so _radiografias_ da mo e do joelho dum indivduo de _estatura gigantesca_, que, pelos trinta anos, continuava a _crescer_. Nessas _radiografias_, se observa ntidamente a _persistncia_ daquelas _cartilagens_, a separar, por exemplo, as _difises do cbito e do rdio_ (figura, n.^o 16) e as _difises do fmur, da tbia e do perneo_ (figura, n.^o 17) das _epfises_, que lhes pertencem. [Figura: Fig. 17] Segundo Topinard, so renidas ao _corpo do respectivo sso_, pelos quinze anos, as _extremidades superiores_ do _rdio_ e do _cbito_ (epfeses); pelos dezassete, _as_ dos _dedos_; pelos dezoito, _as_ do _fmur_, e as _inferiores_ da _tbia_ e do _perneo_; pelos dezanove, _as_ dos _metatrsios_, e _a superior_ do _humerus_; finalmente, pelos vinte, _as_ dos _mtacrpios_, e as das _extremidades inferiores_ do _fmur_, do _rdio_, do _perneo_ e do _cbito_[147]. CAPTULO VI Frmulas antropomtricas do crescimento normal, nas idades de evoluo. Anomalias do crescimento; sua determinao, pelo processo antropomtrico. 1.--Como se depreende dos _quadros_ expostos no captulo IV, cada _idade de evoluo_ possue suas _caractersticas antropomtricas essenciais_. Estas _caractersticas_ derivam, no smente das assinaladas _dimenses verticais e horizontais_ e doutros _elementos_ do _slido humano_, em cada uma daquelas _idades_, como tambm e principalmente das _formas_ e _cubagens_ dos respectivos _rgos_. Ora, tanto as _formas_ (que resultam do _desenvolvimento relativo_ das diversas partes dum _rgo_), como as _cubagens_ (que atestam o seu _volume especfico_), podem exprimir-se, por meio de _frmulas_ (a que chamam _ndices_), que denunciam sintticamente as _relaes arimticas_ de determinadas _dimenses_ com outras, que se tomam por _unidades_[148]. Os _ndices_ que, em ordem ao fim que nos propmos, mais importa considerar, so: 1) o _ndice ceflico_ (_D. T. C._ x _100_ / _D. A. P. C._); 2) os _ndices torcicos_ ([_D. T. T._ x _100_ / _D. A. P. T._] e [_P. T._ x _100_ / _A._]); 3) o _ndice do tronco_ (_B._ x _100_ / _A._); 4) o _ndice muscular_ (_Ab. M._ / _P._); e, finalmente, 5) o _ndice crebro-visceral_ (_C._ / _V._). O _ndice ceflico_ (expresso da relao centesimal do _dimetro ntero-posterior mximo do crnio_ com o seu _dimetro transverso mximo_) , em Portugal, segundo as _notaes_ registadas, de 80, desde a _recm-nascena_ at _infncia_; e de 76-79, desde a _puercia_, at _puberdade_. No _adulto_, ste _ndice_, desprezando fraces, fixa-se em 76[149]. O _primeiro ndice torcico_ (expresso da relao centesimal do _dimetro ntero-posterior mximo do trax_ (espessura do peito) com o seu _dimetro transverso mximo_ (largura do peito), de 100, na _recm-nascena_; de 138, na _puercia_; de 136, na _puberdade_; e de 139, na _idade adulta_[150]. O _segundo ndice torcico_ (expresso da relao do _permetro torcico_ multiplicado por cem, com a _altura do corpo_) decresce gradualmente, com a idade (66, na _recm-nascena_; 60, na _infncia_; 51, na _puercia_), at _puberdade_, em que baixa a 46. O _ndice do adulto_ (s. m.) 50, (s. fem.) 55. O _ndice do tronco_ (frmula da relao centesimal que existe entre as dimenses verticais do _busto_ e as da _estatura_) tem servido de _critrio_ para agrupar as _crianas_ em trs categorias, consoante so _braqusquelas_ (pernas curtas), _macrsquelas_ (pernas longas) ou _mesatsquelas_ (pernas mdias). A _braquisquelia normal_ a _forma antropomtrica_, peculiar da _recm-nascena_, da _infncia_ e ainda da _puercia_. O nmero mdio, que exprime o respectivo _quociente_, oscila, segundo os nossos clculos, entre 55 e 80. A _macrosquelia_ manifesta-se, na _adolescncia_ e, sobretudo, no _perodo peri-pubertrio_. O _ndice_ que lhe corresponde varia de 50 a 55. Finalmente, a _mesatisquelia_ (caracterstica da _idade adulta_), em circunstncias normais, por isso mesmo que exprime a _forma definitiva_ do _slido humano_, s se esboa, a partir da _puberdade_. O _quociente_ respectivo 52[151]. Resta o _ndice muscular_ (relao do _permetro mximo do antebrao_ com o _pulso_) para cuja avaliao carecemos de elementos suficientes; e o _ndice cbico crnio-visceral_ (_C/V_), do qual _C_ representa o _volume aproximado do crebro_, determinado pelo clculo da _capacidade craniana_ (dupla multiplicao dos _dimetros ntero-posterior mximo_, _transverso mximo_, _e vertical_); e _V_, a _capacidade do tronco_, onde se acham encerradas as _vsceras_ (tambm dupla multiplicao dos _dimetros ntero-posterior mximo_, e _transverso mximo do trax_, e _vertical do tronco_). ste _ndice_ (_C/V_) que exprime, portanto, a _relao proporcional_ que existe entre o _encfalo_ (centro da _vida mental_) e as _vsceras_ (centro da _vida vegetativa_), varia enormemente, desde o _nascimento_ at _idade adulta_, numa _ordem decrescente_, que desce de 74 a 20. 2.--Como, noutro lugar dissemos, o crescimento, cujas _frmulas antropomtricas_ acabamos de sumariar, pode ser _retardado_ ou _acelerado_, por virtude de mltiplices _influncias_, sem que, por sse facto, deixe de considerar-se como _normal_. Se, porm, o _limite das oscilaes do crescimento_ fr ultrapassado, ento, sem dvida que se tratar de _crescimento anormal_, ou de _anomalias do crescimento_. Estas _anomalias_, consoante as circunstncias, podero revestir diferentes _formas_; mas as principais so redutveis a trs: 1) _suspenses_; 2) _desvios_; 3) _desequilbrios do crescimento_. As _suspenses do crescimento_ do origem ao _nanismo_, ao _raquitismo_, ao _infantilismo_, etc.[152]. Os _desvios_ e os _desequilbrios_ podem gerar o _virilismo_, o _feminismo_, o _gigantismo_, a _acromegalia_, o _senilismo_; e, alm doutras anomalias, o simples _retardamento_ ou _atraso fsico_[153]. Tdas estas _doenas_, por via de regra, derivam de _estados orgnicos_, a que os mdicos chamam _distrofias_ (do grego [Grego: Dustrophos]); havendo-as do _pncreas_, das _cpsulas supra-renais_, do _fgado_, das _glndulas genitais_, do _timus_, e, sobretudo, do _corpo tiroide_, glndula de secreo interna, situada na parte externa do _canal laringo-traqueal_[154]. A _insuficincia tiroidiana_ (hipotiroidia), a principal causa do maior nmero das _anomalias do crescimento_. Porqu? Laumonier responde: porque essas _anomalias_ andam sempre ligadas (como o _efeito_ sua _causa_) carncia das _substncias_ (que o _corpo tiroide_, normalmente, segrega) capazes de neutralizar a aco dos _venenos_ produzidos pelo prprio _organismo_, e de tornar os _elementos nervosos_ refractrios a sses venenos[155]. O _mixedma_, por exemplo, em tdas as suas formas, deriva de perturbaes orgnicas, que teem a sua origem na _atrofia_ ou no desaparecimento do _corpo tiroide_; mas o _gigantismo_, a que j nos referimos, resulta precisamente dum vcio oposto, a que se poder chamar _hipertiroidia_, e que consiste em conservar, aos _ossos_, por uma superabundncia de _secreo especfica_, alm de todo o limite, o _poder osteognio_, ou a _capacidade de crescer_[156]. Como nota final dste captulo, cumpre estabelecer que se torna necessrio no confundir as _anomalias do crescimento fsico_ com as _perturbaes do desenvolvimento mental_ (idiotia, imbecilidade, psicastenias, etc.), cujas _causas_ se devem procurar, antes, em _leses do sistema nervoso_, determinadamente do _crebro_, do que em _afeces somticas_; e que no confronto das _propores normais do corpo_, nas _idades de evoluo_, com as do _organismo que se pretende avaliar_, que consiste o _processo antropomtrico_ da determinao das _anomalias fsicas_. CAPTULO VII Doenas das crianas, nas idades de evoluo. A mortalidade infantil, em Portugal. Crescimento desequilibrado; suas conseqncias. 1.--H certas _doenas_ que parecem _especficas_ das crianas, como a _coqueluche_, por exemplo, as _infeces obsttricas_, etc.; e outras que, conquanto extensveis ao _adulto_, todavia, atacam, de preferncia, as crianas, como a _difteria_ (determinadamente, o _garrotilho_), por exemplo, a _escarlatina_, o _trasorelho_, o _sarampo_, etc.[157]. So conhecidos vrios ensaios de classificao, por _idades_, _das doenas infecciosas das crianas_; tendo-se procurado tambm, entre ns, organizar, em bases srias, a _estatstica nosolgica infantil_[158]. Em face das ltimas _publicaes do Instituto central de higiene_[159], verifica-se que, em Portugal, as _doenas_ mais freqentes da _recm-nascena_ e da _infncia_ so aquelas que derivam da _debilidade congnita_, dos _vcios de conformao_, e das _infeces do tubo digestivo_ (gastro-enterite); as da _puercia_ afectam, com singular pertincia, o _aparelho respiratrio_; e as da _adolescncia_ e _puberdade_, incidem, determinadamente, sobre os _pulmes_ e sobre o _sistema nervoso_[160]. 2.--Em relao _mortalidade infantil portuguesa_, reputamos suficientemente averiguado o clculo que a eleva enorme cifra de _duzentos, por mil, com menos de dois anos de idade_, isto , a um quinto dos _nados-vivos_ e _sobreviventes_, at quele limite[161]. O seguinte _grfico_ (figura n.^o 18) exprime resultado anlogo, pelo que respeita cidade de Combra[162]. S, em Lisboa, Prto e Combra, morrem, em mdia, por ano, mais de _oito mil crianas_, dambos os sexos; e, em todo o pas, de tdas as idades, at aos vinte anos, nada menos do que, em mdia, um total, verdadeiramente apavorante, de _cinqenta e cinco mil_, ou seja a _metade da mortalidade geral da populao_! 3.--Nenhuma, porm, destas _afeces_ pode ser considerada como _doena propriamente do crescimento_, isto , como _processo mrbido_, que tenha origem exclusiva nos fenmenos da _evoluo somtica_. sses procedem sempre dum _crescimento desigual ou desencontrado dos tecidos do organismo_. Sem dvida que se no trata da _desigualdade_, que resulta da _lei fisiolgica da alternncia_; mas de _perturbaes_ ou _acidentes do crescimento_, que possam afectar o equilbrio funcional do _slido humano_, ou alterar-lhe a _constituio anatmica_. Estes _acidentes_ (cuja natureza irredutvel s _anomalias_, _de paralelismo do crescimento_) manifestam-se, de preferncia, durante a _fase peri-pubertria_. _Percentagens da mortalidade das crianas da primeira infncia, na cidade de Coimbra_ [Figura: Fig. 18 ....... m. 0-1 } } Em relao ao total obiturio .--.--. m. 0-2 } ------- m. 0-1 Em relao ao nmero de nascimentos] Por essa ocasio, as crianas sofrem, muitas vezes, de dres nos _ossos_, nas _articulaes_, nos _msculos_; teem _cefalalgias_, freqentes; padecem de _cloro-anemia_, de _neurastenia_, de _perturbaes cardiacas_; experimentam _mutaes bruscas de temperamento e de carcter_; sentem _impulsividades mrbidas_; etc., etc.[163]. Ora, tda esta _sintomatologia_ constitui aquilo a que chamaremos o _sindroma do crescimento desigual_, cujas _causas profundas_ se devem procurar, concretamente, em _factos_, de natureza anloga dos dois que vamos indicar: 1) a coincidncia da _suspenso ou abrandamento_ (alis, normal) _do crescimento cutneo_, por ocasio da _puberdade_, com o _aumento, alm de tda a medida, dos ossos longos_, por virtude dalguma _infeco do organismo_[164], ou de qualquer outra _causa_, _de ordem bio-qumica_; 2) o _crescimento desencontrado do eixo cinzento_ (medula) e do _canal sseo que lhe serve de banha_ (coluna vertebral)[165]. CAPTULO VIII Higiene do crescimento; exerccios fsicos: jogos e gimnstica 1.-- evidente que para _crescer bem_, no basta _deixar agir a natureza_ (embora _isso_ seja essencial); mas tambm necessrio _auxiliar o crescimento_, isto , _colocar o organismo em condies que sejam favorveis sua evoluo normal, e impedir ou contrariar a aco dos factores, que possam ser prejudiciais a essa evoluo_. Entre as _prticas_ que a _higiene_ aconselha, em ordem ao _objectivo_ designado, ocupam primacial lugar os _jogos infantis_, e a _gimnstica_. Os _jogos so agentes naturais e instintivos do crescimento fsco e do desenvolvimento mental_, sendo por virtude da sua eficincia que a _hipertrofia do organismo_ se realiza com maior persistncia e eficcia[166]. Sem querermos arriscar um _conceito definitivo_ acrca da _natureza intrnseca da actividade ldica_, diremos, entretanto, que nos parece ser o _jgo_ um _efeito natural das leis biolgicas_, a que todos os organismos se submetem, nas suas relaes com o _meio_, em que carecem de subsistir. O _jgo_ uma _forma de adaptao_, um _pr-exerccio_ (como lhe chamou Karl Groos), um _ensaio_ ou uma _preparao para a vida_[167]. Os _instintos herdados, com a organizao e a ela inerentes_ (instintos fundamentais) e, principalmente, os _instintos derivados dstes_ (instintos adquiridos) no aproveitariam tam perfeitamente _vida dos organismos_, como lhes aproveitam, pela eficincia dos _jogos_, que no se destinam, seno a _desenvolver_, _radicar_ e _robustecer_ essas _energias latentes_, de cuja _aco_ depende aquela _vida_[168]. Mas, alm desta _funo primordial_ (tornar apto o _ser_ para o _fim_, a que o destinam as _leis da vida_), servem ainda os _jogos_: 1) para _desenvolver actividades novamente adquiridas_; 2) para _estimular o crescimento_; 3) para _reduzir e canalizar tendncias nocivas_; 4) para _criar e manter hbitos sociais_; 5), finalmente, para _corrigir a fadiga e regenerar as energias_, _gastas pelo trabalho orgnico_. Os _jogos_ so muitos, e variam, de pas para pas e, dentro de cada nao, de provncia para provncia e at de localidade para localidade, consoante o _gnero de vida_, as _tendncias_, as _aptides_, os _usos e costumes_, e as _necessidades fsicas_, _morais e sociais_ das respectivas populaes. Tem-se procurado _classificar_ os _jogos_; mas, em virtude da multiplicidade dos _critrios_ adoptados, falta _unidade de vistas_, e no h acrdo nas _classificaes_[169]. Entre ns, tambm o problema no tem sido descurado, embora os _trabalhos_ empreendidos sejam raros e incompletos[170]. Ns, reconhecendo que, _sob o aspecto pedaggico_, os _jogos_ constituem outros tantos meios, admiravelmente eficazes, de _auxiliar o crescimento_; _desenvolver a inteligncia_; _aguar a sensibilidade_; _robustecer e disciplinar a vontade_; e _formar o carcter_, agrupamos os _jogos_, nas seguintes categorias: 1) _jogos motores_ (ou _somticos_, porque desenvolvem o _organismo_); 2) _jogos sensoriais_ (porque _educam os sentidos_ e _promovem a destreza e preciso dos movimentos_); 3) _jogos experimentais_ (porque _aperfeioam a inteligncia_, e _satisfazem o instinto de curiosidade das crianas_); 4) _jogos afectivos_ (ou _emocionais_, porque _fomentam a cultura da sensibilidade_); 5) _jogos inibitrios_ (porque _despertam a ateno_ e _educam a vontade_); e, finalmente, 6) _jogos estticos_ (ou _artsticos_, porque _estimulam os sentimentos desinteressados da criana_). O seguinte _esquema_ resumir o nosso _ensaio de classificao_ (segundo o _critrio_ adoptado) dos _jogos portugueses_, mais conhecidos e praticados, em todo o pas. 2.--Do mesmo modo que os _jogos_, tambm a _gimnstica_ interessa ao _crescimento_; no, porm, a _gimnstica pedaggica_ (til apenas _formao do carcter_), e muito menos a _gimnstica atltica_, que _perturba_ e _pode comprometer_ at a _marcha_ e o _equilbrio do crescimento_[171]; mas a _gimnstica higinica_, e desta, a _gimnstica respiratria_, cuja prtica de manifesta vantagem _sade do corpo_ e _dinmica da sua evoluo_[172]. { marcha; carreira; salto; dana; { _gerais_ { luta; natao; patinagem; { { escorregamento; etc. { _motores_ { { { { escondidas; caminhos; barra; { { _especiais_ { eixo; pla; arco; baloio; papagaio; { { rodas e rondas infantis; { { guerras; jgo dos patos; etc. { { { tiro ao alvo; malha ou fito; { { _gerais_ { jogos de equilbrio; { { { etc. { _sensoriais_ { { { { homem; semana; boto; ferrinho; { { _especiais_ { pio; cabra-cega; forquilha; { { funda; inco, bilharda; das { { cinco pedrinhas; o recorte; etc. { { { damas; gamo; domin; { { _gerais_ { xadrez; todos os actos de { { { _curiosidade_; etc. { _experimentais_ { { { { pacincias; adivinhas; { { _especiais_ { anel; disparates; { { coleces; etc. _Jogos_ { { { { jogos de imitao, { { _gerais_ { e de imaginao; { { { jogos de fantasia; etc. { _afectivos_ { { { { a boneca; todos os actos { { _especiais_ { de auto-iluso { { consciente; etc. { { { todos os actos de domnio sbre { { _gerais_ { si prprio; auto-imposies e { { { auto-represses: etc. { _inibitrios_ { { { { fazer de esttua; { { _especiais_ { atitudes de imobilidade, { { diante do espelho; etc. { { construes em terra, areia, neve, { { _gerais_ { etc.; modelagem; pintura, e desenho { { { de objectos; jogos dramticos; etc. { _estticos_ { { { combinaes de cres; { _especiais_ { repassagem de desenhos { coloridos; etc. So os seguintes os efeitos da _respirao profunda_, que a _gimnstica respiratria_ promove e assegura: 1) activa as _trocas gasosas_, combinando uma maior quantidade de _oxignio_ com a _hemoglobina do sangue_; 2) descongestiona os _rgos internos_, sobretudo, o _crebro_; 3) regulariza as _funes digestivas_; 4) desenvolve a _musculatura do trax e do abdmen_; 5) permite o arejamento das _partes do pulmo, em que o ar no penetra, seno com dificuldade_; finalmente, 6) auxiliando a _assimilao_ e a _desassimilao_, facilita a _ateno_, roboriza a _vontade_, assegura a _disciplina_[173]. CAPTULO IX Evoluo geral da mentalidade; fases desta evoluo; e leis que a regulam. Os factores bio-psquicos do crescimento 1.--A _vida mental da criana_ (psiquismo infantil) no pode isolar-se, em nenhuma das _fases_ do seu progressivo desenvolvimento, da _evoluo do sistema nervoso_, cuja trajectria segue, desde o _tero_. absolutamente incontestvel que, _sem crebro, no h conscincia_[174], e que a _conscincia_ se afirma sempre, na razo directa da _complexidade e da plasticidade do crebro_[175]. Certamente que no ousamos atribuir a _causalidade_ da conscincia pura _organizao_, como fazem os _materialistas_; mas apenas reconhecemos o _facto averiguado_ da _perfeita correlao_ e da _coexistncia necessria_ da _actividade psquica_ com a _energia cerebral_[176]. Nos _animais vizinhos dos vegetais_ (infusrios, plipos, espongirios, etc.), do mesmo modo que (segundo parece) tambm nos _vermes_, no existe ainda a _conscincia_, mas tam smente _irritabilidade_ e, quando muito, _sensibilidade diferencial_[177]; medida, porm, que se organiza o _sistema nervoso_, as _excitaes_ (causas fsico-qumicas das _reaces_) vo-se convertendo em _impresses_, e estas em _sensaes_ que, pela sua _diferenciao_, acabam por gerar a _conscincia_, e, depois, a _auto-conscincia_, ou a _capacidade de conhecer os prprios estados e respectivas modificaes_[178]. S a partir dos _vertebrados_, que, por intermdio do _crebro_, se torna possvel a _vida consciente_ e, com ela, a _ateno_, a _memria_, a _imitao_, a _associao_; numa palavra, as chamadas _operaes intelectuais_[179]. 2.--Conquanto, porm, na _criana que vem de nascer_, exista j um _crebro completo_, dum modo geral, _em tdas as suas partes essenciais_, contudo, tanto a _estrutura_, dessas _partes_, como a _aptido_ para o _seu funcionamento_ que distam ainda muito daquele _grau de perfeio_, que se torna indispensvel para a _integralidade da vida mental_[180]. Estudos recentes, empreendidos por investigadores emritos[181], permitem estabelecer que, no _encfalo do recm-nascido_, a _substncia cinzenta do crebro_ constituda por _clulas_ ainda imperfeitas; e que carecem de consistncia e de fixidez as _fibras nervosas_ que ligam os _hemisfrios_ aos _gnglios da base do crebro_, s _camadas pticas_, e aos _corpos estriados_, dum modo geral, aos _centros sub-corticais_[182]. Alm disso, sabe-se hoje que, smente a partir do primeiro ms de _vida extra-uterina_, que se acentuam e desenvolvem as _circunvolues_, cuja _estrutura_ se vai complicando, medida que a _superfcie do crebro_ aumenta de _extenso_ e de _volume_[183]; e, finalmente, tambm positivo que a _mielinizao do encfalo_, conquanto seja iniciada no _tero_, todavia, s se acaba, pela vida adiante, em _fases_ j relativamente avanadas da _evoluo_[184]. Quer tudo isto dizer que, mesmo sob a relao do _pso_ e do _volume_, o _crebro_ no nasce _perfeito_ e _completo_; embora, comparado com o resto do _corpo_, traga, _nascena_, um desenvolvimento que, numricamente, se poder computar na _quarta parte_ (25%) _do seu volume total_. O _diagrama_ que, a seguir, publicamos (fig. n.^o 19), representa o _crescimento do crebro_, desde o incio da _vida intra-uterina_, at _puberdade_, em que atinge o seu _mximo desenvolvimento, sob a relao do pso e volume--absolutos_. Mostra ste _grfico_ que o _pso absoluto do crebro_ aumenta, com a idade, ao passo que o seu _pso relativo_ diminue. medida que o _organismo cresce_, o _crebro_, sem deixar de acompanhar sse _crescimento_, at _puberdade_, contudo, cada vez, _cresce, com menor intensidade_ (como se verifica pelos _aumentos, relativos a cada idade de evoluo_); e, ao mesmo tempo, acusa uma _progressiva diminuio, nas propores que mantm com o corpo_[185]. [Figura: Fig. 19] Donde resulta que, sob a relao da _quantidade_, a _evoluo cerebral_ realiza-se e consuma-se antes da _evoluo somtica_, embora, sob o ponto de vista _qualitativo_, o _crebro_ continue a desenvolver-se. O seguinte _grfico_ (figura n.^o 20), completa o anterior, por isso mesmo que continua a _curva da evoluo_ para alm da _puberdade_, no intuito de figurar, _quantitativamente_, tda a _vida do crebro_, desde que o _homem_ nasce, at que morre. Para compreenso, todavia, de todos os fenmenos da _bio-dinmica mental_, torna-se necessrio considerar o _elemento qualitativo do crescimento cerebral_, isto , a sua _capacidade fisiolgica_. [Figura: Fig. 20] Esta _capacidade_ (que tambm no exclue o _elemento quantitativo_) compreende ou abrange a _eficincia de tdas as causas que possam concorrer para a organizao da vida cerebral_. Dentre essas _causas_ (algumas pouco conhecidas, ainda), indicaremos, como mais importantes, as seguintes: 1) a _composio qumica_; 2) a _quantidade de substncia cinzenta_; 3) o _nmero e a complexidade das circunvolues_; 4) a _morfologia do encfalo_; 5) a _relao do crebro com as outras partes do encfalo_; 6) as _relaes do mesmo rgo com a altura e, em geral, com a massa activa do corpo_; 7) o _exerccio cerebral_; 8) a _experincia do indivduo_; 9) o _arranjo molecular das clulas cerebrais_; 10) as _associaes dinmicas dos elementos nervosos_, etc., etc.[186]. Ora, se considerarmos todos stes _factores_, desde logo, teremos de reconhecer a existncia de uma outra _curva_: a da _aptido funcional do crebro_, cuja trajectria no coincide com aquela que exprime a sua _evoluo quantitativa_, porque, como se verifica neste _diagrama_ (figura n.^o 21) o _crebro continua a crescer, depois da puberdade_ (15 anos); e at _com muito maior intensidade_, a partir dos vinte anos; para s _se deter_, aos cinqenta, em que _estaciona_ (por tempo de dez anos, em circunstncias normais), antes de _decrescer_, como sucede, depois dos sessenta[187]. [Figura: Fig. 21] Se compararmos, porm, agora, esta _curva da bio-dinmica cerebral_ com a _curva da conscincia_ (figura n.^o 22), notaremos que, desta vez, entre as duas _curvas_, h um _paralelismo perfeito_, o que explica e ilustra estas palavras concludentes e profundamente autorizadas de A. Marie: A scincia demonstra, _de uma maneira absolutamente certa_, o facto da _simultaneidade e da correlao constantes e necessrias da actividade nervosa com a actividade mental_, fazendo dessas actividades _dois fenmenos inseparveis_, os quais nunca deixam de se manifestar conjuntamente, _e nem se pode conceber que um se produza, sem o outro_[188]. 3.--O estudo (embora rpido) que vamos fazer das _fases da mentalidade_, confirmar plenamente o nosso _conceito da evoluo da conscincia_, pois mostrar que, entre a _inconscincia, em que a criana se gera_, e a _inconscincia, em que o individuo acaba_, se escalonam vrios _graus de conscincia_, cada qual representativo de seu _progresso_, e todos ligados a _estados orgnicos_, at a um _limite_, cuja _transposio_ importa, sempre e em tdas as circunstncias, a _decadncia_ e, com ela, a _desorganizao_ e a _morte_. A _conscincia crepuscular_, que o _grfico_ (fig. n.^o 22) regista, como pertencendo ao _perodo mbrio-fetal_ da _evoluo humana_, sem dvida que no representa qualquer _estado psquico_ que possa diferenciar-se da pura _cenestesia_. O _feto_, conquanto, em verdade, constitua _um reactivo mais enrgico at, do que a prpria me_[189], contudo, carece de _vida consciente_, porque, com um _crebro ainda incipiente_ e _sentidos apenas esboados_, no susceptvel das _operaes orgnicas_, que condicionam aquela _vida_. A expresso--_psicologia embriolgica_--(de que, por vezes, usam os autores) nada mais pode significar, do que a _espcie de semi-conscincia_, que se atribue ao _nascituro_, essa _conscincia onrica, sui generis_, que se manifesta por um _sno, sem sonhos_, e qual ns chamamos _conscincia crepuscular_[190]. Para que haja _verdadeira conscincia_ (embora ainda _embrionria_ ou _rudimentar_) necessrio que o _indivduo humano_ deixe a _vida parasitria_, em que persistiu, durante a _gestao_; e, pelo _nascimento_, adquira a _vida independente_, que usufruir, at morte. [Figura: Fig. 22] _Passiva_, chamamos ns _conscincia do recm-nascido_, para significar que ela se reduz s _sensaes, que as impresses sensoriais determinam no seu crebro ainda virgem; e aos instintos que deve hereditariedade_. E ser esta, depois do _perodo mbrio-fetal_, a _primeira fase_ da _vida psquica da criana_, na sua _evoluo_ para a _idade adulta_. Durante ste primeiro ms, o _recm-nascido_ sofrer a _crise grave_, que deriva da _mudana de meio_, a que foi coagido, pelas _energias do crescimento_, e ensaiar as primeiras _adaptaes s novas condies de vida_[191]. Os _progressos_, todavia, sero rpidos. Desde o fim do primeiro ms, at aos cinco anos (_infncia_ e primeira fase da _puercia_), a actividade da _conscincia_ no cessar de intensificar-se, adquirindo a criana _faculdades_ e _aptides_, que lhe asseguraro (cada vez, com maior persistncia e eficcia) o _equilbrio_, de que carece, com o _novo meio_, em que tem de viver. Por isso, atribumos _conscincia activa_ ao _organismo_, que se encontra neste estdio da _evoluo psquica_; isto , _qualidades_, _energias_ e _possibilidades_, que se traduzem por _actos neuro-psquicos_, de complexidade crescente, medida que decorre a _infncia_, e se entra na _puercia_, a poca inicial da _auto-conscincia_, ou seja das _operaes superiores da vida mental_. Assim, com a _puercia_ (poca do _pensamento espontneo_, ou _idade preguntadora_, de Sully), alm do _desenvolvimento da linguagem_ (substituio gradual da _palavra concreta_, pelo _conceito geral ou abstracto_)[192], aparece o _esprito de curiosidade_ (tam peculiar s crianas desta idade); radica-se a _ateno espontnea_, e esboa-se a _ateno voluntria_; imperam as _tendncias_ que se inspiram nos _intersses perceptivos e glssicos_; surgem os _primeiros ensaios da personalidade_; e afirmam-se j, embora com carcter rudimentar, as _leis bio-psiquicas_ da _vontade consciente_. Depois, com a _adolescncia_, e com a _puberdade_, a _curva da dinmica mental_ subir sempre e, cada vez, com maior celeridade, para nunca mais se deter, seno na _idade madura_, em que, havendo atingido o _mximo de intensidade_, a perdurar, at _decadncia_[193]. O _quadro_ (n.^o 6) que, a seguir, publicamos, resume as _caractersticas das idades de evoluo_, distribuindo-as, pela _ordem cronolgica do seu aparecimento_, e mantendo a _subordinao_ em que se encontram, umas em relao s outras. QUADRO N.^o 6 +===================+=========================================================+ | _Idades | | | de | _Caractersticas essenciais_ | | Evoluo_ | | +-------------------+---------------------------------------------------------+ | _Recm-nascena_ { _Vida vegetativa_, e puro _automatismo_ (a princpio) | | (Durante o { nas relaes do _indivduo_ com o _meio_. _Reaces_ | | 1.^o ms) { _mecnicas_ a _excitaes exteriores_. Necessidade | | { mxima: _nutrio_. Primeiras _adaptaes_. | | | | { _Vida afectiva simples_: prazer e dr | | { 1) _At aos { fsica. _Adaptaes sensorio-motoras_. | | _Infncia_ { doze meses_ { Linguagem _balbuciada_. _Interesses | | (Desde o segundo { { perceptivos_. | | ms at aos trs { | | anos) { | | { 2) _Dos doze { _Vida afectiva complexa_: aco | | { meses at { emocional. Aquisio de _hbitos_. | | { aos trs { _Espontaneidade mental_. _Imitao_ | | { anos_ { passiva_. _Linguagem rudimentar_. | | | | { _Ateno voluntria_. _Imaginao_ | | { 1) _Dos trs { incipiente. Desenvolvimento da | | { aos cinco { _memria orgnica_. _Curiosidade_. | | { anos_ { _Interesses glssicos_. | | _Puercia_ { { _Sugestibilidade_. _Imitao activa_. | | (Desde os trs { { _Linguagem racional_. | | aos sete anos) { | | { { Organizao da _vida mental_. _Poder | | { 2) _Dos { de anlise_. _Memria psquica_. | | { cinco aos { Diferenciao das _funes psquicas_. | | { sete anos_ { _Interesses gerais_. _Linguagem | | { integral_. _Actividade ldica intensa_. | | | | { Fixao e expanso da _personalidade_. | | { _Egocentrismo_. _Sociabilidade_. | | { 1) _Sexo { Desenvolvimento da _vontade_. | | _Adolescncia_ { masculino_ { _Dinamogenia dos sentimentos_. | | (Desde os oito { { _Interesses morais e estticos_. | | aos doze anos) { | | { { _Perodo sentimental_. _Plasticidade | | { 2) _Sexo { orgnica e psquica_. _Exuberncia de | | { feminino_ { movimentos_. _Esprito de iniciativa, | | { e de emulao_. _Pudor_. | | | | { _Instinto sexual_. _Instabilidade | | { psquica_. Impulses do _temperamento_. | | { 1) _Sexo { Formao definitiva do _carcter_. | | { masculino_ { Concentrao mental; e diferenciao | | _Puberdade_ { { de tdas as _faculdades_. _Interesses | | (Dos doze aos { { ticos e sociais_. | | dezasseis { | | anos) { { _Exaltao do sentimento_. Imaginao | | { { viva. _Diferenciao sexual_. Aquisio | | { 2) _Sexo { dos _hbitos caractersticos da | | { feminino_ { mulher_. Perfeita adaptao ao seu | | { _fim fisiolgico_. _Coquetismo_. | | { _Interesses ticos e sociais_. | +===================+=========================================================+ 4.--O _estudo sinttico_, que temos feito da _evoluo mental_, revela, nessa evoluo, do mesmo modo que no _crescimento fsico_, a existncia, tanto de _leis gerais_ (relativas _dinmica psquica_, considerada _in totum_), como de _leis especiais_ (privativas de cada _funo_). Entre aquelas, ocupam primacial lugar as duas seguintes: 1) O _processo bio-psquico da evoluo mental_ depende, em grande parte, do _crescimento fsico_, e acompanha sempre o _desenvolvimento do sistema nervoso_[194]; 2) O _contedo da conscincia_ (quantidade de _conhecimentos_, e valorizao de _funes_) est na razo directa da _complexidade das relaes da criana com o meio_. Quanto s _leis especiais_, indicaremos estas, apenas: 1) a _ateno_ a condio primria da _conscincia_; 2) a _memria_ depende da _plasticidade do crebro_; 3) entre o _pensamento_ e a _vida das imagens cerebrais_ a relao a mesma que existe entre a _concluso_ e as _premissas_ dum _raciocnio_; 4) as _formas de expresso_ derivam de _actos reflexos_, e passam dos _gestos_ s _palavras_, e destas aos _sinais_, que as exprimem. 5.--Para concluso dste captulo, resta enumerar ainda os _factores bio-psquicos do crescimento_; isto , tdas aquelas _energias_, e todos aqueles _meios de aco_, que podem influir no _processo da evoluo_ (tanto _somtica_, como _psquica_). sses _factores_, condens-los hemos, no seguinte _esquma_: { _ancestrais_ (hereditariedade). { _naturais_ { { { { _actividade ldica_ (jogos). { { _pessoais_ { Factores da { { { _passiva._ _evoluo orgnica_ { { _imitao_ { { { _activa._ { { { _exerccios fisicos._ { _artificiais_ { { _gimnstica._ Apndices APNDICES I Elementos para a organizao de uma caderneta pedolgica, destinada a sistematizar o estudo do crescimento 1) _Indicaes prvias relativas ao exemplar de estudo:_ 1) _Nome e pronomes_..................................... { _Nome_........................... { { _Pai_ { _Idade_.......................... { { { { _Estatura_....................... 2) _Filiao_ { { { _Nome_........................... { { { _Me_ { _Idade_.......................... { { _Estatura_....................... 3) _Naturalidade_........................................ 4) _Residncia_.......................................... { _econmicas_[195]... { 5) _Condies do meio em que vive_ { _morais_[196]....... { { _sociais_[197]...... 6) _Ensino que recebe_[198].............................. 7) _Antecedentes hereditrios_[199]...................... 8) _Antecedentes pessoais_[200].......................... 9) _Particularidades_[201]............................... 10) _Aspecto geral_[202]................................. 2) _Exame fisiolgico e clnico_: +===============================+ | TRIMESTRES | +---+---+---+---+---+---+---+---+ |1.^o 4.^o 7.^o | | | 2.^o | 5.^o | 8.^o| | | | 3.^o | | 6.^o | | | | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 1) Data da observao | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 2) Pele e couro cabeludo[203] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 3) Ossos e articulaes[204] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 4) Aparelho digestivo[205] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 5) Aparelho respiratrio[206] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 6) Aparelho circulatrio[207] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 7) Aparelho gnito-urinrio[208] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 8) Aparelho locomotor[209] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 9) Sistema nervoso[210] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 10) Malformaes[211] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 11) Deformaes[212] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 12) Fra fsica[213] | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ 13) Fadigabilidade[214] | | | | | | | | | +===+===+===+===+===+===+===+===+ Mensuraes do corpo humano V. _Vrtex._ C. _Canal auditivo._ F. _Frcula esternal._ A. _Acromion._ E. _Epicndilo._ I. _Crista ilaca._ T. _Grande trocnter._ P. _Pbis._ M. _Mdio._ J. _Joelho._ Mal. _Tornozlo._ [Figura: Pontos de Referncia] 3) _Exame antropomtrico_[215]: +=============================================================================+ | MEDIDAS | TRIMESTRES | +---------------------------------------------+-------------------------------+ | |1.^o 4.^o 7.^o | | | | 2.^o | 5.^o | 8.^o| | | | | 3.^o | | 6.^o | | | | | | | | | | | | | | |---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | | 1) Data da observao | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 2) Pso | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 3) Vrtex (em p) | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 4) Vrtex (assentado) | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 5) Canal auditivo | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 6) Frcula esternal | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ |Projeces{ 7) Acromion | | | | | | | | | |Verticaes { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | (10) { 8) Cotovlo | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 9) Mdio | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 10) Grande trocnter | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 11) Joelho | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 12) Tornozlo | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 13) Dimetro bi-acromial | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 14) D. ntero-posterior do trax | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ |Dimetros { 15) D. transverso do trax | | | | | | | | | | (5) { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 16) D. ntero-poster. do crnio | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 17) D. transverso do crnio | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 18) Permetro craniano | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 19) Per. xifo-esternal (repouso) | | | | | | | | | |Circunfer.{ +---+---+---+---+---+---+---+---+ | (4) { 20) Per. xifo-ester. (inspirao)| | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 21) Antebrao (mx. e mnimo) | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 22) Compr. e largura do p | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | Outr. { 23) Compr. e largura da mo | | | | | | | | | | medidas { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { 24) Envergadura | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | +=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+ 4) _Exame psicolgico_: +=============================================+===============================+ | | TRIMESTRES | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | OBSERVAES |1.^o 4.^o 7.^o | | | | 2.^o | 5.^o | 8.^o| | | | | 3.^o | | 6.^o | | | | | | | | | | | | | | |---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | | 1) _Data da observao_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _cr do ris_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Olhos_{ _cr da aurola_ | | | | | | | | | | { { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { { _acuidade { _lho dir._| | | | | | | | | | { visual_ { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { { _lho esq._| | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Sentido cromtico_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { { _ouvido dire._ | | | | | | | | | | { _Acuidade { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { auditiva_{ _ouvido esqu._ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Acuidade olfactiva_ | | | | | | | | | | 2) rgos { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | dos { _Acuidade gustativa_ | | | | | | | | | | sentidos { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Acuidade tctil_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Sentido lgico_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Sentido estereognstico_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _espontnea_ | | | | | | | | | | 3) _Ateno_ { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _voluntria_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _anlise qualitativa_ | | | | | | | | | | 4) _Memria_ { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _anlise quantitativa_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 5) _Inteligncia_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | +=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+ Notas: 1) A _acuidade visual_ deve ser medida, com o auxlio da _escala optomtrica_ de Monoyer; e o _sentido cromtico_, com as _tbuas pseudo-isocromticas_, de Stilling. 2) A _acuidade auditiva_ mede-se, pelo _processo do relgio_, e pela _voz segredada_. 3) A _acuidade olfactiva_ avalia-se pelo _olfactmetro_; e a _gustativa_, pelo _gueusmetro_. 4) A _acuidade tctil_ determina-se, pelos _estesimetros_; a _lgica_, pelos _algesimetros_; e o sentido _estereognstico_, pelo _processo de reconhecimento das curvaturas_. 5) A _ateno_ aprecia-se, pelos _tempos de reaco_, e por _processos didasclicos_. 6) A _memria_ mede-se, por diferentes _processos_, consoante a _funo_ que se pretende considerar. 7) A _inteligncia_ avalia-se, pela aplicao dos _tests de Binet_ e _Simon_. 5) _Exame etolgico e psiquitrico:_ +=============================================+===============================+ | | TRIMESTRES | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | OBSERVAES |1.^o 4.^o 7.^o | | | | 2.^o | 5.^o | 8.^o| | | | | 3.^o | | 6.^o | | | | | | | | | | | | | | |---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | | 1) _Data da observao_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 2) _Humor habitual_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _activo_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _nervoso_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _emotivo_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 3) _Temperamento_ { _aptico_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _voluntarioso_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _impulsivo_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _equilibrado_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 4) _Sugestibilidade_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 5) _Sensibilidade moral_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 6) _Capacidade de trabalho_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 7) _Conduta_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 8) _Aptides_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Fobias_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Timidez_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 9) _Defeitos_ { _Clera_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Mentira_ | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _Preguia_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | 10) _Sntese--Carcter_ | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | +=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+ 6) _Sntese da evoluo--Frmulas:_ +=============================================+===============================+ | | TRIMESTRES | | |1.^o 4.^o 7.^o | | NOTAES | | 2.^o | 5.^o | 8.^o| | | | | 3.^o | | 6.^o | | | | | | | | | | | | | | +---------------------------------------------+---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | | { E/B[216] | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | _Relaes e { C/V[217] | | | | | | | | | |1) propores { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | dos segmentos_ { O/V[218] | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { S=2E(D+d)[219] | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { P^{1} ou P^{2}[220] | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ |2) _Frmulas da { P^{2}+A^{1}[221] | | | | | | | | | | Puberdade_ { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { P^{5}+A^{3-5}[222] | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _ceflico_ | | | | | | | | | | { ([D. tr.x100]/ | | | | | | | | | | { [D. ant. p. m.])[223] | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ |3) _ndices_ { _torcico_ | | | | | | | | | | { ([D. transv.100]/ | | | | | | | | | | { [D. ant. post.])[224] | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { _plvico_ | | | | | | | | | | { ([D. s. p. b.100]/ | | | | | | | | | | { [Dist. Cr. Ilacas])[225] | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { H. (_humor_) | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ |4) _Simbolos_ { T. (_temperamento_) | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { M. (_musculatura_) | | | | | | | | | | { +---+---+---+---+---+---+---+---+ | { O. (_ossatura_) | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ |5) CR.=E-(P+[Per. T. insp.+exp.]/2)[226] | | | | | | | | | | +---+---+---+---+---+---+---+---+ | | | | | | | | | | +=============================================+===+===+===+===+===+===+===+===+ II (Sumrio da tese apresentada, discutida e integralmente adoptada pelo Congresso Nacional de Educao fsica, realizado em Lisboa, por iniciativa do Gimnsio Club Portugus, nos dias 9-12 de junho de 1916.) A CRIANA PORTUGUESA RELATOR: Dr. Alves dos Santos, professor de Filosofia e director do Laboratrio de Psicologia Experimental, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; professor de Psicologia Infantil, na Escola Normal Superior; e director da Biblioteca da mesma Universidade; scio efectivo da Academia das Scincias de Portugal. INTRODUO 1) A Criana; sua concepo bio-psquica e social. 2) Scincias da Criana: Pedologia; Psico-pedagogia; Pedagogia experimental. 3) A vida da Criana; fases que atravessa, durante o Crescimento, ou idades de evoluo do slido humano: infncia, puercia, adolescncia, puberdade, nubilidade. 4) Caractersticas de cada uma destas idades, sua importncia e influncia na marcha do Crescimento. 5) Diviso dste estudo em trs partes, versando a primeira sobre o Corpo da Criana; a segunda, sobre a Mentalidade da Criana; e a terceira, sobre a Personalidade da Criana. 6) Elementos e subsdios, de que podemos dispor para a constituio de uma Pedologia nacional: observaes, mensuraes, e experincias realizadas em estabelecimentos de ensino, e noutros meios infantis, assim como no Laboratrio de psicologia experimental, de Coimbra. Resumo das aquisies de factos, em primeira mo, que permitem, a nosso ver, desde j, algumas generalizaes sobre o modo de crescimento da criana portuguesa. PRIMEIRA PARTE *O corpo da criana* CAPTULO I Noo do Crescimento. Fenmenos que o constituem. Causas que o determinam. Leis que o regem. Influncias que o modificam. CAPTULO II _Mtodo_ a empregar no estudo dos fenmenos do Crescimento. CAPTULO III Manifestaes do Crescimento em altura, largura, espessura, grossura e densidade; ou projeces verticais, dimetros, circunferncias, cubagens, e pso do slido humano. CAPTULO IV Crescimento absoluto ou global, e Crescimento relativo ou segmentar. _Ritmo_ do Crescimento absoluto da Criana portuguesa. Fundamentos da Curva que exprime sse ritmo. CAPTULO V Insuficincia das medidas sintticas (estatura, permetro torcico, e pso) para a avaliao rigorosa dos fenmenos do Crescimento. CAPTULO VI Crescimento relativo, ou propores mtricas do corpo da Criana, desde o nascimento at idade adulta. NOTA: O relator apresentar ao Congresso as frmulas do Crescimento ou os cnones antropomtricos das idades de evoluo da criana portuguesa; e expor os fundamentos dessas frmulas. SEGUNDA PARTE *A mentalidade da criana* CAPTULO I Origem e evoluo da mentalidade infantil. Leis que a regulam; influncias que a modificam. Curva desta evoluo. Relaes do desenvolvimento somtico com o desenvolvimento psquico. CAPTULO II Os sentidos e a inteligncia. Estudo experimental da inteligncia. A ateno; a memria, e a imaginao das crianas. CAPTULO III Comparao do psiquismo animal com a psicologia das primeiras idades da evoluo. NOTA: O relator apresentar ao Congresso as concluses dos seus estudos sbre a medida do trabalho mental, pelo mtodo de Kraeplin, assim como sbre a anlise quantitativa e qualitativa da Memria; e sbre a psicometria da ateno. TERCEIRA PARTE *A personalidade da criana* CAPTULO I Noo da personalidade. O carcter; seus elementos constitutivos e manifestaes. Noo bio-psquica e moral do carcter. Formao do carcter, princpios em que deve assentar. CAPTULO II Estados mrbidos da personalidade: a mentira; a preguia; a timidez; a clera; as fobias das crianas. Patologia da vontade. CAPTULO III Os vcios da educao tradicional; necessidade de uma reforma na processologia da educao. Resumo e concluses. NOTA: O relator apresentar ao Congresso os resultados dos seus trabalhos experimentais, realizados no Laboratrio de psicologia, sbre a sugestibilidade das crianas; e o valor do testemunho infantil. CONCLUSES GERAIS I *Crescimento fsico* 1) Existem em Portugal, em relao ao sexo masculino, elementos mais do que suficientes para a organizao de uma tabela de mdias, baseada nas observaes e mensuraes, que exprimem o Crescimento absoluto da Criana portuguesa, isto , nas medidas sintticas da altura, do permetro torcico, e do pso. 2) Mas o simples conhecimento do ritmo do Crescimento insuficiente para a perfeita inteligncia da natureza fsica da Criana, e das leis do seu desenvolvimento integral. 3) Donde resulta a necessidade de prosseguir activamente, em nossos meios didasclicos e infantis, pela aplicao do mtodo auxanolgico, na colheita de elementos (mensuraes segmentares do slido humano), que permitam generalizaes seguras sobre as propores mtricas do corpo das crianas, nas idades de evoluo. 4) Emquanto, porm, no existir, entre ns, um nmero suficiente de observaes e mensuraes daquela natureza, que justifiquem a adopo definitiva das frmulas antropomtricas do Crescimento da Criana Portuguesa, podemos e devemos adoptar provisriamente cnones antropomtricos, cujos fundamentos se encontram, em parte, nas medidas que so comuns ao Crescimento absoluto; e, em parte, nas percentagens que resultam das mdias de mensuraes obtidas em crianas de pases estrangeiros, que renem maior nmero de afinidades com as nossas crianas. II *Desenvolvimento mental* 1) No h diferena de natureza entre o psiquismo dos animais superiores e a mentalidade infantil das primeiras idades. 2) A curva do desenvolvimento mental coincide, em qusi tda a sua extenso, com a curva do Crescimento fsico; e, em todo o caso, acompanha sempre a trajectria da evoluo do crebro. III *Formao do carcter* 1) Os factores da educao moral devem ser os mesmos da educao fsica, porque a disciplina em que se baseiam ambas estas educaes tem as mesmas origens orgnicas, e produz anlogos efeitos psquicos. 2) Os estados mrbidos da Personalidade so mais eficazmente combatidos pela higiene, do que pela autoridade. III Programas de Pedologia e de higiene escolar; prescries de higiene dentria; e instrues sbre Pedometria, destinadas s novas escolas normais primrias. (Regulamento e programas para execuo da lei n. 233, publicados no Dirio do Govrno n.^o 24, de 10 de fevereiro de 1916.) PROGRAMA DE PEDOLOGIA _Pedologia_.--Sua definio e importncia. Movimento pedolgico. Pedologia e pedotecnia. Psicologia e pedagogia. Pedagogia experimental e pedagogia geral. Psicopedologia e psicopedagogia. _Relao da pedologia com a pedagogia_. _Pedologia somtica_ e pedologia psquica. Mtodos da _pedologia somtica_. Os caracteres descritivos e os caracteres mtricos. _Noes elementares de antropometria escolar_.--Estudo dos principais caracteres mtricos. Relao entre o pso, a altura e o permetro torcico. Coeficientes de robustez. Mensuraes nos alunos segundo a Ficha individual. _O crescimento durante a idade escolar_.--Ideas gerais sbre os mtodos do estudo do crescimento. Propores mtricas do corpo da criana desde o nascimento idade adulta. Influncias que actuam no crescimento. Leis do crescimento. Crescimento visceral. _A criana, o adolescente e o adulto_. Crescimento irregular. Perturbaes orgnicas que produz e suas consequncias pedaggicas. _A puberdade_.--Sua definio. Caractersticas fisiolgicas e psicolgicas da puberdade. Durao do perodo da puberdade. _Pedologia psquica_.--Definio. Mtodos. _Desenvolvimento intelectual e psquico em geral._ Factores dste desenvolvimento e diferentes estdios. _Desenvolvimento sensorial_.--Viso. Audio. Olfacto. Gsto. Tato. Os sentidos estereognsticos. O sentido cinestsico. A ateno. A associao. A imaginao. A memria e o hbito. A percepo. O juzo e o raciocnio. _Desenvolvimento dos sentimentos_.--Os movimentos. Os sentimentos em geral. As emoes e as tendncias. Os instintos. Os interesses infantis; seu papel na educao. A vontade. O carcter. A linguagem, os gestos, a fisionomia e os costumes das crianas. _Medida do desenvolvimento psquico nas diferentes idades_. Tests _mentais_. _Relaes entre o crescimento fsico e o crescimento psquico_. _Influncias psquicas imediatas da escola_. _Herana psicolgica e educao._ _Crianas visuais, auditivas e motoras_.--Os tipos mixtos. _Fadiga intelectual_. _Generalidades_. _Noes gerais dos processos de medio da fadiga intelectual_: a) Processos directos. Ditado, leitura, clculo, cpia, memoriao, etc. b) Processos indirectos. Estesiometria, algesimetria, dinamometria, ergografia, etc. Influncia de diversos factores sbre a fatigabilidade. Influncia do trabalho fsico sobre a fadiga mental. _Sobernal_. _O repouso_. _O sono_. Dextrismo, sinistrismo e ambidextrismo. _Alunos preguiosos_. _Ideas gerais sbre as crianas anormais_. _Sua diagnose e classificao_. _As relaes do professor com o mdico_. _Puericultura_.--Puericultura intra-uterina. Primeiros cuidados a dispensar aos recm-nascidos. Alimentao do 0 aos 2 anos. Noes gerais da higiene da primeira infncia. PROGRAMA DE HIGIENE ESCOLAR _Histria da higiene escolar_.--Evoluo da higiene escolar em Portugal. _Edifcio escolar_.--Suas condies higinicas. Salas de classe e anexos, recreios, etc. _Mobilirio escolar_.--Bases fisiolgicas do mobilirio racional. Diferentes tipos de mobilirio. _Iluminao das escolas_.--Iluminao natural e artificial. Fotometria escolar. _Aquecimento_. _Ventilao das escolas_.--Diferentes processos de ventilao. _Higiene da vista_.--Higiene da leitura e da escrita. Os livros e os cadernos escolares. Condies higinicas da sua impresso. _Higiene do ouvido_. _Higiene do nariz e da bca_. _Higiene da garganta_.--Fisiologia da voz. Afeces de laringe. Profilaxia das perturbaes da fonao. Defeitos de pronncia. Sua profilaxia e correco. _Atitudes viciosas_.--Suas conseqncias. _Doenas escolares no contagiosas_. _Doenas contagiosas_.--Profilaxia das doenas contagiosas, na escola. Desinfeco. Vacinaes e revacinaes. _Relaes recprocas entre alunos e professores_, sob o duplo ponto de vista das doenas contagiosas e das influncias morais. _Educao fsica_.--Bases fiisiolgicas desta educao. _Princpios a que deve obedecer a elaborao dum horrio_. _Repartio das horas do trabalho e do repouso_. _Cantinas escolares_. _Colnias escolares_. _Escolas e classes ao ar livre_. _Internatos e externatos_. _Passeios e excurses escolares_. PRESCRIES DE HIGIENE DENTARIA I Antes te esqueas de lavar a cara do que a bca e os dentes. II Habitua-te, tam cedo quanto possvel, higiene dentria. Aquele que desleixado em criana, dificilmente se corrige mais tarde. III A conservao e o bem-estar dos dentes de leite tam importante, como o dos dentes permanentes. IV No abuses de doces e de alimentos muito moles. O melhor meio natural de evitar a cria mastigar com fra po com cdea espssa. V Nunca te esqueas de lavar a bca, noite. VI A limpeza mecnica dos dentes, feita com uma escva e com um palito, constitue a base de tda a higiene dentria. VII As lavagens da bca com lquidos antispticos inofensivos e um bom p ou pasta dentifrcia so muito eficazes para completar a higiene dentria e bocal. Os dentifrcios que so custicos para a mucosa, ou que descalcificam os dentes, devem ser rejeitados. O sabo um bom dentifrcio. VIII Faze inspeccionar os dentes, uma ou duas vezes por ano, por um dentista, a fim de que le descubra os focos mrbidos e os faa desaparecer, antes que sejam muito extensos. IX O trtaro (pedra) deve ser extrado, de tempos a tempos. X Os dentes e as razes que no possam ser conservados e tratados, devem ser extrados, sejam dolorosos ou no. INSTRUES SOBRE PEDOMETRIA _Condies gerais_:--As modificaes morfolgicas, fisiolgicas e psquicas, produzidas pelos exerccios de educao fsica (exerccios neuro-musculares e de adaptao aos meios) podem ser medidas ou apreciadas e formarem dois grupos principais: somtico e fsico-psquico. As mensuraes constituem o processo mais racional de verificar os efeitos dos exerccios, se nelas se observarem as indicaes seguintes: O observador possur a tcnica de medir e conhecer a razo e o fim de cada medida. Tomar as medidas mesma hora, de preferncia de manh, antes de qualquer exerccio ou refeio e tanto quanto possvel nas mesmas condies e em perodos bem determinados, ex.: em Outubro e Junho. Estas medidas e observaes sero apontadas em colunas individuais no livro das mensuraes, donde se tiraro tdas as notas para a organizao das mdias e dos ndices de classificao individual somtica e fisiolgica. Os alunos sero medidos e observados de torso nu e descalos e as alunas s com os fatos de gimnstica. Para se assegurar bem da medida dever esta repetir-se, acto contnuo, as vezes que forem necessrias. _Nota_.--As mensuraes obtidas grficamente por bons instrumentos oferecem mais confiana. TCNICA: _Para medir a altura_:--O examinando colocar-se h na craveira na atitude de sentido. _Para medir o pso_:--Torna-se necessrio uma balana decimal bem tarada e de fcil manejo. Os alunos sero pesados em ceroulas; as alunas com os seus fatos de gimnstica. _Para medir a capacidade vital_:-- necessrio utilizar um espirmetro, como o de Charles Verdin, coloc-lo a conveniente altura, usar duas tubuladuras de borracha com as competentes embocaduras de vidro para se poderem substituir a cada exame e desinfectar convenientemente. _Modo de medir_:--O examinando, em face do aparelho, toma o tubo de vidro (embocadura) na bca, depois de ter enchido quanto pode o pulmo, cerra os lbios sbre o tubo para no perder ar e expira suavemente todo o ar que possa, o que ser registado pelo espirmetro. _Para medir a mobilizao torcica_:--O examinando, de calcanhares juntos, mantm os braos laterais e horizontais. Fazem-se 3 provas e tira-se a mdia. _Dimetros xifodianos_:-- necessrio um compasso de espessura como o grande de _Collin_. _Modo de medir_: _Dimetro transverso_:--Aplicam-se as pontas do compasso nos pontos mais laterais do trax e no nvel do ponto esterno-xifodiano; o examinando faz, ento, a maior inspirao e logo a seguir a mais completa expirao e toma-se nota dos dimetros mximo e mnimo. _Dimetro ntero-posterior_:--Aplica-se uma das pontas do compasso no ponto esterno-xifodiano e a outra na linha das apfises espinhosas e ao nvel daquele ponto; no resto procede-se como no transverso. _Permetros xifodianos_:--Na falta dum instrumento que nos d com preciso e facilidade grficamente o permetro torcico mais prtico usar, com o devido cuidado, a fita mtrica inextensvel. _Modo de medir com a fita_:--Aplica-se esta horizontalmente ao nvel do ponto esterno-xifodiano, o examinando faz a mxima inspirao e logo a seguir a mxima expirao e o observador toma nota dos permetros mximo e mnimo. _Permetro umbilical_:--Procede-se como no permetro torcico. _Nota_.--Os permetros tomam-se s aos alunos. _Para medir a fra de presso e de traco_:--Para a de presso necessrio um dinammetro como o de _Collin_; para a de traco um dinammetro como o de _Andrew_. _Modos de medir_:--Na presso toma-se o dinammetro na concha da mo e cerra-se esta com a mxima fra, repete-se duas vezes e toma-se a prova maior; na traco tomam-se os anis das cadeias, um em cada mo, tiram-se para os lados, repete-se e toma-se a maior prova. _Para se obter o ritmo respiratrio_:--Na falta de um adequado pneumgrafo, o nmero e o ritmo podem obter-se pela palpao; o observador, colocado por detrs do examinando, aplica as mos sbre os seus ombros, estendendo os quatro dedos sbre as clavculas e as primeiras costelas e os polegares estendidos para o dorso, ou em face do examinando, aplica-lhe as mos nos lados do trax e em presena de um relgio observa o ritmo e conta as respiraes num minuto. _Para tomar o ritmo cardaco_:--Na falta dum esfigmgrafo de uso e de preciso, o professor, tomando o pulso, obter o nmero, o ritmo, a forma e apreciar a presso em repouso e depois dum escolhido exerccio, ex.: uma pequena carreira. _Para classificar os desvios sseos da coluna vertebral_:--Na falta dum raquigrafo conveniente, o professor pode chegar por uma observao inteligente: dos movimentos da coluna, da sua forma na atitude de sentido, das atitudes das espduas e da cabea, da forma torcica, etc., a conhecer os desvios. _Do trax_:--Na falta dum toracgrafo o observador pode usar o cirtmetro de chumbo ou ainda, o compasso de espessura tirando os dimetros necessrios para o que o examinando tomar a atitude de sentido com os braos laterais e horizontais. IV DECRETO N.^o 4:900 Sendo urgente codificar e regulamentar tdas as disposies legais em vigor, relativas s Escolas Normais Superiores das Universidades de Coimbra e Lisboa; Atendendo autorizao concedida pelo nico do artigo 42.^o do decreto com fra de lei n.^o 4:649, de 13 de Julho de 1918; Usando da faculdade que me confere o n.^o 3.^o do artigo 47.^o da Constituio Poltica da Repblica Portuguesa; Hei por bem, sob proposta do Secretrio de Estado da Instruo Pblica, decretar o seguinte: Artigo 1.^o aprovado e mandado pr em execuo o Regulamento das Escolas Normais Superiores das Universidades de Coimbra e Lisboa, que faz parte integrante dste decreto, e vai assinado pelo Secretrio de Estado da Instruo Pblica. Art. 2.^o Ficam, pelo presente regulamento, codificadas tdas as disposies legais em vigor, relativas s Escolas Normais Superiores, substitudos os decretos regulamentares n.^o 2:117, de 27 de Novembro de 1915, n.^o 2:509, de 14 de Julho de 1916, n.^o 2:646, de 26 de Setembro de 1916, n.^o 2:943, de 18 de Janeiro de 1917, n.^o 3:012, de 6 de Maro de 1917, n.^o 3:097, de 18 de Abril de 1917, e n.^o 3:330, de 3 de Setembro de 1917, e regulamentados os decretos com fra de lei, de 21 de Maio de 1911 e n.^o 4:649, de 13 de Julho de 1918. Art. 3.^o Fica revogada a legislao em contrrio. O Secretrio de Estado da Instruo Pblica o faa publicar. Paos do Govrno da Repblica, 5 de Outubro de 1918.--Sidnio Pais--_Jos Alfredo Mendes de Magalhes_. V ndice Analtico do 2.^o Volume desta Obra: (NO PRELO) *PEDOLOGIA PSQUICA* (_A mentalidade da Criana_) CAPTULO I 1) rgos dos sentidos: sensibilidade cutnea; sua discriminao. 2) Sensaes tcteis, de presso, trmicas, lgicas. 3) Sentido cinestsico e sentido estereognstico. 4) A cinestesia. 5) Acuidade do tacto; sua medida. 6) Estesiometria. 7) Educao dos sentidos cutneos. CAPTULO II 1) A viso; anatomia e fisiologia do bolbo ocular; mecanismo da viso. 2) Emetropia, ametropia e hipermetropia. 3) Medida da acuidade visual. 4) Sentido cromtico; suas anomalias. 5) Medida dste sentido; tbuas pseudo-isocromticas de Stilling. CAPTULO III 1) A audio; mecanismo das sensaes auditivas. 2) Medida da acuidade auditiva. 3) Sentido otoltico. CAPTULO IV 1) Os sentidos qumicos: olfacto e gsto. 2) Morfologia e funcionamento dos respectivos rgos. 3) Olfactometria e gustometria. CAPTULO V 1) A ateno; suas espcies. 2) Patologia da ateno. 3) Medida da ateno. 4) Educabilidade da ateno. CAPTULO VI 1) A memria; suas operaes fundamentais. 2) Patologia da memria. 3) Anlise qualitativa da memria: processos; experincias. 4) Anlise quantitativa da memria. 5) Educao da memria. CAPTULO VII 1) A inteligncia; sua noo. 2) Nvel intelectual e nvel escolar. 3) Medida da inteligncia: processos; escala mtrica da inteligncia. 4) Estudo scientfico do trabalho mental. 5) A fadiga fsica e a fadiga mental: sua medida. CAPTULO VIII 1) Noo da personalidade. 2) O carcter; seus elementos constitutivos e manifestaes. 3) Formao do carcter; princpios sobre que deve assentar. 4) Os estados mrbidos da personalidade: a mentira, a preguia, a timidez, a clera, as fobias das crianas. 5) Patologia da vontade. 6) Os vcios da educao tradicional. 7) Educao moral e cvica das crianas, segundo os princpios da pedagogia moderna. 8) A moral na escola. VI O estudo do crescimento, no Colgio Moderno de Coimbra, pela aplicao do mtodo auxanolgico O estudo do crescimento, pelo _mtodo auxanolgico_, faz-se presentemente, sob a nossa direco, em alunos internos do _Colgio Moderno_, de Coimbra. As primeiras _mensuraes_ foram realizadas, durante os meses de maio e junho, do ano de 1918. Em maio e junho, dste ano de 1919, ao prefazerem-se doze meses completos, continuou-se ste _servio antropomtrico_, que no pde ser executado em novembro e dezembro (fim do 1.^o semestre), como convinha, merc das _ocorrncias polticas_, que perturbaram a _vida nacional_. Foram _observados_ e _mensurados_ (e continu-lo ho a ser) 115 alunos, de _idades_ que se acham compreendidas entre os dez e os dezoito anos. As _medidas_ so tomadas, sempre, sobre o _corpo nu do aluno_; o _material pedomtrico_ empregado aquele que indicmos, a pgina 145 (_nota_); e a _tcnica_ regula-se, pelas _instrues_ do D.^r Paulo Godin, publicadas, a pgina 243 e seguintes, do seu livro: _La Croissance pendant l'ge scolaire_, Paris, 1913. Alm das _medidas segmentares_, relativas ao _crescimento fsico_, colhemos, nas _observaes_, todos os elementos necessrios para o estudo da _puberdade_. E nem smente nos preocupou a _pedometria somtica_, mas tambm iniciamos trabalhos, que aproveitem _pedometria psquica_, isto , _medida da acuidade sensorial_, e ao _exame psquico, etolgico e psiquitrico_ dos alunos. Nesta primeira exposio, limitar-nos hemos a divulgar os _resultados antropomtricos_ obtidos, condensando-os, nos seguintes mapas: 1) das _projeces verticais_; 2) do _pso_; 3) da _puberdade_. I +==================================================================+ | Projeces Verticais Sintticas (mdias) | +-------------+-------------+------------+------------+------------+ | | Nmero | Altura | Busto |B X 100 | |Idades (anos)|de indivduos|(milmetros)|(milmetros)|-------[227]| | | | | | A | +-------------+-------------+------------+------------+------------+ | 10 | 9 | 1,273 | 0,680 | 53 | | 11 | 5 | 1,382 | 0,716 | 51 | | 12 | 7 | 1,412 | 0,724 | 51 | | 13 | 14 | *1,474* | 0,737 | 50 | | 14 | 32 | 1,496 | 0,765 | 51 | | 15 | 25 | *1,587* | 0,800 | 50 | | 16 | 15 | 1,614 | 0,810 | 50 | | 17 | 7 | 1,649 | 0,850 | 51 | | 18 | 1 | 1,635 | 0,844 | 51 | | Total.... | 115 | -- | -- | -- | +=============+=============+============+============+============+ Verifica-se, pela _leitura_ dste primeiro _mapa_, que o crescimento dstes alunos do _Colgio Moderno_ no se afasta sensivelmente dos _resultados gerais_, a que chegmos, em relao _criana portuguesa_. Assim, a _macrosquelia_ (caracterstica da _adolescncia_ e da _puberdade_) evidente, do mesmo modo que tambm normal o _ndice do tronco_, que, como se v, oscila entre 50 e 53. II +======================================+ | | | Pso (mdias) | | | +-------------+------------+-----------+ | | Nmero de | | |Idades (anos)| indivduos |Quilogramas| +-------------+------------+-----------+ | 10 | 9 | 26 | +-------------+------------+-----------+ | 11 | 5 | 33 | +-------------+------------+-----------+ | 12 | 7 | 34 | +-------------+------------+-----------+ | 13 | 14 | 38,5 | +-------------+------------+-----------+ | 14 | 32 | 40,5 | +-------------+------------+-----------+ | 15 | 25 | 42 | +-------------+------------+-----------+ | 16 | 15 | 43 | +-------------+------------+-----------+ | 17 | 7 | *54,5* | +-------------+------------+-----------+ | 18 | 1 | 52 | +-------------+------------+-----------+ | Total | 115 | -- | +=============+============+===========+ E, quanto a _crises_ do crescimento, a conformidade com a _curva_, que tramos[228] absoluta: veja-se como o _ritmo_, em geral, se mantm, e como o _paralelismo das aceleraes e das acalmias_ (relativas) se acusa, em todo o percurso da _escala_. Sobre _pso_, apenas h a observar que, de conformidade com as concluses a que se tem chegado, a _marcha_ do _crescimento_ regular; e que tambm de harmonia com a _curva_ do _grfico_ respectivo[229], a _fisionomia_ desta anloga. Segue-se o _mapa da puberdade_, cuja _leitura_ ser, de grande intersse e importncia, para todos quantos se interessem pelos estudos de pedologia, entre ns. +=======================================================+ | Puberdade (sinais fsicos) | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | Idades | Nmero de|P^{1, 2, 3 | P^3 A^1 | P^5 A^5 | | (anos) |indivduos| ou 4}[230]| [231] | [232] | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 10 | 9 | 0 | 0 | 0 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 11 | 5 | 0 | 0 | 0 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 12 | 7 | 1 | 0 | 0 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 13 | 14 | 5 | 1 | 0 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 14 | 32 | *12* | 3 | 2 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 15 | 25 | 5 | *13* | 4 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 16 | 15 | 5 | 4 | 5 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 17 | 7 | 0 | 1 | *6* | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | 18 | 1 | 0 | 0 | 1 | +--------+----------+-----------+-----------+-----------+ | Total | 115 | -- | -- | -- | +========+==========+===========+===========+============+ Verifica-se, em presena dste _mapa_ que, sem dvida por influncia do _internato_, a _puberdade_, entre os alunos do _Colgio Moderno_, manifesta-se, um pouco tardiamente, em relao a perto de 50% dstes alunos. Efectivamente, antes dos catorze anos, em trinta e cinco alunos, apenas sete, de mais de doze anos, apresentam vestgios dos _sinais fsicos_, caractersticos da _puberdade_. Aos catorze anos, de trinta e dois alunos, s dezassete entram na _fase pubertria_; e torna-se necessrio ultrapassar essa _idade_, para que todos se submetam eficincia da _lei_. Importa, porm, notar que, dentre aqueles, em quem o crescimento se afirma normal, a _puberdade_ aparece, de facto, pelos catorze anos, de conformidade com o que se acha estabelecido, em relao _criana portuguesa_; instala-se, aos quinze; e encerra-se, pelos dezassete anos. NDICE Pginas Nota Preambular 7 _Introduo_ I--A criana; sua concepo bio-psquica e social 11 II--Scincias da criana: Pedologia, Psico-pedagogia, Pedagogia experimental; outros ramos da Pedagogia 14 III--A vida da criana; fases que atravessa, durante o crescimento, ou idades da evoluo do organismo humano 18 IV--Elementos e subsdios, de que podemos dispor, para a constituio de uma Pedologia nacional 25 V--Bibliografia portuguesa de assuntos relativos psicologia e pedologia 29 PEDOLOGIA SOMTICA O CORPO DA CRIANA Captulo I--Fases da vida dos organismos. Crescimento; suas espcies, e modos de o estudar. Leis do crescimento, e factores que o modificam 35 Captulo II--Crescimento absoluto; sua determinao, em relao criana portuguesa; tabelas de mdias, e respectivas curvas. O ritmo do crescimento, em Portugal 39 Captulo III--Insuficincia do estudo do crescimento absoluto, para a soluo de todos os problemas antropomtricos. Crescimento relativo ou segmentar; sua determinao, tanto sinttica, como analtica, pelo confronto dos respectivos elementos 59 Captulo IV--Medidas segmentares, para avaliao do crescimento relativo, ou das propores do corpo, nas idades de evoluo. Cnones antropomtricos da criana portuguesa 69 Captulo V--Processo bio-qumico do crescimento: osteognese 105 Captulo VI--Frmulas antropomtricas do crescimento normal, nas idades de evoluo. Anomalias do crescimento; sua determinao, pelo processo antropomtrico 110 Captulo VII--Doenas das crianas, nas idades de evoluo. A mortalidade infantil, em Portugal. Crescimento desequilibrado; suas consequncias 116 Captulo VIII--Higiene do crescimento; exerccios fsicos: jogos e gimnstica 120 Captulo IX--Evoluo geral da mentalidade; fases desta evoluo e leis que a regulam. Os factores bio-psquicos do crescimento 125 APNDICES Pginas I Elementos para a organizao de uma _caderneta pedolgica_, destinada a sistematizar o estudo do crescimento 141 II A _criana portuguesa_ (sumrio da tese apresentada, discutida e integralmente adoptada pelo I _Congresso nacional de educao fsica_, realizado em Lisboa, em 1916) 151 III Programas de Pedologia, e de higiene escolar; prescries de higiene dentria; e instrues sbre pedometria, constantes do decreto, n.^o 2.213, publicado no Dirio do Govrno n.^o 24 de 10 de Fevereiro de 1916, que aprovou o regulamento e programas para execuo da lei n.^o 233 de 7 de Julho de 1914 sbre o ensino normal primrio 157 IV Decreto n.^o 4.900, que reformou as escolas normais superiores 165 V ndice analtico do 2.^o volume desta obra 166 VI O estudo do crescimento, no Colgio Moderno, de Coimbra, pela aplicao do mtodo auxanolgico 168 Livrarias Aillaud e Bertrand LISBOA--73, Rua Garrett, 75 ANTOLOGIA PORTUGUESA Cada volume brochado .............. 1$20 encadernado ........... 1$60 A srie da ANTOLOGIA PORTUGUESA, que vir a constar de uns trinta volumes, pelo menos, no ser apresentada ao pblico com numerao editorial. Cada possuidor a ordenar como entenda, ou cronolgicamente, ou por poetas e prosadores, segundo o seu critrio e vontade. * * * * * _Volumes no prlo e prestes a sar:_ *Manoel Bernardes*, 2 volumes. *Alexandre Herculano*, 2 volumes. *Frei Lus de Sousa*, 2 volumes. *Guerra Junqueiro*, 1 volume. _Em preparao:_ *Cames lrico, Antonio Vieira Ferno Lopes, Ea de Queiroz, Bocage, Lucena, Damio de Gis, Castilho, Antro de Figueiredo, S de Miranda, Joo de Barros, Camilo, Os Cancioneiros, Ferno Mendes Pinto, Gil Vicente, Garrett, Garcia de Rezende, etc., etc.* *Notas:* [1] Cf. o _ndice analtico_, no fim dste livro. [2] Cf. Ch. Richet, _Essai de psychologie gnrale_, Paris, 1912; G. Bohn, _La nouvelle psychologie animale_, Paris, 1911; P. H. Souplet, _De l'animal l'enfant_, Paris, 1913. [3] Cf. John Dewey, _L'cole et l'enfant_, Paris, 1913. [4] Cf. Dewey, _Interpretation of the savage mind, apud Psychol. Review_, 1902, pg. 217 e segs. [5] Cf. Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychlogique du jugement_, Paris, 1904. [6] Cf. G. Persigout, _Essais de Pdologie gnrale_, Paris, 1909. [7] E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et Pdagogie exprimentale_, Paris, 1916. [8] Cf. Preyer, _Physiologie de l'embryon_, Paris, 1885; Ch. Letourneau, _La Biologie_ (origine et lois de la vie), Paris, 1912; A. Souli, _Prcis d'anatomie topographique_, Paris, 1911. [9] Cf. E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et Pdagogie exprimentale_, Paris, 1916. [10] Cf. Prez, _La psychologie de l'enfant_, Paris, 1878; Preyer, _L'me de l'enfant_, Paris, 1881. [11] Cf. _The psychology of child development_, Chicago, 1903. [12] Para o estudo de todos stes _problemas_, cf. E. Roehrich, _Philosophie de l'ducation_ (essai de pdagogie gnrale), obra premiada pelo _Instituto de Frana_, Paris, 1910; L. Cellerier, _Esquisse d'une science pdagogique_, Paris, 1910; J. Dubois, _Le problme pdagogique_, Paris, 1911; L. Dugas, _Le problme de l'ducation_, Paris, 1911; J. de la Vaissire, _Psychol. Pdag._, Paris, 1916. [13] Cf. Paul Barth, _Principi di Pedagogia e didattica_, trad. ital., Milo, 1917. [14] Cf. J. Carr et Roger Liquier, _Trait de Pdagogie scolaire_, Paris, 1905. [15] Cf. E. Brouard, _Inspection des coles primaires_, Paris, 1887. [16] Cf. E. Claparde, _Ob. cit._; G. Persigout, _Ob. cit._; E. Blum, _La pedologie_, apud _L'anne psychologique_, 5.^o Vol., Paris, 1899. [17] A criana _pensa_ e _age_, segundo _leis diferentes_, medida que _evoluciona_ da _infncia_ _puercia_ e da _puberdade_. Cf. Dr. Alves dos Santos, _O Ensino primrio em Portugal_ (nas suas relaes com a histria geral da Nao), Prto, 1913, pg. 201. [18] Cf. J. M. Baldwin, _El desenvolvimiento mental en el nio y en la raza_, trad. esp. , Barcelona, 1910; J. Wilbois, _Les nouvelles mthodes d'ducation_, Paris, 1914; P. Hachet-Souplet, _De l'animal l'enfant_, Paris, 1913. [19] Cf. Th. Ribot, _L'hrdit psychologique_, Paris, 1910; Davidson, _The recapitulation theory and human infancy_, New-York, 1914; Jacques Loeb, _Fisiologia comparata del cervello e psicologia comparata_, trad. ital., Milo, 1908. [20] H outros _critrios_ de classificao das _idades do crescimento_; por exemplo: o _critrio psico-biolgico da apario dos interesses_; o _critrio psicolgico da adaptao sensorial_; o _critrio didasclico_; etc.; etc. Cf. E. Claparde, _Ob. cit._; G. Stanley Hall, _Adolescence its psychology and its relations to physiology, anthropology, sociology, sex, crime, religion and education_, New-York, 1911. [21] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_, Coimbra, 1917. [22] Cf. _Anne psychologique_, 1911, pg. 48; Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychologique du jugement_, Paris, 1904, pg. 71 e segs.; Ch. Letourneau, _La psychologie ethnique_, Paris, pg. 25 e segs.; E. Apert, _Les maladies des enfants_, Paris, 1914. [23] Cf. E. Cramaussel, _Le premier veil intellectuel de l'enfant_, Paris, 1911. [24] A _evoluo dentria_ um _fenmeno contnuo_, que tem a sua origem no segundo ms da _vida intra-uterina_, embora a _erupo dos dentes_ s principie, pelo sexto ms, depois do _nascimento_. Os primeiros dentes so os _incisivos inferiores medianos_; entre os oito e os dez meses, irrompem os _incisivos superiores medianos_; pelo dcimo ms, os _incisivos superiores laterais_; do dcimo at ao dcimo segundo ms, os _incisivos inferiores laterais_. Depois do _primeiro ano_, aparece todo o _grupo dos oito incisivos_. At aos quinze meses, saem os _quatro primeiros pr-molares_; pelos dois anos, os _quatro caninos_; pelos dois anos e meio, os _quatro ltimos pr-molares_. [25] Cf. Th. Ruyssen, _Ob. cit._; Ch. Letourneau, _La psychologie ethnique_, cit. [26] Cf. B. Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris, 1911, pg. 289 e segs. [27] Tda a criana que, aos dezasseis mses, _no andar_, deve ter-se por suspeita de _raquitismo_, ou de _afeces crnicas do sistema nervoso_. Cf. E. Apert. _Les maladies des enfants_, cit., pg. 16. [28] Os _vinte dentes do leite_ comeam a car, pelos _sete anos_, sendo substitudos, sucessivamente, pela mesma ordem da sua apario, por _dentes definitivos_. Os _incisivos medianos_ so substitudos, dos sete para os oito anos; os _laterais_, dos oito para os nove; os _primeiros pr-molares_, pelos dez anos; os _caninos_, pelos onze; os _segundos pr-molares_, dos doze para os treze anos. Ao mesmo tempo, completa-se o _sistema dentrio_, pela erupo dos _grandes molares_, nos espaos ainda livres das maxilas: pelos seis anos, os _quatro primeiros grandes molares_; pelos doze anos, os _segundos grandes molares_; finalmente, pelos vinte anos, os _ltimos grandes molares_ (_dentes do siso_). Cf. Apert., _Ob. cit._, pg. 14. [29] G. Compayr, _L'adolescence_, Paris, 1909, pg. 187. [30] _La Croissance pendant l'ge scolaire_, Paris, 1913, pg. 114. [31] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_, Coimbra, 1917; e _apndice_ ao presente livro. [32] Cf. Dr. Alves dos Santos, _Ob. cit._, pg. 64, nota 3.^a [33] Esta _escola_ tem uma _aula de educao dos sentidos_, e publica, actualmente, um _Boletim_, que a continuao da _Revista de Pedagogia_ (_Educao_), da qual saram doze nmeros. [34] Esta _Instituio_ publica _estudos_ e _trabalhos_ sobre as _crianas_, numa _Revista_ mensal, que tem por ttulo _A Tutoria_. [35] Esta _Sociedade_ tem por rgo um _Boletim_ trimestral (_Revista de Educao Geral e Tcnica_), onde so publicados os resultados das investigaes, a que procede, sobre _o desenvolvimento fsico e, psquico da criana_. [36] Cf. Dr. Alves dos Santos, _Psicologia e Pedologia_ (relatrio uma _misso de estudo_, no estrangeiro), Combra, 1913. [37] Cf. V. Houssay, _La forme et la vie_, Paris, 1900. [38] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_ (subsdios para a constituo de uma pedologia nacional), Combra, 1917, pg. 63 e segs. [39] Cf. Dr. Alves dos Santos, _Ob. cit._; P. Godin, _La croissance pendant l'ge scolaire_, Paris, 1913; E. Apert, _Maladies des enfants_, Paris, 1914; J. Comby, _Trait du rachitisme_, Paris, 1901; J. Philippe, _Les anomalies mentales chez les coliers_, Paris, 1905. [40] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_, cit., pg. 7 e segs. [41] Cf. Dr. Alves dos Santos, _O crescimento da criana portuguesa_, Ob. cit., pg. 10 e segs. [42] Cf. _Anurios_ do _Rial Colgio Militar_: anos de 1899-1900; 1900-1901; 1901-1902; 1902-1903; 1903-1904; 1904-1905. [43] Cf. _La gymnastique mdicale au collge de Campolide_, 1910. [44] Cf. Memria do _Terceiro Congresso Pedaggico_, promovido pela _Liga Nacional de Instruo_, Lisboa, 1913, pg. 211 e segs.: _Contribuio ao estudo do crescimento da criana portuguesa_. [45] Cf. Alfredo da Costa, _Quelques renseignements statistiques sur la maternit provisoire de Lisbonne_, Lisboa, 1906. [46] Cf. _Relatrios dos servios mdicos e farmacuticos da Santa Casa da Misericrdia de Lisboa_, anos econmicos de 1907-1908 a 1912-1913, seis fascculos. [47] Sobre as _medidas pedomtricas_, a que se referem os n.^{os} 6, 7, 8, 9 e 10, cf. o nosso livro, cit. _O crescimento da criana portuguesa_. [48] Cf. E. J. Marey, _La mthode graphique dans les sciences exprimentales_, Paris, 1885; E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et pdagogie exprimentale_, Genve, 1916. [49] Cf. _Anthropomtrie ou msure des diffrentes facults de l'homme_, Bruxelles, 1871. [50] TAILLE MOYENNE DES PORTUGAIS CONTEMPORAINS, DISTRIBUS PAR PROVINCES ============================================================================== | TAILLE +-------------+----------------------------------------- Provinces | Hommes | Femmes (Caractres +======================================================= dmonstratifs) | Moyenne | Basse | Moyenne | Haute | millimtres | | | ----------------------+-------------+-------------+-------------+------------- M = Minho | 1627.95 | | | TM = Trs-os-Montes | 1645.53 | Jusqu' De Au D = Douro | 1652.64 | 1520 | 1521^{mm} | dessus de BA = Beira Alta | 1630.15 | jusqu' 1621^{mm} BB = Beira Baixa | 1646.83 | | 1620 | E = Estremadura | 1634.55 | A = Alentejo | 1625.34 | | | Alg = Algarve | 1633.20 | IA = Ile des Aores } | | | } 1651.45 | IM = Ile de Madre } | | | | | 33.33% 54% 12.67% Moyenne gnrale | 1639 | --------------------------------------- Envergure gnrale | 1673 | 100.00 ============================================================================== [51] Cf. Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychologique du jugement_, Paris, 1904, pg. 72. [52] Cf. _Psychologie de l'enfant et pdagogie exprimentale_, cit., pg. 419. [53] Cf. Dr. A. Aurlio da Costa Ferreira, _O peso do corpo da criana_ (lio de encerramento do curso de pedologia, na escola normal de Lisboa no ano lectivo de 1914-15) apud _Archivo de anatomia e anthropologia_, Lisboa, 1915, vol. 3.^o, n.^o 2. [54] O _permetro torcico_ ultrapassa, em mdia, a metade da _altura_, no _adulto_; e fica inferior a essa metade, na criana, cuja idade se ache compreendida entre os sete e os dezasseis anos. [55] Cit. por Stanley Hall, _ob. cit._, vol. 1, pg. 99. [56] Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, Paris, 1911; A. Marro, _La pubert chez l'homme et chez la femme_, Paris, 1901. [57] Cf. P. Godin, _La croissance pendant l'ge scolaire_, cit.; E. Apert, _Les enfants retardataires_, Paris, 1902. [58] Cf. Dr. E. Apert, _Les enfants retardataires_, Paris, 1902, pginas 10 e segs., donde se extrau esta fotogravura. [59] Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, cit., P. Godin, _ob. cit._, Stanley Hall, _ob. cit._ [60] Cf. _tude sur les rapports anthropomtriques en gnral et sur les principales proportions du corps_ (_Mm. de la Soc. d'Anthrop. de Paris_, 1902, vol. II, 3.^a srie, fasc. 3.^o). [61] Cf. _Der Krper des Kindes_, Stuttgart, 1909. [62] Segundo Deniker, a _puberdade_ faz a sua apario, nos _pases quentes_, entre os onze e os catorze anos; nos _pases frios_, entre os quinze e os dezoito; e nos _pases temperados_, entre os treze e os dezasseis; acrescentando, porm, que mistr contar com as _influncias tnicas_, _gnero de vida_, _regime alimentar_, etc. Cf. _Les races et les peuples de la terre_, pg. 132. [63] P. e A. exprimem a _ecloso pilar_ do _pbis_ e das _axilas_. A _mudana da voz_ e, no sexo feminino, o _fluxo menstrual_ tambm so caractersticas da _puberdade_. Os expoentes referem-se _quantidade_. [64] Confrontem-se os _dados antropomtricos_ inscritos na figura n.^o 12, com as _tabelas_ que exprimem as mdias de quatro mil _mensuraes_ feitas por Variot e Chaumet, em escolas e creches da cidade de Paris. Cf, pgs. 54 e 58 dste _trabalho_. [65] Aida nasceu em 14 de dezembro de 1903. Estatura do pai, 1,474; da me, 1,579. Doenas: 1) _sarampo_ (aos 2-1/2 anos); 2) _coqueluche_ (aos 3 anos); 3) _bronquite aguda_ (aos 3-1/2 anos); 4) _enterites freqentes_ (dos 6 at aos 11 anos); 5) _variola benigna_ (aos 8 anos); 6) _trasorelho_ (aos 8 anos); 7) _escarlatina_ (aos 11-1/2 anos). Duas _quedas_, aos 5 anos. Como o _grfico_ indica, o _crescimento, em altura_, a partir dos seis anos, _diminue de intensidade_, para no _recrudescer_, seno, pelo aparecimento da _puberdade_. Aos onze anos (dezembro de 1914), _desenvolvimento dos seios_, e P.^1. Em 10 de maro de 1915, _primeiras regras_, e P.^2. Em setembro, do mesmo ano, P.^3 A.^1. [66] Na organizao dos _cnones antropomtricos_, temos de acumular esta lacuna, considerando, provisriamente, _valores estrangeiros_, que sero substitudos por _valores nacionais_, quando os houver apurados. [67] Cf. Prof. Alfredo da Costa, _Quelques renseignements_, etc., cit., pg. 96, donde so extrados os _elementos_ desta _tabela_. [68] _O F_ designa o _dimetro occipito-frontal_ (ntero-posterior mximo, da _glabela_ _parte posterior occipital_). _B P_ significa o _dimetro bi-parietal_ (a maior distncia que separa transversalmente as duas _bossas parietais_). _S O F_ representa a _circunferncia do crnio_, altura das _bossas frontais_. [69] Cf. _ob. cit._, pg. 95. [70] Cf. Mies, _Le poids du cerveau des nouveau-ns_, apud _Revue d'anthropologie_, 1889. Dr. G. Paul-Boncour, _Anthropologie anatomique_, 3.^o. _Volume et capacit du crne_. _Indice cubique_, pg. 261 e segs. [71] Cf. _Quelques considrations sur les dimensions de la tte du foetus terme_, apud _Compte-rendu du Congrs intern. de md._, Lisbonne, pg. 277 e segs. [72] O _ndice ceflico_ varia, durante a _infncia_ e na _puercia_: a sua _fixidez_ no se estabelece, seno a partir dos nove anos. Ordinriamente, ao nascer, diz J. Deniker, as crianas parecem mais dolicocfalas, do que os adultos da sua raa; mas, a partir do primeiro ms, a cabea cresce mais de-pressa, em largura, do que em comprimento.... As nossas investigaes pessoais convencem de que a cabea do infante aumenta, a princpio, em largura, para chegar, em seguida, gradualmente, forma definitiva, que se estabelece, pelos dez, doze ou quinze anos, segundo as raas. _Races et peuples de la terre_, Paris, 1900, pgs. 88 e 89. [73] Cf. _Contribuio para o estudo da bacia na mulher portuguesa_, Prto, 1916, pg. 72 e segs. [74] Cf. _Contribuio para o estudo da bacia_, etc., _cit._ [75] Cf. _Elementos elucidativos sbre a relao dos ndices ceflicos e da estatura com a capacidade craniana_, apud _O Instituto_, 1900, ms de setembro. [76] Cf. _Crnios portugueses_, Combra, 1906. [77] _ndices ceflicos dos portugueses_, Combra, 1898. [78] _Estudo de antropometria portuguesa_, Lisboa, 1898. [79] _Notas sbre Portugal_, Lisboa, 1908, tomo I. [80] Cf. Fonseca Cardoso, _ob. cit._, pg. 66. Cf. tambm sobre ste assunto, Bento Carqueja, _O Povo Portugus_, pgs. 47 e segs. [81] Em Frana, H. Muffang, professor do liceu de Saint-Brieuc, procedeu, em vrios estabelecimentos de ensino do seu pas, a _investigaes cefalomtricas_, no intuito de verificar, se as _leis da antropo-sociologia_ so ou no aplicveis a _determinados grupos de populao_; e se existe alguma relao entre as _aptides intelectuais das crianas e as suas dimenses cranianas, ou seu ndice ceflico_. As concluses que formulou so as seguintes: Il semble qu'il existe une rlation entre les formes du crne et certaines tendances, novatrices ou conservatrices, en matire d'enseignement, et une rlation entre les succs scolaires et les dimensions absolues du crne. Une plus forte longueur cranienne semble concider soit avec plus d'nergie, soit avec plus d'aptitude intellectuele. Cf. _tudes d'anthropo-sociologie_, Paris, 1897, pgs. 2 e 3. [82] Cf. _L'homme dans la nature_, Paris, 1891, pg. 149. [83] Cf. G. de Lapouge, _Les lois de l'anthropo-sociologie_, apud _Revue Scientifique_, fasc. de outubro de 1897. [84] ste dimetro o _sacro-pbico_. [85] Cf. H. Vierordt, _Anatomische, physiologische und physikalische Daten und Tabellen_, Iena, 1906. [86] Alm das _mensuraes_, que temos indicado, existem outras, pertencentes _Escola de alunos marinheiros do Norte_, sobre _permetros do brao_, do _antebrao_, da _cxa_, da _perna_, do _pesco_, da _bacia_; sobre a _distncia inter-mamilar_, e outras; sobre a _capacidade vital_; _fra muscular_, etc. [87] O _ndice torcico_, que calculamos para cada _idade_, o que exprime _a relao do dimetro transverso mximo, multiplicado por 100, com o dimetro ntero-posterior mximo_. [88] Em _Campolide_, tambm se empregava esta mesma _tcnica_. No _livro das mensuraes_, a oitava coluna tinha a seguinte rubrica: _Dimetros xifoidianos_ (transversal e ntero-posterior) tomados durante a inspirao, a expirao e o tempo mdio. [89] Cf. A. Souli, _Prcis d'anatomie topographique_, Paris, 1911, pg. 8-12; Godin, _ob. cit._, P. Topinard, _L'anthropologie_, pgs. 311 e segs. [90] _Propores_ de Topinard. [91] Os _valores mtricos absolutos dos segmentos_ so referidos _estatura_ (1^{m},66, no _homem_; 1^{m},54, na _mulher_). [92] Do _Vrtex_ ao _Queixo_. [93] Do _Queixo_ _Frcula esternal_. [94] [95] e [96] Da _Frcula esternal_ _base da Bacia_. [97] (_Espdua_, _brao_ e _cotovlo_) do _acrmion_ ao _cotovlo_; (_antebrao_, _punho_ e _mo_) do _cotovlo_ _apfise estilide_. [98] (_Anca_, _cxa_ e _joelho_) da _base da bacia_ ao _centro do joelho_; (_Perna_ e _tornozlo_) do _joelho_ ao _tornozlo_; (P) do _tornozlo_ ao solo. [99] _Circunferncia mxima_. [100] Permetro _xifoidiano_. [101] [102] [103] [104]: Sobre estas _medidas_, cf. P. Godin, _ob. cit._, pgs. 252 e 253. [105] No plano compreendido entre o _ponto metpico_ e a _convexidade occipital_ (a parte mais saliente). [106] Entre os _parietais, ubicumque inveniatur_, de modo a obter o mximo afastamento das pontas do _compasso_. [107] Ao nvel da extremidade inferior do esterno. o dimetro _esterno-vertebral_. [108] Ao nvel da 8.^a _costela_. [109] _Sacro-pbico_. [110] _Biilaco_ (distncia entre as cristas ilacas). [111] _Frmula do ndice plvico_: _ndice_= Dimetro sacro-pbico da _Bacia_X100 / Distncia entre as _cristas ilacas_ [112] Cf. _L'homme dans la nature_, cit., pg. 126. [113] O desenho destas figuras pertence ao sr. Eduardo Ferraz, que o executou, sob a nossa direco. [114] Cf. Antnio Arroio, _O povo portugus_, apud _Notas sbre Portugal_, t. II, pgs. 73 e segs.; Marques Braga, _Ensaio sbre a psicologia do povo portugus_, Coimbra, 1902. [115] Cf. J. Augusto Coelho, _Evoluo geral das sociedades ibricas_, Lisboa, 1908, t. II. [116] As _percentagens_ e os _valores mtricos_ so referidos _altura mdia do recm-nascido_ (0^m,50). [117] Qusi a quarta parte da _altura_. [118] Qusi dois teros da _altura_. [119] Brao, antebrao, mo. [120] Cxa, perna, p. Pouco mais de um tro da _altura_. [121] ste _ndice_ exprime a relao do _dimetro transverso_, multiplicado por 100, com o _dimetro ntero-posterior_. [122] ste 2.^o _ndice_ exprime a relao do _permetro torcico_, multiplicado por 100, com a _altura do corpo_. [123] Ambos os _sexos_. [124] Cf. Charlton Bastian, _Le cerveau organe de la pense_, t. II, cap. 1.^o. [125] Cf. Ch. Letourneau, _La psychologie ethniqne_, Paris, pgs. 25 e segs. [126] Cf. Bernard Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris, 1911, pgs. 10 e segs. [127] Cf. P. Hachet-Souplet, _De l'animal l'enfant_, Paris, 1913, pg. 127 e segs. [128] Cf. P. Hachet-Souplet, _ob. cit._, pg. 127. [129] _Altura_ total do corpo: 83^{cm} (s. m.); 81^{cm} (s. fem.). [130] J. J. Rousseau, _mile, ou de l'ducation_, 4 vols., La Haye, 1762. [131] Cf. Th. Ruyssen, _Essai sur l'volution psychologique du jugement_, _cit._, pgs. 67 e segs. [132] Cf. P. Hachet-Souplet, _ob. cit._, pgs. 70 e segs. [133] Cf. Ed. Cramaussel, _Le premier veil intellectuel de l'enfant_, Paris, 1911. [134] _Altura_ total do corpo: 114^{cm},5 (s. m.); 106^{cm} (s. fem.). [135] Cf. M.^{me} Necker de Saussure, _L'ducation progressive_, L. II, cap. IV; Fr. Queyrat, _La logique chez l'enfant_, Paris, 1907; B. Perez, _L'enfant de trois a sept ans_, Paris, 1907. [136] Cf. _Le dveloppement mental chez l'enfant et dans la race_, trad. fr., pgs. 15 e 16. [137] Cf. E. Claparde, _Psychologie de l'enfant et pedagogie exprimentale_, Paris, 1916, pgs. 515 e segs. [138] _Altura_ total do corpo: 154^{cm},8 (s. m.); 152^{cm} (s. fem.) [139] Cf. _L'me de l'adolescent_, _cit._, pg. 21. [140] Cf. _Adolescence_, _etc._, _cit._, t. II, pgs. 75 e segs. [141] _L'adolescence_ est l'ge de la _pubert_, l'ge o la sexualit s'tablit dfinitivement, o le garon devient homme, o la fille devient femme. Et personne ne saurait contester que la pubert marque une tape importante et dcisive dans le cours de la vie humaine. Cf. G. Compayr, _L'adolescence_, Paris, 1909, pg. 5. [142] Cf. J. Laumonier, _La physiologie gnrale_ cit. [143] Cf. Paul-Boncour, _Anthropologie anatomique_, cit., pg. 56 e segs. [144] Cf. Topinard, _L'anthropologie_, cit.; Qutelet, _Anthropomtrie_, Paris, 1871; Paul-Boncour, _Ob. cit._, pg. 60. [145] Cf. J. Deniker, _Les races et les peuples de la terre_, Paris, 1900. [146] Lannois depois de explicar essa _transformao_, pelo estudo das _modificaes estruturais_ que a _lmina cartilaginosa_ sofre, a partir do seu centro para o _sso diafisirio_, desde o _tecido hialino tpico_, at _zona osteide ou de ossificao_, escreve: assim se forma o tecido sseo, primitivamente esponjoso, que se juxtape e assimila ao do corpo e da extremidade dos ossos. O modo de ossificao indicado activo e contnuo, prosseguindo, durante a infncia, e exagerando-se na adolescncia, muitas vezes, por forma brusca, determinando um crescimento mais ou menos rpido; que, todavia, definitivamente se extingue, dos vinte aos vinte e cinco anos. Se, ento, examinarmos a regio que corresponde faixa cartilagnea juxta-epifisiria, nenhuns vestgios encontraremos dela: a cartilagem substituu o sso, sendo completa a fuso da epfise com a difise. Cf. _tudes biologiques sur les gants_, cit., pgs. 333, 334 e 335. [147] Cf. _L'Anthropologie_, cit., pg. 143; cf. mais: Papillaut, _L'homme moyen Paris_, apud _Bull. et Mm. de la Soc. d'Anthrop._, 1902; P. E. Launois, _Causes et consquences de la prolongation de l'ossification des cartilages de conjugaison_, apud _Compt. rendus de l'association des anatomistes_, Lige, 1903; Alexis Julien, _Loi de l'apparition du premier point piphysaire des os longs_, 1892. [148] Cf. Dr. G. Paul-Boncour, _Anthropologie anatomique_, cit, pg. 117 e seg. [149] Cf. Alves dos Santos, _O Crescimento da Criana portuguesa_, cit., pg. 78-80 e 90; 71-77. [150] As _notaes_ que apresentamos, representativas alis de grande nmero de _mensuraes_, divergem muito do _ndice torcico_ de Weisgerber, pelo que respeita ao _adulto_, pois que o fixa em 118. Cf. P. Topinard, _L'homme dans la nature_, cit., pg. 260. [151] Cf. Dr. L. Manouvrier, _tude sur les rapports anthropomtriques en gnral et sur les principales proportions du corps_, apud _Mm. de la Soc. anthr._, Paris, 1902, T. II. [152] Cf. Dr. E. Apert, _Les enfants retardataires_, Paris, 1902; J. Comby, _Trait du rachitisme_, Paris, 1901. [153] Cf. E. Regis, _Prcis de psychiatrie_, Paris, 1914; Barty, _De l'infantilisme, du snilisme, du fminisme, du masculisme et du facies scrofuleux_, _Nice mdical_, 1876. [154] Cf. L. Testut, _Trait d'anatomie humaine_, Paris, 1911, T. III, 6.^a ed., pgs. 762 e segs. [155] Cf. _La physiologie gnrale_, cit., pgs. 424-426. J. Hricourt atribue tambm insuficincia funcional da _glndula tiroide_ outros acidentes e perturbaes, que pertencem ao _reumatismo crnico_: dres nervosas e musculares, retraces aponevrticas, cefalalgias, molstias de pele, etc. Cf. _L'hygine moderne_, Paris, 1907, pg. 12. [156] O sr. Dr. A. Aurlio da Costa Ferrera, num artigo publicado na _Medicina Moderna_ (fevereiro de 1917) atribue a _gaguez_ a excessos de secreo da _glndula tiroide_. Cf. _Anurio da Casa-Pia_, 1916-1917, pg. 544-546; cf. tambm do mesmo autor, _Dois sphygmogramas de gagos_, Lisboa, 1918. Sobre as relaes do _corpo tiroide_ com as perturbaes da _ossificao_, cf. C. Denis, _De l'influence de la glande thyride sur le dveloppement du squelette_, Lyon, 1896; Boullenger, _De l'action de la glande thyride sur la croissance_, Paris, 1896; Rogowitch, _Effets de l'ablation du corps thyride_, apud _Arch. de Physiol._, nov. de 1888; Gley, _Sur les fonctions du corps thyride_, apud _Arch. de physiol. norm. et pathol._, Paris, 1892; P. E. Launois, _tudes biologiques sur les gants_, cit., pgs. 340 e segs.; _Iunta para ampliacion de estudios_... _Anales_, T. XVII, _memoria 3.^a, Investigaciones acerca de la inervacin del pncreas como glndula de secrecin interna_, por Jos Maria de Corral, Madrid, 1918. [157] Cf. E. Apert, _Maladies des enfants_, cit., M. Springer, _tudes sur la croissance et son rle en pathologie_, Paris, 1890; J. Comby, _Trait des maladies de l'enfance_, Paris, 1899; _Maladies de croissance_, apud _Arch. de Mdc._, 1890. [158] Cf. Dr. lvaro F. de Novais e Sousa, _Assistncia e Maternidade_, Combra, 1915; Sobral Cid, _Mortalit infantile en Portugal--XV Congrs International de Mdicine_, Lisboa, 1906. [159] Cf. _Boletim mensal de estatstica demogrfico-sanitria_, Lisboa, Impr. Nacional. [160] Cf. _Anurio estatstico de Portugal_ (vol.^{es} de 1903 a 1916), Lisboa, Impr. Nac. [161] Cf. Dr. Novas e Sousa, _ob. cit._, pgs. 5 e segs. [162] ste _grfico_ foi-nos amavelmente cedido pelo snr. Dr. Novais e Sousa, que o publicou, pela primeira vez, na _Assistncia e Maternidade_, cit. [163] Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, cit. [164] Cf. Paul Godin, _ob. cit._, pg. 143 e segs. [165] Cf. Paul Godin, _ob. cit._, pg. 152 e segs. [166] Cf. Dr. E. Claparde, _Psychologie de l'enfant_, etc., cit., pg. 429 e segs.; Frd. Queyrat, _Les jeux des enfants_, Paris, 2.^a ed., 1908; Dr. Alves dos Santos, _O ensino primrio em Portugal_, cit.; Stanley Hall, _Adolescence_, etc., cit.; Colozza, _Psychol. und Pdagogik des Kinderspiels_, Altenburg, 1900. [167] Cf. J. Wilbois, _Les nouvelles mthodes de l'ducation_, Paris, 1914. [168] Cf. P. Hachet-Souplet, _De l'animal l'enfant_, Paris, 1913; Th. Ribot, _L'hrdit psychologique_, Paris, 1910. [169] Cf. para conhecimento dessas _classificaes_, Dr. E. Claparde, _ob. cit._, pgs. 462 e segs.; Queyrat, _Les jeux de l'enfant_, Paris, 1905. [170] Cf. Antnio Alfredo Alves, _Jogos infantis_, apud _Revista de educao_, Lisboa, julho de 1912; F. Adolfo Coelho, _Jogos e rimas infantis_, Prto; Augusto Pires de Lima, _Jogos e canes infantis_, Prto, 1916. [171] Pertencem a Mosso estas palavras concludentes: At h pouco tempo, os educadores e os fisiologistas limitavam-se a dizer que a gimnstica alem era intil e perigosa; comea-se a dizer agora que essa gimnstica prejudicial. Cf. _ducation physique de la jeunesse_, Paris, 1895, pg. 256. E Cellrier acrescenta: A gimnstica no passa de uma abstraco do jgo; tiraram-lhe os atractivos dste para lhe conservarem apenas o esfro e a fadiga, que importa. Cf. _Esquisse d'une science pdagogique_, Paris, 1910, pgs. 192 e 193. [172] O homem nasce, vive e morre, num _meio areo_; por isso, o _ciclo da vida_ compreende-se entre uma _inspirao inicial_ e uma _expirao final_. A vida , portanto, uma _oxidao_, assegurada pelo jgo elstico dos pulmes e do corao. Donde resulta que tda a _gimnstica_ (para ser racional) deve facilitar aquele jgo, isto , _ser respiratria_. Cf. Dr. Tissi, _Prcis de gymnstique rationelle_, Paris, 1900. [173] Cf. Dr. Desfosss, _La gymnastique respiratoire chez les enfants_, Paris, 1900. Cf. Tambm P. Barth, _Pedagogia e Didatica_, trad. ital., Turim, 1917, pg. 453 e segs. [174] Cf. Dr. E. Toulouse, _Le Cerveau_, Paris, 1901; Th. Ribot, _Les maladies de la mmoire_, Paris, 1900; Ch. Richet, _Essai de psychologie gnrale_, Paris, 1912. [175] Cf. Claude Bernard, _La science exprimentale_, Paris, 1878, pgs. 367-403; K. Pearson, _La grammaire de la science_, trad. fran. do ingls, Paris, 1912, pg. 49 e segs. [176] Cf. R. Turro, _La mthode objective_, apud _Revue philosophique_, n.^{os} 10 e 11, de out. e nov. de 1916. [177] Cf. G. Bohn, _La nouvelle psychologie animale_, cit., pg. 17 e segs. [178] Cf. Jacques Loeb, _Die Bedeutung der Tropismen fr die Tierpsycholog._; E. Gley, _tudes de psychologie physiol. et pathol._, Paris, 1903. [179] Cf. Ch. Richet, _Dictionnaire de physiol._, pal. _cerveau_; W. James, _Principii d psicologia_, trad. ital., Milo, 1909, pg. 10-91. [180] Cf. James Sully, _tudes sur l'enfance_, trad. fran., Paris, 1898; Ch. Letourneau, _La psychologie thnique_, Paris, 1900. [181] Cf. _Trait International de Psychologie Pathologique_, Paris, 1911-1912, T. I, cit.; P. Flechsig, _tudes sur le cerveau_, trad. fran., Paris, 1898; J. P. Morat, _Trait de physiologie_ (Fonctions d'innervation), Paris, 1902; W. Bechterew, _La psychologie objective_, Paris, 1913; Meumann, _Experimentelle Pdagogik_, 1907; W. James, _Principii di psicologia_, cit. [182] Cf. Ch. Letourneau, _La psychol. thn._, cit. [183] Cf. J. Deniker, _Les races et les peuples de la terre_, cit., pg. 119 e segs. [184] Cf. _Trait Intern. de psychol. pathol._ T. I, cit., pg. 472. [185] As _notaes_ que o _diagrama_ (fig. n.^o 19) exprime, pertencem aos _cnones antropomtricos_, expostos a pginas 85-104. [186] Cf. J. Deniker, _Ob. cit._, pg. 123; _Trait intern. de psych. pathol._, cit. T. I, pgs. 297--314; H. Hffding, _Esquisse d'une psychologie fonde sur l'exprience_, Paris, 1909, pgs. 39-94; 118-122; W. James, _Ob. cit._; Preyer, _L'me de l'enfant_, pgs. 298-304. [187] Os _elementos_ que consideramos para a _concepo_ desta _curva_, assim como os da _curva da conscincia_ (fig. n.^o 22) so hauridos dos _testemunhos dos psiclogos e dos fisiologistas_, dispersos pelos _livros de scincia_, e tambm da _observao e da experincia pessoal_. A _forma grfica dessa concepo_ absolutamente original. [188] Cf. o pref. do T. II do _Trait international de psychologie pathologique_, cit. [189] Cf. Ch. Fer, _Sensation et mouvement_, Paris, 1900, pg. 94 e segs. [190] Cf. B. Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris, 1911, com pref. de James Sully; pgs. 1-9. [191] Cf. pginas 18 e segs. Cf. Preyer, _L'me de l'enfant_, trad. fran. cit; B. Perez, _Les trois premires annes de l'enfant_, Paris, 1911; A criana, quando _nasce_, exerce duas espcies de _actividades_ (ambas inconscientes): 1) _reaces_, consecutivas a _excitaes_ (reflexas); 2) _actos hereditrios_, necessrios manuteno da vida (instintos). Os _centros nervosos_ dstes _movimentos_ encontram-se no _eixo cinzento_ (medula) e nos _centros sub-corticais_. [192] A _linguagem_ funo do _sistema nervoso_. Depois dos _centros nervosos hereditrios_, e dos _centros corticais sensoriais_, o primeiro _centro_ que se organiza o da _linguagem falada_; mas esta s existir verdadeiramente, quando existir uma perfeita _imagem cerebral_, isto , uma _idea_ ou um _smbolo_, de que seja expresso. Aos _sons inarticulados_ do _recm-nascido_ (puras _reflexas_ do _sistema nervoso_), segue-se a _linguagem imitativa_ e _balbuciada_ do _infante_; depois a _palavra rudimentar_ da criana que atinge o fim do _primeiro ano_; e s, por ltimo, que surge a _linguagem propriamente dita_, isto , a _linguagem, como expresso do pensamento_. Cf. Dr. Alves dos Santos, _Elementos de Filosofia scientfica_, 2.^a ed., Lisboa, 1918, pg. 221 e segs.; _Revue Philosophique_, Jan. de 1918, fasc. n.^o 1. [193] Pertencem _adolescncia_ e ao _perodo peri-pubertrio_, como caractersticas, que lhes so _especficas_: 1) _esprito combativo_ e _audaz_; 2) _optimismo_; _ingenuidade_; _conscincia do prprio valor_; 3) _coragem_; _luta contra o mdo_; 4) _egotismo_ ou _egocentrismo_ (expanso da _personalidade_; _amor de si_); 5) _sociabilidade_; 6) _instabilidade_ (mental e moral); 7) _superactividade e dinamogenia dos sentimentos_; _etc._, _etc._ Cf. Pierre Mendousse, _L'me de l'adolescent_, Paris, 1911; G. Compayr, _L'adolescence_, Paris, 1909. [194] A ste _paralelismo_ chama A. Marie: _lei da simultaneidade e da correlao necessria entre a energia nervosa e a actividade mental_. [195] _Meios de fortuna_ ou _recursos materiais dos pais ou tutores_. [196] _Conduta_ (normal ou anormal) _da famlia_. [197] _Profisso dos progenitores ou tutores._ [198] _Oficial, particular ou domstico._ [199] _Fisiolgicos e patolgicos._ [200] _Dentio, marcha, fala_ (pocas em que se produziram). [201] _Acidentes_ (doenas, quedas, traumatismos, assimetrias). [202] Bom, mau, pssimo; grande, pequeno, mdio; nutrido, magro, esqueltico; esbelto, atarracado. [203] Estado da _pele_; sua colorao e dos _cabelos_. [204] Crescimento (normal ou anormal) do _sistema sseo_. [205] Estado da _bca_ e dos _dentes_. [206] Determinao da _capacidade vital_ (quantidade de ar que podem conter os _pulmes_ dilatados): 3 a 4,^{m3} no adulto, normal. _Freqncia de respirao_: a) no _adulto_, normal, 14 a 18 _respiraes_, por minuto; b) no _recm-nascido_, 50; c) nas _idades_ intermedirias, entre 15 e 45, caminhando para sses extremos, consoante a _criana_, pela sua idade, se aproxima ou afasta da _recm-nascena_. Cada _respirao_ compreende uma _inspirao_ e uma _expirao_. A _capacidade vital_ mede-se com o _espirmetro_. [207] O estado da _circulao sangunea_ pode apreciar-se, por meio do _cardigrafo_ (que mede ou regista as _pulsaes do corao_), do _pneumgrafo_ (que avalia a _amplitude torcica_), e do _esfigmgrafo_ (que mede as _pulsaes da artria radial_ (pulso). Segundo Mathias Duval, o nmero mdio de _pulsaes_, por minuto (medidas com o auxlio dum _relgio_, _de segundos_), em regra, : _nascena_, 160 a 180; 2) no _fim do primeiro ano_, 100 a 115; 3) na _puercia_ (pelos 7 anos), 90 a 100; 4) no _perodo peri-pubertrio_, de 80 a 90; 5) na _idade adulta_, 70 a 75. [208] Desenvolvimento dos _rgos genitais_; e sinais da _puberdade_. [209] Desenvolvimento da _musculatura_. [210] _Tonus_ ou _capacidade de reaco_. [211] Defeitos de _construo orgnica_. [212] _Modificaes_ sobrevindas, durante o crescimento. [213] _Fra muscular_ (das mos, dos rins, etc.), medida pelos _dinammetros_. [214] _Fadiga fsica_ e _fadiga mental_; sua medida, por _processos directos_ e _indirectos_. [215] _Observao geral_: Tdas as _medidas_ so tomadas sbre a _criana nua_. O _material pedomtrico_ o _auxanmetro de Paul Godin_: dois _compassos de espessura_ (um, mais pequeno, para _medidas cranianas_; outro, maior, para os _dimetros torcicos_); uma _fita mtrica inextensvel_, para as _circunferncias_; e uma _balana de preciso_, para as _pesagens_. O _permetro torcico_ mede-se altura da extremidade inferior do _esterno_, na sua articulao com o _apndice xifide_. O _dimetro vertical do crnio_ toma-se, desde o _vrtex_ ao _anti-tragus_. O _dimetro vertical do tronco_ mede-se, desde a _frcula esternal_ at ao _grande-trocnter_. Antebrao (mximo) representa a _grossura muscular_; (mnimo) representa a _grossura ssea_ (pulso). [216] E (estatura) B (busto). [217] C (crebro) V (vsceras). [218] O (ossatura). [219] S (superfcie do corpo) E (estatura) D (dimetro ntero-posterior mximo do crnio) d (dimetro bi-acromial). [220] _Ecloso pilar do pbis_. Primeiros sinais da _Puberdade_. [221] _Instalao da Puberdade_. P (pbis) A (axilas). [222] Encerramento do _perodo pubertrio_. [223] D. tr. (dimetro transverso do crnio) D. ant. p. m. (dimetro ntero-posterior mximo do crnio). [224] D. transv. (dimetro transverso do trax) D. ant. post. (dimetro ntero-posterior do trax). [225] D. s. p. b. (dimetro sacro-pbico da bacia) Dist. cr. ilacas (distncia entre as _cristas ilacas_). [226] a _frmula de Pignet_.--C. R. (coeficiente de robustez fsica) E (estatura) P (pso) Per. T. (permetro torcio) insp. (inspirao) exp. (expirao). [227] _ndice do tronco_. [228] Cf. pg. 48. [229] Cf. pg. 53. [230] Apario da _Puberdade_. [231] Instalao da _Puberdade_. [232] Encerramento da _Puberdade_. Lista de erros corrigidos Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos: +----------+-------------------------+---------------------------+ | | Original | Correco | +----------+-------------------------+---------------------------+ |#pg. 59 | semgentares | segmentares | |#pg. 113 | _crescimento anormal_, | _crescimento anormal_, | +----------+-------------------------+---------------------------+ No quadro 5, na linha 13 da ltima coluna, o nmero surge sumido na obra original. Sendo esse nmero resultado da mdia de valores apresentados anteriormente, conclui que esse seja "133". End of Project Gutenberg's Educao nova, by Augusto Joaquim Alves dos Santos License: Share Alike